Twin Peaks – 3×15 – The Return, Part 15

 

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Imagem: Showtime/ Divulgação

Já faz uns cinco minutos que olho para o teclado e não sei o que escrever…

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A morte é uma questão que nós, seres humanos, não sabemos lidar. Sabemos que ela é a única certeza de que vai acontecer conosco, porém nunca estamos preparados. Quando Twin Peaks estreou, Catherine E. Coulson já tinha partido e eu já imaginava que haveria alguma cena durante a série em que a personagem iria se despedir dos demais. E isso ocorreu neste episódio e foi muito triste, porque Log Lady é um símbolo de Twin Peaks: o tronco que ela carregava “revelava” pistas sobre algum evento ou situação bizarra que acontecia na cidade. Margaret desempenhava a função de transmitir a mensagem do tronco. Havia algum sentido nisso tudo? Não, mas para nós, fãs da série, fazia todo o sentido do mundo! É esse espírito bizarro e sobrenatural que nos encanta. Às vezes, não encontramos nenhuma lógica em certas partes da série, mas gostamos dela do jeito que ela é. Log Lady é, portanto, a essência de Twin Peaks e é por isso que ela é tão importante para a série e a sua ausência fará muita falta.

Twin Peaks tem o poder de se reerguer das cinzas. Eu critiquei bastante essa temporada, pois ela andava em círculos e, assim sendo, a história não tinha um rumo definido, parecia que a série estava perdida. No entanto, esqueci que estava diante de um obra de David Lynch e, para quem conhece o diretor, sabe que é do seu feitio fazer um filme/ série nesse ritmo lento, sem a menor pressa de desenvolver os seus plots.

Agora, a sensação que eu tenho vendo os dois últimos episódios é de que o drama finalmente está seguindo uma direção. Por exemplo, parece que Dougie pode se lembrar do seu passado; o Richard Horne é o filho da Audrey; as investigações sobre o Coop estão avançando. A ansiedade é tanta para que Dougie se lembre de que é o Dale Cooper que não aguentamos o coitado daquele jeito.

Novamente, a loja de conveniência do episódio oito reapareceu nesse episódio. Ali foi o ponto de encontro entre Bob e Jeffries, o qual lhe deu o telefone de Judy. A conversa entre ambos foi um acerto de contas, e o melhor jeito desse encontro acontecer é da maneira mais inusitada: o Phillip sendo uma fumaça de chaleira (?) e através dessa fumaça sai a voz dele (?). Desta conversa, Phillip deu o número de telefone de uma tal de Judy, que foi mencionada em Fire Walk With me. Então, fica o questionamento: quem seria essa Judy? Seria a Diane? Ou até mesmo a Janey, sua irmã? Talvez teremos a resposta, ou não.

Ed e Norma, meu shipp eterno, finalmente ficaram juntos, após Nadine se separar de Ed de forma saudável e madura. Gostei muito dessa maturidade de Nadine, algo que ela nunca teve, convenhamos. Ela era a parte cômica de Twin Peaks e agora ela reaparece de foma mais adulta, sem os plots sem pé e nem cabeça. Tanto ela quanto Ed podem ser felizes. A única crítica que faço a esse plot é a de que ele está muito avulso e isolado da trama.

PS: Queremos uma explicação, sim, para o que está acontecendo com a Audrey. Não é normal ela aparecer no mesmo lugar, com a mesma roupa. Parece que ela não faz contato com ninguém, só como Charlie. Estranho, muito estranho!

Tags Twin Peaks
Daniele Duarte

Daniele Duarte

Carioca da gema, amante de literatura clássica. Machado de Assis é o seu autor favorito. O tríade de melhores séries são Six Feet Under, Breaking Bad e Sherlock . Séries inglesas também faz parte da sua grade de séries. Ela é a pessoa que chora rios com a series finale de SFU.

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