Tyrant – 1×03 – My Brother’s Keeper

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 O episódio 3 de Tyrant nos entregou algo que já esperávamos: a evolução dos personagens. O episódio dirigido por Michae Lehman (Californication, True Blood) conseguiu manter a mesma intensidade dos dois anteriores, mantendo a nossa curiosidade sobre o futuro da família Al Fayeed e de Abbudin. Foi interessante ver a dinâmica dos irmãos Al Fayeed à frente do episódio, o que rendeu bons momentos dramáticos.

Em um episódio mais centrado na administração de Abbudin por Jamal e na relação de Bassam com seu irmão, Tyrant mostrou um pouco da luta constante de Barry para se tornar leal a seu irmão, além de protegê-lo e mantê-lo sob controle. O episódio mostra também a que ponto a crueldade de Jamal chegou, mesmo sabendo que ele é o homem mais poderoso de Abbudin, o que nos fez refletir o quão parecido Bassam seria de Jamal, caso ele não tivesse fugido para os Estados Unidos. Jamal é tirano, na forma mais convincente possível, e no episódio dessa semana vemos as acusações que condenou um homem à morte e promoveu um novo olhar de Jamal sob Bassam.

No começo do episódio conhecemos Hamid, marido da mulher acusada de tentar Jamal. Após sua prisão, Hamid afirma que o líder de tal atentado seria Ihmad Rashid, inimigo declarado da forma de governo dos Al Fayeed. Essa “confissão” levou à prisão de Ihmad, que foi condenado à morte por enforcamento em público por Jamal . Uma das consequências desse evento foi o storyline de Fauzi, amigo de infância de Bassam, e seu amigo: Sabemos que a filha de Fauzi está envolvida com o grupo de Ihmad, que é desarmado em um ataque promovido pelo General Tariq, e acaba sendo presa. Com isso, Fauzi pede ajuda a seu amigo em troca da verdade sobre o ataque a Jamal. Depois de uma certa relutância, Bassam concorda e é aí que descobrimos que Rashid não estava por trás de tal atentado e que tudo não passava de uma mentira fabricada por Tariq, com o único objetivo de mostrar poder e controle sob o grupo radical.

My Brother’s Keeper ainda nos deu uma cena maravilhosa, onde Hamid confessa o motivo de ter orquestrado o atentado a Jamal junto com sua esposa. É aí que vemos o quão doentio é a mente de Jamal, que abusava sexualmente de Fatma quando quisesse e Hamid era obrigado a não falar nada. A forma que Hamid conta sua história nos deixa com o estômago às avessas e pensando como a natureza de Jamal consegue ser diferente de Bassam, o irmão mais frio e racional. Tal confissão age sobre Bassam de uma forma espetacular rendendo o melhor momento do personagem até agora, onde ele confronta seu irmão e o compara com seu pai. Logo após Barry se mantêm firme quanto a sua posição política sobre Abbudin, convencendo o irmão a libertar todos os presos políticos do país e prometer que ele cuidaria dos filhos de Hamid e Fatma. Bassam tenta tal movimento com o intuito de tentar mudar um pouco as coisas em Abbudin, assim como salvar seu irmão de uma possível rebelião, caso ele seguisse com o plano de enforcar Ihmad, e frustar os planos de seu tio Tariq.

Paralelo a essa história, vemos um pouco mais do desenvolvimento de temas secundários, como o relacionamento de Sammy e Abdul indo a um outro nível. Como disse na review passada, acredito que esses dois renderão uma boa história, agora com a permanência da família de Bassam no país. Vimos também o relacionamento de Ahmed com Nusrat, traumatizado pela ação de Jamal no dia do casamento. Temos um aprofundamento de Molly, que passou de “mulher independente” do inicio do episódio a braço direito de Bassam, apoiando-o em qualquer decisão.

My Brother’s Keeper foi um episódio tranquilo, porém superior ao episódio anterior. É fascinante ver Barry tentando entrar na política de Abbudin, país cheio de segredos obscuros. A atuação de Adam Rayner e Ashraf Barhom retratou de forma crível o vínculo fraternal dos Al Fayeeds. Vemos um Bassam sendo testado com um senso de ansiedade e despero, pedindo para sua esposa ficar, pois ele precisaria de alguém são para conversar, do contrário ele ficaria louco. É aí que vemos que o objetivo de Barry não é apenas ficar perto de seu irmão, mas também lutar contra seu passado.

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    Rubens Rodrigues 13 julho, 2014 at 01:39 Responder

    Esse episódio passou voando. Gosto do envolvimento do Bassam com as vítimas do sistema que acabam virando criminosos. É uma forma de ele não cair na sombra da família que ele tanto fugiu, mas ao mesmo tempo esse envolvimento pode ser perigoso pra ele no futuro. Não acho interessante que a esposa e os filhos queiram ficar tanto tempo em Abuddin. Entendo que Sammy pode não ter o que o prenda no ocidente e se encontrado na terra dos Al Fayeeds, mas essas pessoas construíram suas vidas nos EUA e uma hora eles precisarão voltar. Essa permanência em Abuddin sem contato com o mundo exterior pode ser uma armadilha pra narrativa se continuar por muito tempo.

    Excelente review, Luana! 😀

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    Rubens Rodrigues 13 julho, 2014 at 01:39 Responder

    Esse episódio passou voando. Gosto do envolvimento do Bassam com as vítimas do sistema que acabam virando criminosos. É uma forma de ele não cair na sombra da família que ele tanto fugiu, mas ao mesmo tempo esse envolvimento pode ser perigoso pra ele no futuro. Não acho interessante que a esposa e os filhos queiram ficar tanto tempo em Abuddin. Entendo que Sammy pode não ter o que o prenda no ocidente e se encontrado na terra dos Al Fayeeds, mas essas pessoas construíram suas vidas nos EUA e uma hora eles precisarão voltar. Essa permanência em Abuddin sem contato com o mundo exterior pode ser uma armadilha pra narrativa se continuar por muito tempo.

    Excelente review, Luana! 😀

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