Crítica: Segundo episódio de The Resident abre discussão entre o certo e o errado

Imagem: FOX/Divulgação

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Diferente da sua estreia, em termos de casos médicos, o segundo episódio de The Resident não nos mostrou nada que fosse diferente do que já estamos acostumados a ver em outras séries médica. Apesar disso, Independence Day nos leva de volta à discussão da linha tênue entre o que seria certo e o que seria errado quando se trata de salvar uma vida.

Enquanto Dr. Bell coloca como prioridade a sua imagem e a imagem de seu hospital, Conrad é levado por sua vontade de querer salvar seus pacientes não importa como. Seria correto o que o residente fez ao forjar exames para que o coração seja de Micah? Seria correto o chefe de cirurgia trocar o receptor de um transplante somente por ser um deputado? Ou preferir deixar uma paciente com morte cerebral internada ao invés de doar órgãos que podem salvar várias vidas, somente por dinheiro? Os fins justificam os meios? Há algo tão diferente assim entre os dois personagens?

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Após ser descoberto, Conrad se deixou ser chantageado e convenceu Mina a fazer o que ela não queria, com argumentos fracos diante da força da personagem. Não acho que seja certo envolver a Dra. em uma situação que não é dela e, muito menos, sem ela saber do favor que estava fazendo a ele.

Talvez, no fundo, dr. Hawkins seja nada mais que um dr. Bell no começo de carreira, ainda motivado pela sua paixão e com um enorme ego nas costas.

Por consequência, acabamos vendo uma relação que pode ser interessante futuramente. Como cirurgião, Dr. Bell deixa a desejar por conta de sua tremedeira. Não sabemos se isso será reversível ou não, porém não podemos negar que Soloman realmente entende do que faz. Talvez esteja aí um bom futuro: ensinar os residentes pode ser uma boa ideia para o chefe de cirurgia. Enquanto mantém seu nome limpo, o Dr. cria novos médicos e alavanca carreiras.

Ao mesmo tempo em que isso acontecia, fomos apresentados a novos personagens e tivemos mais tempo de tela de outros já conhecidos. Nic foi uma que apareceu mais. A personagem mostrou sua inteligência, percebida por Devon, e teve atitude ao questionar a dra. Hunter. Deixou uma brecha para um futuro arco e sabemos que as coisas entre as duas podem ficar estranhas futuramente. Não duvido que Lane tenha uma armação por trás de seus pacientes, afinal, ser tão próxima do dr. Bell não pode ser um bom sinal. Também fomos mais a fundo na relação entre Conrad e a enfermeira e já deu para perceber o carinho e a química entre eles.

Ainda não entendi o papel de Irving na série. O médico parece ser uma tentativa de ter um lado cômico no show mas, por enquanto, não passa de um personagem apagado e fraco. E também estou confusa com os uniformes deste hospital. Todo mundo usa o que quiser? Ainda não consegui perceber quando alguém é médico ou enfermeira. Ficou meio confuso de identificar.

Está meio forçado esse jeito do Conrad. Parece que estão tentando nos enfiar goela abaixo que o residente é bad ass.

Até o jeito de andar é irritante. E a forma como o médico ajudou o professor no começo do episódio foi nada menos que surreal. Como pode um residente ter tanto prestígio assim? Pelo menos, nesse episódio vimos o personagem ser colocado em seu lugar pelo chefe de cirurgia (afinal, que residente pode falar daquele jeito com um médico renomado como dr. Bell?) e por Devon.

Por falar em Devon, não sei se gosto do personagem. É legal ele ter passado em seu dia de independência e mostrar que realmente é bom. Também é bom ter atitude. Mas vamos lá, ele também tem atitude demais… Ninguém em sã consciência pode falar com seu chefe daquela forma, mesmo que ele seja um idiota. Além disso, ele podia até ter razão, mas quando um interno tem poder para tomar decisões tão importantes quanto levar alguém para cirurgia? Achei demais. Parece que todos os personagens dessa série tem problema de se colocar no lugar deles.

Enfim, The Residente ainda está tentando achar seu caminho, mas acredito que tenha um futuro interessante. Só nos resta torcer para que encontre o seu lugar.