Supernatural – 12×09 – First Blood

Imagem: Youtube/Reprodução

 

Supernatural está de volta, finalmente! Em “First Blood” encontramos Dean e Sam sendo presos por tentarem assassinar o presidente dos Estados Unidos da América. No episódio anterior, depois de descobrirem que o presidente estava possuído pelo demônio, os irmãos aceitaram a ajuda dos Homens da Letras britânicos e conseguiram, mais uma vez, salvar o mundo. Do lado de fora, Castiel e Mary choram as pitangas por não saberem o que fazer para libertá-los da prisão.

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Logo de início, duas coisas têm me incomodado bastante em Supernatural: uma delas é a postura passiva do Castiel. Onde está aquele anjo que mandava ver, que libertou o Dean do inferno lá na quarta temporada, que com um leve movimento de mãos conseguia abater os inimigos e curar os feridos e desesperançados? O Castiel está mais humano do que os próprios humanos! O outro ponto de discórdia que me dói na alma é a ausência, o vácuo, a inexistência de instinto maternal de Mary Winchester! Enquanto os filhos estão presos, sabe Deus onde, Mary está se dedicando a matar lobisomens em Louisiana e vampiros no estado do Missouri. Sério? E ainda tem coragem de colocar a culpa nos Cas!

Ainda bem que Sam e Dean sabem se virar sozinhos! Depois de quase dois meses presos, um belo dia, os Winchester são encontrados mortos dentro das celas. A primeira coisa que pensei foi: “ah, não é possível! Mortos de novo?”. Porém, quando levados ao necrotério, eles ressuscitam, rendem o médico legista e roubam seu celular. Depois de ligar para Castiel e combinarem um possível ponto de encontro, os irmãos partem em fuga, pois têm em seu encalço um bando de militares dispostos a apagá-los de vez da face da Terra. Infelizmente (para os militares), Dean e Sam estavam inspirados e conseguiram derrotar todos eles. E ai, Dean solta a frase que resume toda a série: “nós somos os caras que salvam o mundo!”. Nossa, até arrepiei!

Após se livrarem de seus perseguidores, os irmãos conseguem encontrar Castiel e Mary que estão acompanhados de Mick e Mr. Ketch, Homens das Letras britânicos: foram eles que conseguiram rastrear, a pedido de Cas, o local onde os Winchester estavam presos. E, quando estávamos pensando que o happy end já estava mais que confirmado, a ceifeira Billie aparece: Sam e Dean haviam selado um pacto de sangue para conseguir sair da cadeia e, em troca, ofereceram a vida de um Winchester. Isso mesmo, mais um pacto para a lista! Mary Winchester se oferece no lugar dos filhos, mas quando está prestes a atirar contra a própria cabeça, Castiel mata a ceifeira e, aparentemente, quebra o pacto (digo aparentemente, porque não sabemos se alguém virá cobrar essa dívida algum dia. Eu não duvido!).

Como um episódio de retorno da fall season, achei First Blood fraco. Principalmente por conta do modo como terminou o anterior. Não houve uma menção sequer ao “Bebê de Rosemary” que está sendo gerado pela ex-amante do presidente! A não ser na retrospectiva logo no início do episódio, o assunto ficou esquecido. Na minha humilde opinião, esse bebê é um problemão que Sam e Dean terão que enfrentar durante a temporada. Porém, o fato de omitirem esta parte da trama no episódio de retorno dá uma esfriada, uma sensação de anti-clímax. Logicamente, eu sei que esta parte da estória será retomada, mas ficou faltando, pelo menos, mencionar a existência do “capeta em forma de guri” que está por vir.

Quanto às personalidades de Castiel e Mary, acho que os produtores poderiam rever um pouquinho esta questão: a passividade de um, e a falta de sensibilidade de outro, me incomodam. Talvez eu esteja sendo um pouco crítica demais, mas, pelo mesmo no que diz respeito a Castiel, é necessário haver uma mudança de postura, afinal de contas, ele é um Angel of Lord! Isso não é para qualquer um! Espero que a atitude do Cas em eliminar Billie e, por outro lado, a iniciativa de Mary em oferecer-se no lugar dos filhos, marque uma mudança de comportamento dos personagens.

Enfim, vamos aguardar os desdobramentos de Supernatural e esperar que os produtores não estraguem um enredo que, desde o início, parece tão promissor.

 

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