Crítica: 9-1-1 volta a acertar ao colocar Athena em destaque no 1×08

Imagem: Fox/Divulgação

Alguém pediu família disfuncional?

Depois de errar (feio) ao propor uma versão esculhambada do clássico e colocar um lobisomem em Los Angeles, 9-1-1 volta a acertar. É verdade que nem todas as emergências funcionaram. Algumas continuam caricatas pela maneira na qual são trabalhadas, enquanto outras deixam o telespectador boquiaberto e questionando a possibilidade de tal fato repetir-se na vida real.

Entre erros e acertos, esse oitavo episódio serve para reafirmar uma missão que firmada lá no início da temporada – exaltar o trabalho daqueles que arriscam suas vidas em prol da sociedade. Todos têm defeitos e vidas particulares complicadas, é verdade, mas lembro aos leitores que até mesmo os maiores líderes que o mundo já viu também tinham problemas.

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A melhor parte de Karma’s a Bitch certamente ficou com dois personagens que finalmente ganharam um pouquinho mais de atenção: Athena e Bobby. Sendo a personagem de Angela Bassett a mais beneficiada pela boa vontade dos roteiristas em ir além do romance entre Abby e Buck. Foi um alívio descobrir que eles não esqueceram que a policial é casada com homossexual e que a filha tentou o suicídio recentemente. Mesmo sendo mais usual do que imaginamos, acredito que estar num casamento como esse envolve (no mínimo) uma grande redescoberta das partes envolvidas. Colocando todas essas possibilidades em perspectiva, acredito que nem preciso dizer o quão sensacional seria ter uma história como essa desenvolvida na TV aberta.

Um acerto de cada vez.

Pode ser uma utopia, mas posso sonhar não é mesmo? Além de Athena, também gostei de mais atenção para Bobby. Sei que história é dolorosa, é dura e um tanto complicada para o telespectador romântico. Mas é necessária. Além disso, