Crítica: 1×15 de The Good Doctor encosta o dedo na ferida de nossos julgamentos

Imagem: ABC/Divulgação

Mais uma semana complicada para ser residente no San Jose St. Bonaventure!! Os bisturis já foram devidamente descartados. Os pacientes estão em seus leitos. Nós estamos aqui, para aquela encomenda semanal de comentários sobre essa incrível série. The Good Doctor pode não ser o melhor, mas tem tudo que precisa para sobreviver. Uma série médica deve suar para sobreviver nos tempos de hoje. Assim como a carreira médica, o mercado vem saturando aos poucos para nossas séries. Por planejamento, Dr. Shaun e seus companheiros ainda tem muito chão pela frente…

Se com Reznick ganhamos uma antagonista a altura, com Alex Park ganhamos uma incógnita. Ainda não consegui definir exatamente o que penso a respeito do novo médico. Com certeza ele teve atitudes louváveis por aqui. A cena dele acalmando o garoto na hora da punção é um bom exemplo. Contudo, o momento do suicídio traz opiniões contrárias. Tivemos uma atitude louvável quando pensamos em salvar a criança, mas não deixa de ser uma vida a menos, independente de quem for. Claro que a decisão final foi do condenado, mas os meios que o levaram até lá beiram o limite da ética médica.

Fica aqui aquela típica frase: “É uma ótima pessoa, mas…”

Shaun ainda tem o imenso carinho por Lea. A personagem realmente faz falta por aqui. Mas é bom ver ele seguindo em frente com sua vida. Mesmo com Reznick o tempo todo no seu pé, ele se saiu bem. Claramente os chefes conseguiram perceber a atitude da garota – pelo menos eu espero. Ainda assim, suas cenas se sobressaem. Aquele final no baile de gala, com Marcus ao seu lado, apoiando sua socialização. Isso sim foi digno de emoção. É bacana ver esse lado mais humano dos médicos, principalmente de Melendez e Marcus. Fica aqui mais uma reflexão sobre a nada sutil diferença entre o chefe e o ser humano.

Imagem: ABC/Divulgação

Se não nos faltou ação, também não poderia faltar emoção. O episódio comove em ponderados instantes. A questão do contato pessoal da garota com coração ectópico. Seu desejo por receber carinho, abraços e contato físico. A bondade do garoto transplantado, ao se preocupar com os pais do assassino. Um ponto difícil de se conter às lágrimas, principalmente por abordar tão bem a bela ingenuidade infantil. Sempre falando mais alto, a comoção traz bons momentos.

No fim, o que desagradou mesmo foi o romance. Nesse momento serei parcial puxando um pouco para meu lado emocional. Não achei que Kalu fosse tão sentimental a ponto de se importar com a questão da música. Um detalhe muitas vezes pequeno perto de uma imensidão de sentimentos. Claro que Claire não nutre os sentimentos na mesma intensidade, mas não é assim em quase todas as vezes? Poucos se entregam na mesma vontade e desejo. Enfim, não estamos aqui para discutir romance e sim atitudes. Não achei legal sua saída repentina, mas isso envolve o drama da série.

Medical Notes: E aquela aproximação entre Melendez e Lim? A cara de Jessica já indicou que vem bomba por aí…

Na próxima semana, temos mais um caso de complicações. Cirurgias que podem cursar mudanças radicais na vida de seus pacientes. Claro que a fórmula de suspense e angústia é preservada na promo. Mas aqui vai ela para vocês apreciarem. Até lá! 😀

Lucas Franco

Lucas Franco

Mineiro, Escorpiano, 20 Anos, Estudante de Medicina. Direto do Arkham Asylum para o Mix. Eterno fã de Chuck, E.R. e Friends (RIP). Por entre as madrugadas vive a dualidade dos estudos e das séries. No Mix, escreve as reviews de Quantico, The Good Doctor e Legends of Tomorrow.

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