The Originals – 4×13 – The Feast of All Sinners [SEASON FINALE]

Imagem: YouTube/Reprodução

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Verdadeiramente um final espetacular. The Originals chega ao fim de sua quarta temporada com uma terrível sensação de series e não apenas season finale. Seja pela temível separação, pelo preço que foi pago ou até mesmo pelo pequeno encontro com algo que nos aponta para a finale de The Vampire Diaries, “The Feast of All Sinners” é, sem sombra de dúvidas, uma finale para nos torturar até a próxima temporada.

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Desespero mais uma vez foi parte do confronto que os Originais tiveram que travar, e pior, eles perderam. O plano de Vincent era, não nego, efetivo. Contudo, mesmo depois de tudo o que ele fez no episódio passado, não consigo deixar de apreciar a deliciosamente cruel ironia que é Vincent, inimigo dos Mikaelson, finalmente ter conseguido o que ninguém mais fez: desfazer o voto de “always and forever”.

E que belo uso de toda a mítica desse conceito. Desde os segundos inicias, o episódio se esforçou em deixar claro o quanto o desfazer de tudo isso, de mil anos desse voto significariam. Tanto as falas de Elijah e Rebekah quanto o reaparecimento de Kol só nos lembraram, repetidamente do que estava em jogo. O poder da Hollow em Hope também foi passado a limpo, para garantir que a ameaça não poderia ser vencida sem um máximo sacrifício. Foi uma escolha interessante da produção lançar mão desse momento para nos lembrar do poder de uma bruxa Mikaelson.

Tenho que dar o braço a torcer num tópico que figurou a maioria das review dessa temporada. Josh finalmente usou o tempo de cena para algo útil: sugerir uma aliança com os Mikaelson. Marcel também merece um elogio por ter – e aqui aprecio a ironia dele ter tido a sua parte em separar Elijah de Klaus, colocando mais sofrimento na vida do seus nemesis – ajudado os Originais em meio a derrota.

Ainda na seara de coisas inesperadas, gostei da maneira com que Freya foi confrontada com a situação. Numa alegoria aos estágios do luto, vimos a moça enfrentar mais essa perda e, talvez numa de suas melhores cenas, tomou simultaneamente o manto de Klaus e Esther para si – a toda-poderosa bruxa e a irmã mais velha que só queria defender a família.

Outros grandes momentos tomaram conta do episódio, todos eles seguindo o nível de tensão e imediatismo esperado de um confronto final. Foi particularmente adorável ver Elijah queimar os acólitos do Hollow, mais ainda depois de Sofya matar Dominic pela terceira, talvez quarta vez. A cena entre Klaus e Marcel no cemitério também entra nessa categoria. Depois de tudo, ver os dois confrontarem o que ainda existia do ressentimento dos últimos cinco anos foi de uma beleza singular, superada apenas pela cena do ritual.

Os comentários melancólicos, a pura noção de que aquele seria o final, o peso da separação eterna e depois, a dor de ver, mais uma vez, Elijah ser aquele que paga um preço muito alto simplesmente por sua devoção aos irmãos. E não me entendam mal, foi uma revisão daquilo que foi feito na finale passada, sacrifício para vencer ou sobreviver ao grande mal. Certo, dessa vez, nossos imortais precisaram estar separados e não juntos para sobreviver e foi Freya e não Hayley quem ficou para trás, na esperança de resolver tudo. A série abriu espaço para um novo avanço no tempo e talvez para que uma Hope adulta resolva o problema, mas também deixou muito – como o destino da cidade – em aberto. E enquanto nossos Originais enfrentam a vida eternamente livres uns dos outros, não consigo deixar de imaginar que surpresas ainda estão por vir. Bom, teremos que esperar pela próxima temporada para descobrir. Au revoir!

Anotações de um Vampiro, entrada 01: Vale notar que havia uma falha colossal no plano de Freya – mesmo que ele não tenha realmente sido pretendido para acontecer. Os quatro Originais são eternos e imortais por causa do ritual feito por Esther. Ao beber sangue vampiro e morrer, Freya seria transformada em uma vampira comum, ligada a uma das Linhagens, e portanto mortal. É a mesma razão pela qual Hayley não poderia ser usada no ritual.

Anotações de um Vampiro, entrada 02: Não é a primeira vez que o túmulo de Cami aparece na história, mas frase gravada nele (Coríntios 13:7) descreve muito bem o final que foi dado a temporada.

Anotações de um Vampiro, entrada 03: Foi um enorme prazer dividir as minhas notas e insanidade sobre essa temporada de The Originals com vocês aqui no Mix de Séries. Muito obrigado!

1 comentário

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  1. Avatar
    Luan 29 junho, 2017 at 13:37 Responder

    Richard desculpa, mas o episódio deixou muito claro que precisariam de um vampiro, seja ele original ou não, desde que ele tivesse vínculo de sangue com Hope. Os originais também podem morrer através daquela roseira ou do veneno de Marcel, bem ou mal também são mortais, mas o tempo não os mata assim como os vampiros normais. Se você ver o episódio de novo vai ver que no começo dele é deixado bem claro que é preciso de um vampiro e não um vampiro original. Freya não poderia ser usada por ser humana, e sim, Hayley foi cogitada porém não deixaram por que ela teria que ficar longe da filha.

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