Conheça Santo Forte, primeira produção nacional da AXN

Se você é daqueles que está cansado do mais do mesmo no mundo de séries e quer assistir algo novo, e ao mesmo tempo inusitado, aqui está uma maravilhosa dica: Santo Forte, primeira produção original brasileira do canal AXN. Ela mistura suspense, misticismo e religião, tudo que muitos de nós já vimos aos baldes, mas não tanto em âmbito nacional. Uma grande aposta que consumiu 11 semanas de filmagens em 70 locações inexploradas do Rio de Janeiro.

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Um olhar sobre a série

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Quem nos convida a esse universo enigmático é João da Cruz Forte, primeiro protagonista de Vinícius de Oliveira – o ator mirim de Central do Brasil – na TV. Ele é taxista, leva o seu trabalho muito a sério e só quer garantir conforto para sua família. Uma rotina de praxe, totalmente pacata, que começa a cair por terra quando esse homem nota ser detentor de poderes especiais. Na realidade, de visões que acontecem na hora do pagamento de cada corrida.

Sim, é isso mesmo que vocês leram. E, acreditem, é sensacional! As visões revelam muito além da vida dos passageiros de João. Não o futuro, mas a tormenta. Gatilho da trama que rende cenas arrepiantes/macabras que mostram o grande rigor com a edição de imagem da série.

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Uma vez, aprendemos que com grandes poderes há grandes responsabilidades, e com esse herói brasileiro não é diferente. No primeiro episódio, que foi exibido no press junket que rolou no dia 25, vemos João lidar com essa descoberta, que se revela não ser tão nova assim, quando uma idosa entra em seu táxi, toda machucada. Ela é a responsável de fazê-lo colocar seu outro poder em prática: o altruísmo.

Ao contrário do que geralmente acontece, a introdução desse personagem não gira em torno do impacto da descoberta, aquele momento chocante de notar que há algo de errado consigo mesmo. A proposta foi mostrar essa novidade na ação propriamente dita. As visões de João acontecem uma vez, o chamariz da história, e a partir daí há uma sequência de desdobramentos que se mesclam com o conflito. Ele não perde tempo com o típico “ser ou não ser”, tendo como orientador Celso (Thiago Justino), o Pai de Santo, que pontua as limitações do protagonista ao prestar auxílio a alguém.

 

Ajudar as pessoas é o modo de operação de João e não fazê-lo o deixa angustiado e atormentado. Desesperado para dar um ponto final em conflitos que muitos diriam não ser seu problema. As visões só têm como função fazê-lo se mover rumo ao inesperado enquanto mantém a fachada de taxista comum. Uma vida dupla. O personagem não mensura os riscos e mergulha em problemáticas que deixam seu emocional à flor da pele.

Se ele para? Não. Quanto mais próximo da perda, mais ele pisa no acelerador, o que nos mostra um homem muito disposto a acabar com as injustiças.

As idas e vindas no táxi nos leva até os outros personagens que serão de suma importância para a jornada do protagonista. Temos Dalva (Laila Garin), a esposa vaidosa de João, que começa a sofrer com a ausência do marido. Fábio (Guilherme Dellorto), o jornalista que quer desvendar os mistérios do taxista. Barracuda (Cassiano Carneiro), um agiota caricato que garante outra pitada de tensão, embora quebre qualquer clima de estresse com tiradas e jargões impossíveis de segurar a gargalhada. Um grupo de apoio essencial (e incrível) que movimenta a trama e traz algo de diferente entre os resultados das visões.

É fato que em certo momento caímos no questionamento sobre o quanto o poder de João é uma bênção ou uma maldição. Internamente, queremos que ele sofra com essa dúvida, pois não basta apenas ir ao auxílio de quem precisa. É necessário também um atrito interno, algo prometido ao longo dos 13 episódios. Esse personagem tem uma trajetória que o colocará na corda bamba e isso é apenas um dos motivos que nos deixa com mais sede pelo que virá em seguida.

Um dos muitos pontos positivos de Santo Forte é que João é humanizado. Qualquer um pode se identificar com ele e isso é excelente para qualquer história. Ele é altruísta, prestativo, dono de um grande coração. É muito difícil ver personagens masculinos com essa caracterização – e sendo heróis –, pois há também uma cadeia de estereótipos na televisão brasileira. Ou o homem é ricaço ou é bandido ou tenta conquistar a mocinha. Nesse caso, o protagonista é gente como a gente. Só não é comum, tendo nas mãos a responsabilidade de mudar vidas.

