Audiência – Análise de 08/09 a 14/09: American Horror Story, REL, Bodyguard e mais

Audiência, Análise de Audiência, Apocalypse, REL, Bodyguard
Audiência, Análise de Audiência, Apocalypse, REL, Bodyguard

Imagem: FX/Divulgação; USA Network/Divulgação; BBC One/Divulgação, Fox/Divulgação

Continua após as recomendações

Tornando uma espécie de tradição nos últimos anos, o FX deu o ponta pé inicial nos grandes lançamentos da Fall Season com Mayans MC na semana passada.

Continua após a publicidade

Embora os números tenham sido impressionantes, como explicamos abaixo, desta vez vimos o retorno de American Horror Story e, consequentemente, temos muito o que conversar.

Além disso temos diversos, repito, diversos finais de temporada na TV aberta, como World of Dance e outros, indicando que a Fall está próxima.

Vamos aos números?

ABC

No sábado (08), a ABC exibiu o clásico do futebol universitário, Penn State vs Pittsburgh, liderando a noite com um demográfico alvo de 0.9 e uma audiência total de 3.28 milhões de pessoas. No domingo (09), a versão reformulada do Miss America, que contou com discursos políticos e a vitória da Miss Nova York, não foi bem. O concurso de beleza fez 0.7, uma Series Low dos 1.1 registrados em 2017.

Na segunda-feira (10), Bachelor in Paradise (1.1), ficou estável em relação há semana passada. Na terça-feira (11), a Season Finale de Bachelor in Paradise cresceu 0.2 para 1.2, enquanto Castaways ficou estável nos medíocres 0.4 no demo. Uma exibição (estranha) de Castaways na quarta-feira entregou os números ainda piores que o normal: 0.3 no demo, uma grande oscilação do que foi feito no dia anterior.

Season Finale de Match Game na quinta-feira (13) subiu 0.2 para 0.8, enquanto a final da 1ª temporada de Take Two subiu 0.1 para 0.5.

NBC

No domingo (09), a NBC estreou a temporada 2018-2019 do Sunday Night Football. A transmissão fez 7.5 no demográfico alvo, uma gigantesca queda do que foi feito no lançamento de 2017-2018: 9.1 no demo alvo (18-49 anos).

Season Finale de American Ninja Warrior foi o programa mais assistido do horário nobre de segunda-feira. Foram 5.69 milhões de telespectadores e um demo de 1.2 no demo alvo, os maiores números do reality show desde junho.

Na terça-feira (11), às vésperas da sua grande final America’s Got Talent subiu 0.1 para 1.9. Já na exibição do dia seguinte, America’s Got Talent cresceu 0.1 para 1.6 no demo, enquanto a Season Finale de World of Dance com 1.1 ficou estável.

Continua após a publicidade

FOX

O domingo foi um importante dia pra Fox. Isso porque logo após a NFL (5.7) e a prorrogação (4.4), foi lançada a nova comédia do canal, REL. A série fez bons 1.9 no demográfico alvo (18-49 anos) e foi assistida por 5.05 milhões de telespectadores ao ser exibida das 20h à 20h30 (horário local).

Segundo a Nielsen, fala-se que a comédia vai acrescentar mais 500 mil pessoa no público total com a visualizações Twitter, Hulu, YouTube, FOX Now e On-Demand de quinta (06) à domingo (09). Mesmo positivos, esses números são (bem) inferiores ao que The Orville (2.7) fez ao ser lançada com as mesmas condições em 2017.

Na segunda-feira (10), So You Think You Can Dance? terminou mais uma temporada da forma que melhor sabe: estável. Subiu 0.1 em relação há semana anterior para 0.6, que também foram superiores aos números da final de 2017.

Na terça-feira (11), tanto Beat Shazam (0.7) quanto Love Connection (0.4) ficaram estáveis em comparação com a semana anterior. Na quarta-feira, MasterChef ganhou muita força ao subir 0.2 para 1.1.

CBS

No domingo (09), o Big Brother liderou a programação nã0-esportiva com 1.6 no demográfico alvo (18 a 49 anos), uma subida dos 1.3 da semana anterior. No dia seguinte, Salvation fez algo raro: subiu.

O drama oscilou de 0.3 para 0.4, seus melhores números desde julho. Indo na direção contrária, Elementary caiu de 0.5 para 0.4. Na quarta-feira, um novo episódio do Big Brother perdeu fôlego e caiu 0.1 para 1.5. No dia seguinte, o reality show subiu 0.1 para 1.6, enquanto na sexta-feira, TKO: Total Knock-Out caiu 0.1 para 0.3.

CW

Um dos único originais da semana, na terça-feira (11), The Outpost subiu de 0.1 para 0.2. Na quarta-feira (12),  Burden of Truth (0.2) acompanhou a subida ao oscilar positivamente em 0.1. Na sexta-feira, por fim, Masters of Illusion segurou nos 0.2.

Quem não gosta de drama?

US Open, Serena Williams

Imagem: Danielle Parhizkaran/USA Today Sports

Embora o grande destaque da final do U.S. Open tenha ficado fora da quadras, com a grande discussão que se fez em relação a machismoracismo e possíveis mudanças nas regras do tênis pelo episódio envolvendo Serena Williams, o evento rendeu bons frutos para ESPN.

A grande manchete que a emissora quer que você veja é: “A melhor audiência do torneio desde 2015″. Mas o que nós vamos fazer é ir além da frase de efeito. A final feminina fez um gigantesco 2.4 no demo, os melhores desde a final masculina de 2015 e pouco abaixo do recorde (2.7) da final feminina de 2015.

No número total de telespectadores foram 3.1 milhões de pessoas que assistiram a final feminina, enquanto 2.06 milhões assistiram a vitória de Novak Djokovic sobre Juan Martin del Potro. Nos primeiros 12 dias, o torneio foi assistido por uma média de 970 mil telespectadores, uma subida das 940 mil pessoas que assistiram em 2017.

Top 10 de Mercados Locais: 

1º. – Palm Beach (Flórida) –  1.9

2º. – Washington D.C. – 1.6

3º. – Richmond (Virgínia) – 1.4

4º. – Nova York (Nova York) – 1.3

4º. – Norfolk (Virgínia) – 1.3)

4º. – Tampa (Flórida) – 1.3)

7º. – Nova Orleans (Louisiana) (1.2)

8º. – Columbus (Ohio) (1.1)

8º. – Atlanta (Geórgia) (1.1)

10º. – San Francisco (Califórnia) (1.0)

TV a Cabo

Imagem: Divulgação

Season Finale de Power mostrou a que veio, como sempre, mas não tão potente como nos anos anteriores. O drama da Starz fez 0.62 no demográfico alvo, uma subida de 0.04 em relação há semana anterior, mas seus 0.62 foram (bem) abaixo do que o Finale de 2017 registrou: 0.90. Mais tarde, a série documentário America To Me caiu 0.03 para pequenos 0.04.

Na Showtime, a Season Premiere de Shameless fez 0.47, uma queda dramática de 0.26 dos números de 2017. Em seguida, o estreia de Kidding fez 0.12, o que mostra a dificuldade do canal em acertar com o gênero. Como sabemos? White Famous começou com 0.06; I’m Dying Up Here com 0.03 e Happyish com 0.06.

Na Lifetime, o remake do telefilme fez The Bad Seed fez 0.44, enquanto You estreou com 0.21, inferior tanto aos números de lançamento de Devious Maids (0.70) quanto de UnReal (0.29). Na TNT, a estreia de The Last Ship fez 0.24, bem diferente dos 0.34/0.30 da estreia dupla de 2017.

Na HBO, o segundo ano de The Deuce começou com 0.16, uma queda moderada de 0.08 do Series Premiere de 2017. Mais tarde, Ballers caiu 0.05 para 0.28, enquanto Insecure subiu 0.04 para 0.23. Ainda no domingo, Fear The Walking Dead ganhou 0.09 para 0.57 ao mesmo tempo que Keeping Up with The Kardashians voltou da folga com 0.49.

Entre subidas e descidas

Depois de subir no feriado (?!), Better Call Saul caiu 0.04 para 0.39, mas Lodge 49 subiu 0.02 para 0.10. Na terça-feira, Mayans MC tomou um choque de realidade na segunda semana ao cair 0.27, registrando ainda fortes 0.78, suficientes para liderar a TV a cabo.

Na quarta-feira, Greenleaf subiu fortes 0.14 para 0.34. Na USA Network, Suits caiu 0.04 para 0.24, mesmo números feitos por The Sinner, que perdeu 0.05 em relação há semana anterior. No FXX, It’s Always Sunny In Philadelphia despencou 0.18 da Season Premiere da semana passada para 0.20.

Já na quinta-feira, Jersey Shore liderou a TV a cabo na programação não esportiva ao subir 0.05 para 0.91. No USA Network, a Season Finale de Queen of the South ganhou força ao subir 0.03 para 0.41, ao mesmo tempo que a Series Finale de Shooter também subiu 0.04 para 0.17. No FX, Snowfall ganhou 0.05 para 0.36.

Notas do Acúmulo:

Mayans M.C.: Se “ao vivo” o drama já fez números impressionantes, no acumulado de três dias as coisas são ainda melhores. A série derivada foi a mais assistida de 2018 em toda TV a cabo nos três demográficos mais importantes: adultos 25-54 anos; adultos 18-49 anos; adulto 18-34 anos. Ao todo, 6.8 milhões de pessoas assistiram a estreia.

The View: A semana de estreia da 22ª temporada fez uma média de 2.80 milhões de telespectadores no total. Em mulheres de 25 à 54 anos foram 450 mil telespectadoras, enquanto no segmento de 18 à 49 anos foram 316 telespectadoras. Essa foi a maior audiência total que o talk show fez numa semana desde abril, assim como bateu seu próprio recorde em ambos os demos de maio.

Telemundo: A enorme crise que engoliu a Univísion deu uma excelente oportunidade para seu maior competidor crescer. Exatamente o que aconteceu. Preparando-se para o início da Fall Season, a emissora está na próxima de se tornar o canal de língua espanhola (da TV aberta) mais assistido, por duas temporadas consecutivas da história. Os dados são em dois demográficos: adultos de 18 à 49 anos e de 18 à 34 anos.

