Crítica: 2ª temporada de Narcos: México é extremamente envolvente

Crítica: 2ª temporada de Narcos: México é envolvente

Narcos: México e seus desafios

Não é fácil construir uma história depois que o seriado antecessor Narcos virou um sucesso de imediato. Não que Narcos: México seja ruim, mas o fato de ter pouco marketing da Netflix dificulta para que o seriado possa ter o mesmo sucesso que o original.

A segunda temporada é ainda melhor que a primeira, embora o antagonista Miguel Ángel Félix Gallardo, interpretado por Diego Luna, não consiga nos conquistar. É impossível não compará-lo com Pablo Escobar e a atuação de Luna é bastante limitada.

Tirando isso, a trama desta temporada é bastante aproveitada e envolvente. Logo nos primeiros minutos, acompanhamos o agente Walt Breslin (novo personagem) e sua equipe agindo como verdadeiros bandidos após a morte de Kiki Camarena, ao passo que tentam encontrar o responsável pelo assassinato do finado agente.

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Por mais que eles saibam quem seja o responsável e estão loucos para prendê-lo, é nítido o quanto estão perdidos e bastante despreparados para enfrentar Miguel e o tráfico do México. Tal situação é praticamente arrastada em quase toda a temporada.

Política e o narcotráfico

Se na primeira temporada já tínhamos uma ideia de que o narcotráfico comandava o país, nessa segunda temporada tal constatação fica mais explícita. Narcos: México conseguiu de sua própria maneira mostrar o quanto o dinheiro é capaz de comprar até o mais ‘honesto’ policial.

Crítica: 2ª temporada de Narcos: México é envolvente

Imagem: SpoilerTV / Divulgação

Coincidências com o Brasil? Pois bem, ao assistir essa temporada foi impossível não comparar o México com o Brasil, afinal, onde existe dinheiro fácil, existe corrupção. E é este um dos grandes cenários da segunda temporada.

É claro que o surgimento de um novo agente, Walt, deixou as coisas mais agitadas, afinal ele é um policial que é capaz de tudo para capturar o bandido. O novo agente da DEA está longe de ter o carisma de Peña, porém, ele consegue conduzir os melhores diálogos da temporada.

Mas será que os fins justificam os meios? É exatamente isso o que a 2ª temporada de Narcos: México questiona. Já sabemos que Miguel é capaz de tudo para alcançar seus objetivos e Walt não fica muito atrás do vilão.

Novela mexicana

Por mais que esta temporada seja melhor construída que a anterior, ainda sim me senti assistindo a uma novela mexicana. As caras e bocas de Diego Luna são difíceis de se engolir, e até mesmo a forma como seu personagem comanda o quartel de drogas é repleta dos famosos clichês que vimos nas novelas.

Não que seja algo ruim, pelo contrário, é isso o que deixa essa temporada mais divertida e viciante. E não podemos esquecer de mencionar as belíssimas paisagens de Narcos: México que continuam nos encantando. Além disso, as cenas de violência e ação são melhores do que a temporada anterior, podendo compará-las, inclusive, com grandes produções cinematográficas.

Num cenário praticamente caótico, a segunda temporada de Narcos: México conseguiu o impossível e fez uma temporada divertida, envolvente e viciante. Por mais que o final tenha sido bastante previsível, o roteiro foi impecável. Já esperávamos a prisão de Miguel ou, até mesmo, a sua morte, porém, parece que ficou faltando algo.

Agora é só esperarmos para saber se veremos ou não a luta da DEA contra El Chapo. Para mim, essa seria a melhor maneira de se encerrar o seriado. E para vocês? Será que teremos mais uma temporada? Será que veremos mais um spin-off  chamado de Narcos: Rio?

Nota da Temporada9
Crítica da segunda temporada da série original Netflix, Narcos: México, do canal de streamming.
9
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Gabriella Siggia

Quem eu sou? Eu sou uma em um milhão: escritora nas horas vagas, seriadora de coração, cinemática de plantão e amante da literatura. Divertida, alto astral e bastante bem humorada. Só não achei ainda minha outra pessoa. Ah, música faz parte da minha vida.

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