Crítica: 3×02 de The Good Doctor traz emoção a uma temporada leve

Preocupados com o futuro, revivendo o passado em The Good Doctor

Seguimos o caminho da paz e prosperidade em The Good Doctor. A série ainda não apresentou temas impactantes ou cruciais para um desenvolvimento de plot, mas está focada em trabalhar seus personagens.

Vemos claramente um retorno à abordagem de Shaun que víamos muito na primeira temporada. Ao seu crescimento pessoal, às suas descobertas dentro do seu emprego. Quando o pessoal e o profissional se misturam, nosso residente se molda às necessidades de sua vida.

Gostei de ver a abordagem leve que fizeram quanto ao seu novo interesse amoroso. Em um primeiro instante, fiquei levemente indignado pois ninguém percebeu o quanto ele estava estressado. Afinal, não é fácil estar em um encontro onde tudo acaba te levando aos limites. Mas a série trabalhou muito bem essa ideia de pressão externa. Colocaram o desenvolver do seu encontro desastroso, com pequenos e singelos momentos entre os dois no hospital. Aquele momento final, sentados ao chão e conversando é de longe, uma das cenas mais naturais da série.

As consequências de viver intensamente em The Good Doctor

Se tem duas pessoas que sabem bem as dificuldades de unir o pessoal e o profissional, estes são Melendez e Lim. “Regra n° 37 do código de relacionamentos: nunca se envolva com o seu chefe”. Parece que eles começaram a viver os conflitos dessa relação. Tenho certeza que a série ainda vai abordar bem mais esse ponto que leva a diversas discussões. Mas até que achei suave a resolução do caso da criança no fim das contas. Mesmo com as faíscas com os pais e entre os dois, conseguiram manter uma posição estável sobre o caso.

Imagem: ABC/Divulgação

Por outro lado, quem também está vivendo intensamente são Reznick e Park. Os residentes estão à flor da pele para conseguir crescer no meio do tanque de tubarões da cirurgia. Realmente é um meio bem complicado e se engana quem pensa que as ações deles na série são tão utópicas. Sabemos que a concorrência na realidade é quase tão acirrada quanto a que vemos por aqui. Não sei se essa faísca entre os dois tem potencial para crescer uma amizade no futuro, ou ainda até algo mais. Talvez os produtores mantenham essa rixa e coloquem um ponto de meio termo daqui uns anos, afinal, o programa de residência está encaminhando para o fim.

Sim, meus caros, não sei se vocês já estão começando a pensar nisso, mas em breve The Good Doctor chegará, assim espero, no patamar de encaminhar seus residentes para o mundo da cirurgia. Seria interessante ver em um futuro próximo um Shaun Murphy como preceptor de novos residentes. Até mesmo ver as sub-especialidades que cada um procura seguir dentro da cirurgia. Espero que a maldição da terceira temporada, que ronda diversas séries por aí, não caia sobre nossa queridinha brasileira.

Finalmente seu momento chegou em The Good Doctor…

Não me delonguei muito aqui sobre Claire ou o relacionamento conturbado dela com a mãe, porque teremos muito o que comentar dela na próxima semana. Um episódio todinho dedicado a residente mais centrada que temos no St. Bonaventure. Sua primeira cirurgia solo está chegando e o nervosismo está a flor da pele, dela e da nossa também.

Confira no vídeo o que nos espera e eu aguardo todos aqui no Mix de Séries na próxima semana com mais uma review. Um abraço!

abc.com

Nota do Episódio8.5
8.5
Lucas Franco

Lucas Franco

Mineiro, Escorpiano, 20 Anos, Estudante de Medicina. Direto do Arkham Asylum para o Mix. Eterno fã de Chuck, E.R. e Friends (RIP). Por entre as madrugadas vive a dualidade dos estudos e das séries. No Mix, escreve as reviews de Quantico, The Good Doctor e Legends of Tomorrow.

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