Crítica: 1×13 de The Good Doctor amplia certas discussões e nos faz pensar

Imagem: ABC/Divulgação
Imagem: ABC/Divulgação

[spacer height=”20px”]

Aqui estamos, ao fim de mais um plantão médico ao lado de dr. Shaun Murphy. Depois de treze episódios, podemos afirmar que The Good Doctor está caminhando muito bem com as próprias pernas. Seus momentos icônicos já são observados por singularidades. São aqueles pequenos detalhes que consegue movimentar grandes discussões.

Continua após publicidade

Assim como a maioria das produções, a qualidade dos episódios alterna. Contudo, ainda não percebi produção mal executada em nenhum momento durante a série. Temos os momentos caricatos de Shaun entre as cenas com certa evolução. O trabalho com o drama sempre surpreende ao vermos os casos e o emocional sempre está em voga. No meio disso tudo, temos tempo até para diversão com a sinceridade do médico protagonista.

Continua após a publicidade

A qualidade da produção não está apenas em seu protagonista, hoje cada um tem seu papel crucial para o desenvolver da trama…

Mesmo com a atuação ímpar de Freddie Highmore, sabemos que a série já é mais do que isso, e a grande maioria do elenco já consegue abraçar seus personagens de forma concreta e trazer momentos de destaque. Ao olhar para cada um, conseguimos definir uma personalidade. Ainda que a série brinque com nossos sentimentos, colocando características como impulsividade e arrogância em alguns momentos, já existe uma conexão entre telespectador e personagem.

Continua após publicidade

Dois grandes exemplos dessa situação se impuseram no episódio. Vindo de um retorno conturbado, com argumentos de difícil aceitação, temos dr. Kalu. As atitudes do médico trabalham nossa mente para confundir nossa opinião. Crescemos na temporada com um afeto pelo personagem, o vimos ser injustiçado, trouxeram questões raciais no seu retorno e agora voltam com o brilhantismo do início da temporada. Sua impaciência e impulsividade pode ter gerado um desafeto dos fãs, mas aos poucos percebemos que tudo vai se encaixando.

Imagem: ABC/Divulgação

[spacer height=”20px”]

Continua após publicidade

Ainda como grande ponto no episódio, vemos dr. Melendez. Este já é de difícil interpretação, pois alterna entre o amor e ódio durante uma mesma cena. Após os toques críticos de Shaun, me surpreendeu vê-lo aceitar sua arrogância e trabalha-la sobre todos os âmbitos de sua vida. Sabe-se que isso é bem comum em diversas carreiras, inclusive na área médica. Não é fácil abaixar a cabeça para alguém menos experiente, principalmente em situações de risco.

A cada semana os casos se intensificam e nos deixam mais curiosos sobre a criatividade da produção

Apesar de todo o carinho especial que desenvolvi por Shaun, devo admitir que Claire ganha mais espaço a cada semana. Seus casos são de incrível expressão, sempre com um final chocante e ela consegue muito bem colocar a humanidade à frente da profissão. A atriz possui uma desenvoltura incrível sobre a personagem. O caso do garoto que trocava a medicação do pai realmente me deixou abalado. Somos levados durante todo o episódio a acreditar que a mãe estava por detrás de tudo e o fim é mais do que surpreendente. Da mesma maneira, nosso julgamento sobre a garota mulçumana afeta todos ao redor.

Continua após a publicidade
O MIX DE SÉRIES atingiu 10 milhões de visitas mensais e vamos ensinar tudo que aprendemos nessa caminhada! Aumente o tráfego do seu site com técnicas avançadas de SEO.
Faça seu pré-cadastro aqui!

A série vem trazendo pontos de discussão muito interessantes, inclusive para a sociedade refletir suas posições. Na frente de tudo isso, podemos tirar lições próprias e analisar as características dos personagens perante seus pacientes. A série traz seu diferencial pela magnitude e surpresa dos casos, mas ainda acredito que temos muito a ver por aqui.

Para finalizar, a saudade de Lea não comove somente a Shaun. O fim do episódio é nítido que o rapaz procura alguém para ter contato pois sente falta da garota. Acredito que todos nós sentimos um pouco. Mesmo que Glassman esteja com atitudes bem firmes quanto ao garoto, acredito que ele necessita de desenvolver seus sentimentos sozinho. O médico sempre o guiou durante sua vida e ele merece caminhar com as próprias pernas. Agora, convenhamos que não custava nada tomar um café com o menino, né??

Na próxima semana, estaremos de volta e fica aqui um pouco mais do que teremos no próximo episódio. Até lá! 😀

[spacer height=”20px”]