The Flash – 3×02 – Paradox

Imagem: TV Line

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“Qual tipo de herói você quer se tornar? O que voltará no tempo toda vez que errar, ou o que conviverá com os erros e seguirá em frente?”

O segundo episódio realmente da início ao tema da terceira temporada: as consequências do Ponto de Ignição (ou Flashpoint Paradox). Aqui ficou bem claro o porque do primeiro episódio ter tratado o evento de forma sutil. Porque a proposta dos produtores não era trabalhar em cima do grande arco que iniciou do zero a timeline dos quadrinhos da DC em 2011, mas sim como Barry e cia lidaria com as consequências de tal.

Quase todas as dúvidas que surgiram após a premiere foram respondidas: o que mudou depois de Flashpoint. A forma como nos apresentaram essas respostas não poderia ter sido melhor: em uma conversa entre Barry e Felicity em Star City, um dos pequenos crossovers presentes durante as temporadas das séries da DC.

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Vamos as consequências: Caitlin Snow tem os poderes de Nevasca (creio que veremos mais sobre isso no episódio 7 intitulado “Killer Frost“) e Cisco Ramon mostrou um lado dramático do personagem não visto antes. Muito bom quando o roteiro trabalho diferentes facetas dos personagens, melhor ainda quando o ator responde à altura a proposta. Cisco lutando ao lado de Flash como Vibe foi outro ponto alto do episódio.

Entre as principais mudanças está a adição de Julian Albert na equipe CSI da polícia de Central City. Tom Felton em carne e osso, a.k.a. Draco Malfoy. Imagine a reação de um grande fã da saga Harry Potter vendo uma de suas séries favoritas com uma participação mais do que especial como essa. Sim, esse sou eu. Paradas cardíacas à parte, Tom está trazendo uma nova dinâmica à história já que tem se mostrado um grande obstáculo para Barry usar seus poderes e burlar as investigações como costuma fazer e como já foi demonstrado nesse episódio.

Julian Albert não é o nome de nenhum personagem dos quadrinhos, foi criado apenas para a série. Mas o que as duas temporadas anteriores já nos ensinou é nunca ignorar os planos dos roteiros. O personagem pode se revelar alguém importante futuramente. Minha teoria (e a da grande maioria) é que Julian seja o Doutor Alquimia, já que seu sobrenome está diretamente relacionado ao alter ego do vilão nos quadrinhos, Albert Desmond. Aguardemos.

Falando nisso, Doutor Alquimia deu as caras pela primeira vez. A parceria entre Alquimia e o retorno de O Rival foi o ápice desse segundo episódio que se mostrou bem mais dinâmico e trabalhado que seu antecessor. Gostei da introdução do antagonista e já quero vê-lo mais em ação contra Barry.

Nesse episódio, ainda tivemos a participação de Jay Garrick como The Flash. Seu papel aqui foi trazer luz para um Barry perdido que em um ato de desespero iria cometer o mesmo erro voltando no tempo DE NOVO. É dele a grande frase do início desse texto.

Mesmo tendo sido um episódio melhor que o primeiro, Paradox registrou a pior audiência da série até o momento. Tomara que isso se reverta nas próximas semanas, pois mesmo com os tropeços, a terceira temporada tem demonstrado força para repetir a fórmula da primeira temporada, começando baixa para nos levar de forma crescente ao clímax.

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EASTER EGGS:

– Descobrimos como Flashpoint afetou Diggle em Arrow: na timeline anterior, John Diggle tinha uma filhinha chamada Sarah (homenagem à Sarah Lance). Na nova linha do tempo, Diggle tem um filho, o pequeno John.

– A identidade do vilão Doutor Alquimia ainda não foi revelada, mas a voz por trás do personagem é de Tobin Bell, mais conhecido por interpretar Jigsaw na série de filmes de terror Jogos Mortais.

– Julian Albert não confia em Barry Allen. Draco Malfoy não confiava em Harry Potter. O principal símbolo do Flash e de Harry Potter é um raio. Algumas coisas nem mesmo Flashpoint pode mudar

– Quando os dois Flashs vão parar no ano de 1998, rapidamente vemos numa TV uma cena da série Dawson’s Creek (1998-2003), que estreou na antiga WB nesse mesmo ano. O ator John Wesley Shipp, o Jay Garrick, interpretou o pai de Dawson na série.

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Álefe Cintra

Jornalista e apaixonado por séries. Tem a mesma profissão de Clark Kent, usa óculos parecido, mas infelizmente não é super-herói. Grande fã de séries de super-heróis e fantasia. No Mix de Séries escreve as reviews de Arrow e The Flash.

2 comments

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  1. Anderson Narciso
    Anderson Narciso 14 outubro, 2016 at 08:29 Responder

    Achei iradissimo passar Dawsons Creek na TV em 1998 ahahahha. Esse episódio foi até que bacana. Mas to sentindo que há um grande perigo de Flash deslizar nesta temporada. Estou torcendo pra não…

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