10×02 de Chicago Fire teve crise de pânico e vídeo viral

Segundo episódio da décima temporada tratou de ótimos temas.

Chicago Fire 10x02

Chicago Fire está bem confortável em sua décima temporada. Se pararmos para fazermos uma retrospectiva da série, muita coisa já aconteceu em uma década. Mas talvez a maior mensagem que Chicago Fire tentou passar durante todo esse tempo é que estamos falando de heróis. De todos os tipos.

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Há os que são reconhecidos. E os que não são. Também tem heróis que salvam uma vítima de um incêndio, mas também um herói que faz um gesto ou mudança que reflete na vida de muitos. São exatamente essas pessoas que acompanhamos em Chicago Fire, sendo que o segundo episódio bateu muito nesta tecla.

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Imagem: Divulgação.

Casey viraliza

Destaquei esse ponto para falar sobre a história em que Casey viraliza na internet. Depois do salvamento arriscado do primeiro episódio da décima temporada, neste segundo, a internet foi a loucura com as gravações. Ele chegou a ganhar fãs, que foram ao quartel pedir para tirarem foto e tudo mais.

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Resultado? As pessoas deram mais atenções aos gestos dos bombeiros… Mas por pouquíssimo tempo. Ao mesmo passo que Chicago Fire mostra o “boom” do vídeo de Casey, também mostra que as pessoas às vezes dão mais atenção para coisas bobas do que um fato sério ou heroico. O exemplo disso é que o jornal local fez uma entrevista com Casey sobre o feito, e ele destacou sobre como os bombeiros são importantes. Então, na hora de ir ao ar, o jornal cortou a entrevista para mostrar um outro viral sobre jacaré.

Ou seja: os 15 minutos de fama de Casey foram realmente 15 minutos. Mas, de qualquer forma, essa desvalorização dos atos heroicos de profissionais foi ressaltada durante a trama. E a grande mensagem que ela passa é que, não importa se as pessoas não dão atenção aos heróis, eles sempre estarão lá para nos salvar. Independente de qualquer coisa.

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Existem vários tipos de heróis e Chicago Fire ressalta isso

Enquanto Casey era o tipo de herói que ficou viral na internet, Chicago Fire destacou outro tipo: aquele que salva em silêncio. Durante o chamado que abriu o episódio, toda a equipe não viu um bebê que tinha ficado preso nas ferragens de um acidente. E foi Hermann que o achou.

Ele necessitava de uma ambulância para chegar rápido e salvar o garoto, mas através do rádio iria demorar quinze minutos. O que ele fez? Ligou para Brett, que estava há uma quadra do local. Ela chegou e conseguiu salvar o menino. Só que esse ato em si implicou em consequências graves.

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Imagem: Divulgação.

Hermann infligiu uma regra que é esperar o atendimento pelo rádio. Ele já havia solicitado uma ambulância e ela foi para o local. Mas como Brett chegou primeiro, acabou que duas ambulâncias foram para o mesmo atendimento. Protocolos e regras ajudam e salvam vidas. Mesmo que às vezes, é a exceção que salva. Só que Brett e ele poderão sofrer as consequências, porque a corporação não gostou da situação.

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Para completar, Brett bateu na tecla que existe um programa em que ambulâncias específicas são designadas para casos menos grave, enquanto as do bombeiros vão para casos mais intensos. Ela quer implantar o programa em Chicago, mas para isso terá que agradar seu chefe que não ficou nada contente com a situação.

Eu entendi e defendo o ato de Hermann e Brett, mas, ao mesmo tempo, concordo que poderia ter gerado um problema, e a corporação não pode fechar os olhos para “quebra de regras”. As regras existem para serem respeitadas. De qualquer forma, espero que nossos heróis em Chicago Fire não sofram consequências graves ou definitivas.

Crise de pânico

Outra história interessante e que sabia que ganharia destaque foi a crise de pânico de Cruz. Ele acabou desenvolvendo um transtorno pós-traumático, após o acidente que aconteceu no fim da nona temporada, e isso está gerando problemas de pânico para ele durante os chamados.

Já é a segunda vez que acontece, e isso está aumentando. O problema, além disso, é que tais crises podem colocar novas vítimas em risco, durante os chamados.

Cruz está fechando os olhos para isso, mas ele precisa tratar urgentemente esse problema. Acredito que Chicago Fire vai bater nesta tecla e mostrar a importância de tratar traumas e, principalmente, o equilíbrio mental.

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Em todas as tramas, no entanto, senti algo importante: a ausência de Boden começa a pesar. E olha que ele nem saiu ainda do Batalhão. Mas ele é um incentivador e líder que ajuda em todas as crises, e acredito que sua ausência vai pesar – e muito – nos próximos episódios.

Para completar, ao final, um rosto do passado de Casey apareceu: Griffen, o garoto filho do bombeiro que morreu no primeiro episódio da série. Ele retorna ao batalhão e pede ajuda para Matt, mas ainda não sabemos sobre o que é. Matt teve um envolvimento bem forte com a família dele, principalmente com a mãe do rapaz. O que será? Estamos curiosos!

Este foi um ótimo episódio de Chicago Fire, e a décima temporada está fazendo uma ótima caminhada. Que continue assim!

Nota: 4.5/5

Criador do Mix de Séries, atua hoje como redator e editor chefe do portal. Especialista em SEO e construção de textos para internet, também atua como webwriter com foco em textos para o Google. Autor na internet desde 2011, passou pelos portais TeleSéries e Box de Séries. Fã de carteirinha de Friends, ER e One Tree Hill, é aficionado pelo mundo dos seriados. Também é fã de procedurais, sabendo tudo sobre o universo das séries Chicago, Grey's Anatomy, e séries de sucesso como La Casa de Papel e Lucifer. Também é fã da DC Comics, e acompanha produções inspiradas em personagens da editora, como Titans e até o mais recente produto da editora, Sweet Tooth.