Shadowhunters – 2×10 – By the Light of Dawn

Imagem: Banco de Séries

Sabe quando você não tá esperando nada demais da série e vem uma onda de acontecimentos que te fazem pensar: “sou obrigado a dar mais uma chance para vocês”. Me sinto exatamente assim com Shadowhunters. A segunda temporada, como um todo, foi bem superior e nos trouxe grandes elementos da obra literária. Mais dia menos dia, teremos que aceitar o caminho solo que a série está criando. Independente dos acontecimentos clássicos, a série possui seus jogos próprios de interesse e sua forma individual de contar a história. Para os grandes defensores da saga, isso pode desanimar e muito. Eu, particularmente, vejo essa escolha com outros olhos.

“By The Light of Dawn” trouxe exatamente o que um episódio bom necessita. Os acontecimentos foram intensos ao extremo. A cada cena, uma ponta amarrada, uma treta iniciada e um mimimi desconstruído. Para os que não entenderam muito bem a dinâmica final, vou tentar explicar sem muitos spoilers. Apesar de já saber que Jace e Clary não eram irmãos, evitei ao máximo comentários como este por aqui para não gerar tumulto. Tenho certeza que muitos, até os que já conheciam a história, ficaram surpresos com a notícia confirmada. Já que Jace não é filho de Valentine, onde está o garoto sangue do demônio? Neste momento, indico uma instigante turnê literária até junho, para que vocês possam se familiarizar melhor com nosso querido Sebastian.

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Aos que reclamam tanto das diferenças entre os meios de entretenimento, a série trouxe vários momentos literários de uma vez para o episódio. Como vimos, Simon agora é um diurno. Para os que não entenderam bem, ele adquiriu a habilidade após beber o sangue de anjo de Jace. Apesar de ter sido simples na série, isso não acontece com frequência. Simon foi o primeiro a ter a habilidade em mais de cem anos e isso traz outros benefícios que podem ser muito bem utilizados na série, principalmente depois do massacre da Espada-Alma. Falando no artefato, a própria ativação pelas mãos de Jace nos mostra como a abordagem dos livros foi bem introduzida. Portanto, isso traz ainda mais esperanças de um crescimento do mundo Shadow na série em uma próxima temporada.

Vamos falar das grandes jogadas do episódio? Claro que vamos. Izzy cada vez mais poderosa, trouxe um pouco de sua força para nós. O plot com o Yin Fen foi bem pesado e importante de se trabalhar. Depois da decisão de Raphael, acho que teremos um pouco de abalo no casal que acabava de se formar. Dentre as inconstâncias da vida, percebemos uma dupla cada vez mais apaixonada e sólida na série. Malec finalmente jogam limpo com seus sentimentos e se permitem viver uma história juntos. Interessante ver a a naturalidade na abordagem, que deveria ser feita em todas as séries. Um dos pontos que mais abalam o tema é justamente a intensa vitimização do homossexual nas séries. Shadowhunters aborda isso de modo simples e harmônico, com menos mimimi e mais paixão.

Por meio de elementos inesperados, a série trouxe um gancho interessante. Um episódio intenso assim nos pede complemento e assim teremos. O retorno em junho faz com que os produtores coloquem a cabeça no lugar, analisem a reação do público e modelem seu pensamento em relação à série. Foi muito bem orquestrada essa divisão, que pode ser crucial para uma renovação futura. O tempo trará benefícios a todos e espero que alguns atores analisem bem seu trabalho, levando em consideração o pensamento de muitos fãs da saga. Espero que vocês tenham adorado o episódio, porque foi o melhor que conseguiram fazer desde o início da série kkkkk. Nos encontramos novamente em junho. Acompanhem o Mix para mais novidades e até lá… 😀

Lucas Franco

Lucas Franco

Mineiro, Escorpiano, 20 Anos, Estudante de Medicina. Direto do Arkham Asylum para o Mix. Eterno fã de Chuck, E.R. e Friends (RIP). Por entre as madrugadas vive a dualidade dos estudos e das séries. No Mix, escreve as reviews de Quantico, The Good Doctor e Legends of Tomorrow.

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