Continua após a publicidade

Internacionais

Imagem: Divulgação (06)

A estreia de Guess My Age na Espanha foi um estouro. Baseado num formato da França, a semana de estreia do game show atingiu um share de 7.2%, um crescimento de 326% da média do canal. Enquanto isso, no alvo comercial, o formato registrou uma participação de 9.5%, um crescimento médio de 852%, batendo, em alguns momento, sua principal competição, o Wheel of Fortune.

No sábado (08) vimos a estreia de uma nova temporada de Strictly Come Dancing. O reality show foi assistido por 8.1 milhões de pessoas, uma queda forte dos 8.8 milhões que assistiram ao Season Premiere de 2017. The X Factor UK foi assistido por 4.6 milhões no sábado e 05 milhões no domingo.

O fenômeno conhecido como Bodyguard continua impressionando. O drama, após manter sua audiência estável por duas semanas (6.7 milhões), subiu para 07 milhões de telespectadores. Algo que não se via no Reino Unido em anos.  A final do Celebrity Big Brother registrou uma média de 1.6 milhão de pessoas, mas o reality show liderou entre adultos de 16 a 34 anos, um aumento +237% na média do canal.

Análise Especial da Semana: American Horror Story: Apocalypse

American Horror Story- Apocalypse-2

Imagem: FX/Divulgação

É prever o quão bem sucedida uma série será com seus números apresentados logo no Season Premiere. Pode ser que ela comece mediana e venha a se tornar um fenômeno, como foi o caso de Empire Big Little Lies, mas também pode ser que comece extremamente saudável e vá encolhendo de forma impressionante ao final da sua jornada. American Horror Story, entretanto, é um caso a parte como a maioria das produções de Ryan Murphy.

Com largo apoio da crítica, a oitava temporada continuou mostrando uma preocupante tendência de queda para a antoloia. Na verdade, o Season Premiere da última quarta-feira foi a pior estreia da série na sua história, tanto no total de telespectadores quanto no demográfico alvo (18-49 anos). Podemos tirar diversas lições dessas contínuas quedas, mesmo ressaltando que os anêmicos 1.45 foram suficientes para dar a vitória (folgada) ao FX na quarta-feira.

A primeira, e talvez mais importante delas, é a irrelevância que a série ganhou num mercado saturado de séries controversas e carregadas de polêmicas. Em 2011, quando o piloto fora exibido, o drama era o que a TV a cabo melhor oferecia no que se refere a originalidade. Em 2018, temos The Handmaid’s TaleAtlantaStranger Things Westworld. É notória a reciclagem criativa que a série ganhou através dos anos, principalmente com Apocalypse, mas como atrair aquele telespectador que descobriu outra programação?

Uma nota, por favor

A segunda conclusão que tais números nos conferem é o crescente desafio em manter o telespectador acordado até tarde para conferir uma programação ao vivo sendo que ele pode assistir de forma adversas em qualquer outro momento e ser intervalos. É possível que na coluna da próxima semana, trago pra vocês dados da Nielsen afirmando o enorme crescimento de Apocalypse no DVR (L+3 ou L+7), mas será que estaríamos admitindo uma decadência acelerada da televisão tradicional?

A terceira, e derradeira, conclusão que este que vos escreve faria a partir de tais números seriam a aparente falta de musculatura que grandes nomes têm em atrair uma grande audiência. Existiu um enorme alarde quando Joan Collins, uma verdadeira lenda da indústria, foi escalada para fazer um papel de destaque, assim como o retorno de Jessica Lange. Entretanto, não vimos nada, pelo menos até aqui, que pudessem indicar que elas fizeram quais diferença.

Números das Season Premieres anteriores: 

1ª. – temporada: 1.6 no demográfico alvo (18-49 anos) / 3.18 milhões de telespectadores

2ª. – temporada: 2.2 no demográfico alvo (18-49 anos) / 3.85 milhões de telespectadores

3ª. – temporada: 3.0 no demográfico alvo (18-49 anos) / 5.54 milhões de telespectadores

4ª. – temporada: 6.1 no demográfico alvo (18-49 anos) / 6.12 milhões de telespectadores

5ª. – temporada: 3.0 no demográfico alvo (18-49 anos) / 5.80 milhões de telespectadores

6ª. – temporada: 2.7 no demográfico alvo (18-49 anos) / 5.13 milhões de telespectadores

7ª. – temporada: 2.0 no demográfico alvo (18-49 anos) / 3.93 milhões de telespectadores

8ª. – temporada: 1.45 no demográfico alvo (18-49 anos) / 3.08 milhões de telespectadores

O que veremos na próxima semana: NBC apresenta o 70th Primetime Emmy Awards; Life Below Zero volta ao ar no NatGeo; NBC lança sua nova (e única) comédia da Fall SeasonI Feel BadTotal Divas retorna e muito mais.

O que nós estamos lendoo comportamento de millennials quanto ao consumo de notícias; Televisa expande para Europa.

Nenhum comentário

Adicione o seu