Crítica: The Flash 4×10 adapta arco dos quadrinhos The Trial of the Flash

Imagem: The CW/Divulgação

Depois de um longo mês de hiato, The Flash retornou sua quarta temporada após o chocante final da midseason finale. Este décimo episódio era muito aguardado pelos fãs pois adaptou um dos arcos clássicos do herói nos quadrinhos: o Julgamento do Flash. Enquanto nos quadrinhos o herói era acusado pela morte do vilão Flash Reverso, aqui o personagem foi a julgamento pela (suposta) morte do vilão Clifford DeVoe.

A adaptação foi incrivelmente orquestrada pela direção e produção da série que tem nos dado uma ótima sequência de excelentes episódios, e contou com alguns pontos-chaves para essa conquista. Primeiramente falemos de roteiro e pontos técnicos que a meu ver foram essenciais para o episódio. Os desdobramentos do julgamento em si foram intrigantes de se acompanhar, mesmo sendo claro que nessa adaptação nosso herói seria julgado culpado, mas foi mais um evento que alavancou a maestria do grande vilão da temporada. A cena em que Barry e Íris conversam dentro do tribunal usando os poderes do Flash mostrou mais uma vez o trabalho da ótima equipe de pós-produção da série, mas o grande destaque do episódio foi sem dúvida a cena da sentença de Barry intercalando com a homenagem da Polícia de Central City ao Flash. Foi lindo!

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Apesar de seu novo alter-ego ainda não estar à altura de Neil Sandilands, que foi quem trouxe o vilão ao nível onde se encontra hoje, Clifford DeVoe está aos poucos se tornando um dos melhores vilões da série ao lado de Eobard Thawne. Curioso é que, por conta dessa mudança de identidade, quem tem se destacado brilhantemente é sua parceira Marlize. A atuação de Kim Engelbrecht tem impressionado muito e também tem dado um grande destaque para a parceira do vilão do ano, mais um diferencial para este quarto ano.

Imagem: The CW/Divulgação

Enquanto o julgamento se desenrolava, o episódio aproveitou alguns pequenos momentos para desenvolver a relação dos personagens secundários. Cisco e Wells já é de conhecimento público ser garantia de momentos divertidos e engraçados na série. A investigação de mais um meta-humano da lista de DeVoe não acarretou grande importância para o episódio e serviu apenas pra vermos Flash em ação em paralelo ao julgamento para chegarmos a cena da sentença/homenagem que citei. Mas foi importante para a construção do amadurecimento de Barry que mudou bastante, e pra melhor, nessa nova temporada. Também pudemos ver um lado mais sério e maduro de Dibny que mostrou que talvez os roteiristas tenham ouvido os fãs e estejam tomando um certo cuidado com o personagem. Mas acho ser ainda muito cedo para tal conclusão. Aguardemos os próximos episódios.

Barry ter sido preso, ainda por cima na mesma cela que seu pai ocupou por anos, dará ótimas abordagens para os futuros episódios na temporada. Será interessante ver o que o personagem poderá fazer como herói estando encarcerado ao mesmo tempo em que DeVoe prossegue com seus planos e as coisas continuam acontecendo do lado de fora. O team Flash agora já tem conhecimento que as frases soltas durante o estado catatônico de Barry na season première podem conter pistas do futuro e ainda resta saber quais os planos finais de DeVoe e o grupo de meta-humanos ainda desconhecido.

Muita coisa ainda está pra rolar nesta quarta temporada que poderá nos surpreender ainda mais e provar que The Flash está conseguindo correr atrás do prejuízo.

CURIOSIDADES:

– Nos quadrinhos, em “O Julgamento do Flash“, Barry é perseguido pela justiça pelo assassinato do Flash Reverso. O arco durou 28 edições, de julho de 1983 a outubro de 1985, na edição 350 que encerrou o Volume 1 do herói nos quadrinhos. O arco se prolongou porque o roteirista Cary Bates sabia que o herói seria morto em Crise nas Terras Infinitas e viu que não valeria a pena começar uma nova história antes de seu cancelamento. Barry acaba sendo considerado culpado, mas descobre que o júri foi adulterado. Barry decide deixar o presente viver o resto da sua vida no futuro ao lado de Íris West, que já havia sido enviada pro futuro algum tempo antes. Poucas semanas depois, Barry foi morto em Crise nas Infinitas Terras.

– Nos quadrinhos, Neil Borman é o vilão Fissão (Fallout, no original) que tem o poder de emitir altos níveis tóxicos de radioatividade do seu corpo como vimos neste episódio. Ele ganhou seus poderes após sobreviver a explosão do laboratório onde faziam teste nucleares. O Flash descobre que o vilão estava sendo usado como “bateria” para a energia de Iron Hights por Gregory Wolfe (que teve sua primeira aparição nesse episódio também). Mesmo após ser salvo pelo herói, o vilão continuou chamando a prisão de “lar”.

– Nos quadrinhos, Barry é imune aos poderes telepáticos de DeVoe, diferente da série.

– Jesse L. Martin (Joe West) e Richard Brooks (Gregory Wolfe) já estrelaram Law & Order. Brooks foi Paul Robinette de 1990 a 1993 e Martin foi o detetive Ed Green de 1999 a 2008.

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Álefe Cintra

Jornalista e apaixonado por séries. Tem a mesma profissão de Clark Kent, usa óculos parecido, mas infelizmente não é super-herói. Grande fã de séries de super-heróis e fantasia. No Mix de Séries escreve as reviews de Arrow e The Flash.

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