Supermax – 1×01 – Episódio 1 [SERIES PREMIERE]

Imagem: Banco de Séries

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Uma cadeia de segurança máxima no meio da Floresta Amazônica. Um reality fictício no maior estilo BBB, apresentado por Pedro Bial. Doze participantes e um prêmio de dois milhões de reais. Uma vibe sobrenatural. Muito estranho pra você?

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É oficial, a Globo abraçou as séries e está cada vez mais se espelhando no formato americano das produções. Não é de hoje que a emissora vem se especializando nessa nova empreitada, talvez por aceitarem, finalmente, que o público está cada vez mais envolvido com este tipo de produção. A revolução das séries na Globo, na minha opinião, começou com Justiça, que apresentou algo totalmente diferente do que estamos acostumados a ver na TV aberta. Supermax vem para confirmar este novo caminho, de um jeito ainda mais surpreendente.

A série foi criada por José Alvarenga Jr., Marçal Aquino e Fernando Bonassi. Diferente de tudo aquilo que já vimos, estamos assistindo a um programa com todos os elementos de um reality show, mas que não é de verdade. De imediato, já é possível perceber que a intenção do roteiro é nos envolver com os personagens, torcer por alguns, odiar outros, como se estivéssemos na vida real. Aqui acho importante fazer uma ressalva: os atores são bons, o elenco é diferente, diversificado e os personagens também muito interessantes, mas não cativaram no primeiro episódio, que foi bastante introdutório.

Conhecemos um pouco (bem pouco) de cada um deles e o que os levou a estar ali. Cada um dos treze participantes cometeram algum crime e tem alguma pendência com a justiça e estão no reality para se redimir com o público e levar o prêmio. Algo muito interessante da construção dos personagens é o fato de que, a todo momento, eles nos deixam mais intrigados para conhecer um pouco mais das suas histórias, os motivos de terem cometidos certos crimes e se, na nossa visão, são considerados culpados ou não.

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Um ponto muito positivo deste início foi contarem a história de Diana. Adorei a forma com que eles tratam a série, da forma mais realista possível, como se estivéssemos vendo um VT no meio do programa e com reconstituição, bem no estilo Cidade Alerta feat. Datena. Uma mulher que era diariamente agredida pelo marido e, no ápice do seu desespero, o matou com um tiro na cabeça. E são momentos como esse que nos farão refletir se uma ação justifica o cometimento de um crime e se o participante merece ou não uma segunda chance perante a sociedade.

Supermax é envolvente, do começo ao fim. Com a presença de Bial e os atores parecendo, de fato, que estavam confinados em um reality show, me senti assistindo ao Big Brother em meados de setembro e foi uma sensação bastante estranha. Os elementos estavam todos ali: provas de líder, paredão, hora de confinamento nas celas, festas, discussões e aqui já entra mais um ponto positivo: a coexistência dos personagens diante de um clima tão tenso e sombrio.

Ainda não tivemos a oportunidade de acompanhar melhor o desenvolvimento das relações interpessoais, mas tenho para mim que este será um ponto chave da história daqui para frente. Já na festa (que nem sei se podemos chamar de festa, porque foi algo tão monótono), conseguimos acompanhar algumas alfinetadas e os santos que não bateram, e eu como gosto de treta já quero todo mundo se matando.

É impossível não lincar Supermax com American Horror Story, que faz, com sucesso um terror psicológico com o público. A série me deixou instigada e ansiosa – sabe quando você fica o tempo inteiro esperando alguma coisa muito ruim acontecer? – e isso é ótimo, porque eles alcançaram, com sucesso, o objetivo desejado.

Sem dúvida, o que mais me intrigou foram os elementos sobrenaturais, que eu, particularmente, adoro em qualquer produção. Amo ficar com cara de paisagem na frente da TV tentando entender, em vão, o que está acontecendo e a série fez isso muito bem, me deixou extremamente confusa em diversos momentos. A cena do sangue entrando por baixo da porta foi ótima e mostrou que os elementos de terror estarão muito presentes e o melhor de tudo, serão bem feitos.

Confesso que estava preocupada com essa parte da produção. Não sabia o que esperar dos efeitos especiais, fiquei com medo de soar algo forçado e mentiroso, mas parece que fizeram direitinho e que ficaremos angustiados e assustados de verdade com algumas cenas pela frente.

Outro ponto positivo foi a escolha do elenco. Achei válido não escolherem atores muito conhecidos, porque perderia totalmente essa impressão de que estamos assistindo a um reality show. Seria difícil conhecer os personagens sem uma certa preferência, já que nos apegaríamos ao ator que mais apreciamos. Tirando Cleo Pires fazendo cosplay de Predador (ranço eterno) e Mariana Ximenez (saudades Aninha), que são de fato muito conhecidas pelo público, é possível conhecer os outros personagens sem um amor a mais e isso é muito importante para o desenvolvimento da série em relação ao público.

A minha única preocupação em Supermax é os autores irem com muita sede ao pote e quererem nos entregar muita informação em pouco tempo. Temos doze personagens para conhecer, temos um reality show para companhar, temos crimes para entender, temos que lidar com a ideia de justiça, punição e merecimento, temos toda a parte do terror para entender e ligar com a trama central. Enfim, tem muita coisa para acontecer e mais onze episódios para acompanharmos.

No geral,a série entregou um ótimo primeiro episódio, bastante introdutório, sem dúvidas, mas necessário, para nos colocar dentro deste universo bastante desconhecido. A história, acredito eu, começará agora, que já estamos envolvidos e buscando teorias.

Por hoje ficamos por aqui e nosso encontro fica marcado na semana que vem! Se quiser, compartilhe sua opinião com a gente nos comentários. Obrigada pela visita!