Crítica: 2×08 de The Good Doctor equilibrou muito bem suas tramas

Imagem: ABC/Divulgação

Embora muitos possam ver como mais um dia conturbado de plantão, The Good Doctor sempre vem com aquela pontada de loucura misturada com ensinamento. Casos absurdos podem gerar discussões tão polêmicas quanto situações já batidas em séries médicas. O que todos sabemos é que a criatividade não tem limites para essa galera. Não tivemos foco majoritário, conseguindo muito bem desenvolver os plots pessoais em meio aos casos da semana.

Se precisasse de alguém mais cara de pau em The Good Doctor, ele não servia…

Já começamos com uma leve surpresa que poderia ser esperada por alguns: Dr. Park não é das melhores pessoas. Quando ele roubou a história de Reznick, já fiquei intrigado com essa briga de ego. Mas, por outro lado, temos uma bagagem emocional curiosa de se abordar sobre o personagem. Foi levado ao público um pouco mais de sua história nesta semana, que vem sendo desenvolvida bem lentamente. Não é dos melhores personagens, mas pode se tornar tão primordial quanto muitos secundários por ali.

Falando em orgulho, que caso complicado envolvendo o casal. Uma mulher grávida com um marido que já realizou vasectomia há dez anos. Achei a forma com que os médicos abordaram o quadro bem direta e nada sutil, contudo, não os julgo por tratarem o assunto assim. Eu mesmo, acho que faria da mesma forma. Mas outro ponto crucial é a diversidade de opiniões sobre o caso. Mesmo sendo um tumor que alterava o comportamento, me peguei pensando em diversos momentos se teria a maturidade de manter as coisas ou se abandonaria. Realmente uma discussão bem complicada e que mereceria uma matéria completa sobre ela.

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Eles até tentaram, mas o tiro saiu pela culatra…

Mas como não temos tempo, seguimos em frente com outro caso. Se pensam que o segundo caso foi mais pacífico, estão redondamente enganados. Voltando ao Dr. Park, temos duas coisas muito importantes a discutir. Primeiro, a questão da polêmica vacinal que acontece em todo o mundo. Acredito que muitos, assim como eu, veem isso como uma loucura. Mas, assim como os pais do caso, existem pessoas que acreditam na veracidade. O que me deixou mais curioso, foi a forma como os produtores abordaram o segundo ponto.

Reznick e Park realmente foram bem ao fundo da situação e interferiram, mesmo que indiretamente, em uma discussão complicada. Com todas as boas intenções, a falta de comunicação entre o casal foi bem influenciada pela opinião dos médicos. Não estão errados em oferece-la quando necessário, mas podemos ver como são palavras poderosas. As consequências do quadro não nos serão reveladas, mas já podemos imaginar que nem tudo acabará em flores.

Para finalizar, dois momentos de grande impacto que, infelizmente, serão decorridos aqui bem rapidamente. Primeiro, sabemos que é impossível não se simpatizar e emocionar com o quadro de Glassman. Essa perda de memória que vem como consequência da radiação está nos trazendo uma aula de atuação. Outro ponto crucial, foi o “pedido de desculpas” de Claire, que deu um show de maturidade e superação. Uma mulher que, apesar de sofrer muito na vida, mostra que é humilde o suficiente para se tornar uma grande protagonista do show.

Sem muitos comentários e aos curiosos de plantão, deixo aqui um pouco do que vai acontecer na próxima semana. Não deixem de acessar o Mix para mais notícias e reviews semanais. Até lá… 😀

Lucas Franco

Lucas Franco

Mineiro, Escorpiano, 20 Anos, Estudante de Medicina. Direto do Arkham Asylum para o Mix. Eterno fã de Chuck, E.R. e Friends (RIP). Por entre as madrugadas vive a dualidade dos estudos e das séries. No Mix, escreve as reviews de Quantico, The Good Doctor e Legends of Tomorrow.

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