Crítica: o valor da vida e da família foi abordado no episódio 1×03 de 9-1-1

Imagem: FOX

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Se o título desta crítica parece piegas, clichê e açucarado demais pode ter certeza que isso acontece porque o episódio pode ser qualificado com esses três adjetivos. É um problema? Para fins de narrativa, qualidade no crescimento e desenvolvimento de personagens? Certamente.

Entretanto, volto para um tópico que discutimos no texto anterior – os telespectadores buscam esse tipo de programação num momento que o noticiário traz informações negativas e pessimistas. E 9-1-1 acerta mais uma vez ao fazer algo muito simples – dar ao espectador o que ele quer assistir.

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É verdade também que os produtores e roteiristas desta série pegaram várias páginas do manual de Grey’s Anatomy de “como fazer televisão” e usam sem o menor problema, uma vez que tornou-se um sucesso tão rapidamente. As pessoas gostam de personagens problemáticos na qual elas possam se relacionar, mas também gostam de assistir aqueles casos médicos inacreditáveis que outrora ficavam restritos ao Emergências Noturnas no A&E.

O que me deixou feliz ao assistir o desenvolvimento de uma das emergências foi o fato dos responsáveis pela condução criativa não terem esquecido do social, ou melhor, do ativismo social que sempre tornou as produções da Ryan Murphy Productions tão particulares. A alusão para um dos fatos mais marcantes em 2017, onde a polícia encontrou nove imigrantes não documentados mortos num caminhão estacionado em San Antonio, no Texas, foi certeira e necessária principalmente num momento onde se discute nos Estados Unidos o futuro da imigração. A mensagem foi sublime, porém necessária.

Quanto aos personagens fico aliviado que finalmente colocaram Peter Krause na história. Ele é um ótimo ator, acredito que foi um dos responsáveis por resgatar The Catch da mediocridade, mas até o momento estava caminhando de cena em cena em busca de alguma situação para soltar uma frase de efeito e ir embora. Espero que a porta aberta nesse terceiro episódio não seja fechada, acredito que ainda podemos nos surpreender. É um alívio ver Doug Savant (nosso eterno Tom Scavo) de volta à televisão, tomara que ele volte mais vezes para tentar reanimar Connie Britton, cujo piloto automático continua ligado.

Angela Bassett, sem a menor surpresa, conseguiu carregar com maestria uma das sequências mais difíceis do episódio. A atriz nos mostrou que força não combina com dramas exagerados e que é fundamental dar apoio aos seus colegas de cena mesmo que você seja a protagonista. Não vou mentir em dizer que essa proposta de discutir bullying me empolga, porque realmente não me emociona, mas sabendo que Bassett estará à frente dessa ideia quem sabe ela não me anima no futuro.

Meus comprimentos para Vincent Van Dyke Effects, que foi responsável pela maquiagem do Howie após sofrer o acidente. Não foi exagerada e conseguiu revirar o estômago do telespectador, o que pode ser traduzido como um trabalho excepcional.

Ainda há o que corrigir no que se refere a edição, tom das mensagens positivas e direção, todavia algo me diz que após constatarmos algumas mudanças vindo de Next of Kin.

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