Vinícius convence e cativa na pele de João. Sentimos as angústias de um humano com um poder especial. Um humano que sai da zona de conforto por querer ver para crer por si mesmo e não porque alguém mandou – como acontece muito na jornada do herói. O protagonista é forte e atrevido, sensível e fechado. Toma e norteia a trama usando dos demais personagens como um contrabalanço que rende um excelente timing a cada cena e que não quebra o ritmo de suspense.

Santo Forte é uma série que consegue se apoiar apenas em seu protagonista que enfrenta os mais variados desdobramentos. A narrativa envolve e intriga. A junção entre cotidiano e sobrenatural ficou de muito bom tom, nada forçada, que traga. João nos deixa ansiosos, querendo saber a próxima medida. Inclusive, como conquistou as visões, o que tem de tão interessante em seu passado para um jornalista querer investigar, o que o agiota fará com o taxista que não cai na sua lábia. Há muitas brechas para se trabalhar na história e isso é formidável porque alimenta a aflição.

E, claro, há muito de religião e de misticismo, os elementos-chave dessa produção. É aí que entramos na questão do quanto acreditamos no divino e no espiritual. A trajetória de João é, essencialmente, sobre lidar com os poderes e com os momentos de impotência na hora de oferecer auxílio. Não menos importante, as consequências – que podem envolver um Santo frustrado.

Santo Forte nos convida para esse universo sobrenatural em uma realidade muito próxima da nossa. É meio impossível não terminar o primeiro episódio de boca aberta. A série é surpreendente, penetra na pele e cria um clima excelente de proximidade com o público. Há o humor típico do brasileiro e personagens de fácil identificação. É tudo muito palpável, inusitado, abrindo brecha para trabalhar temas que alimentam o nosso imaginário.

É uma produção que mexe com todos os nossos sentidos.

 

Highlights da coletiva de imprensa

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Imagem: Stefs Lima // Da esquerda pra a direita: Roberto d’Avila, Vinícius de Oliveira, Guilherme Dellorto e Marc Bechar.

 

A concepção

Santo Forte tem uma proposta muito diferente em comparação a tudo que se vê/viu em TV aberta. Porém, é muito fácil captar que houve um bebericar em fontes estrangeiras, a começar pelo jornalista investigativo, algo atípico na realidade brasileira. Porém, é uma ideia que pode dar certo.

Tudo porque os envolvidos com a série fizeram uma baita lição de casa assim que receberam cartão verde. Como foi dito na coletiva, esse tipo de narrativa seriada é muito difícil de vingar em território nacional, pois há pessoas que não estão acostumadas – algo que tem mudado a passos lentos. Por conta disso, o segredo foi aprofundar a temática, a religião e o misticismo, e usar as referências internacionais como ferramentas de trabalho – como edição de cena e roteiro.

Inclusive, a emissora foi fundamental para fomentar uma concepção. A produção não podia fugir do que a AXN transmite: séries carregadas de suspense e de adrenalina. Dois itens que Santo Forte tem de sobra.

 

Continuidade

Embora tenha uma temporada fechadinha de 13 episódios, Roberto e Marc não descartaram a possibilidade de uma continuação. Há uma vastidão de histórias que podem ser exploradas e isso é a mais pura verdade. Embora tenha foco só em João, cada passageiro tem uma bagagem de vida diferente e há muitas crenças que podem ser aprofundadas. Além disso, há a problemática do mundo real que pode enriquecer os elementos sobrenaturais.

 

Fotografia

A inspiração veio do artista Miguel Rio Branco, que fotografa o submundo do Rio de Janeiro.

Até na escolha de cenários (todos externos) Santo Forte buscou originalidade. Em cada corrida de João, veremos os bairros da Glória, Santa Teresa, Catete, Rio Comprido e Tijuca, não o luxo carioca que estamos acostumados. Essa escolha deu sombriedade à atmosfera e tornou o taxista um perigo até para ele mesmo.

O intuito também era trazer uma pegada meio noir, criar um lugar etéreo de sensibilidade – que casa perfeitamente com a caracterização do protagonista.

Santo Forte estreará no dia 30/08, às 21hrs, na AXN. Sério, não percam a oportunidade de conferir essa grata surpresa no universo televisivo nacional.

 

Até lá, desfrutem a promo:

 

[youtube] https://www.youtube.com/watch?v=cYQ78umWtEI[/youtube]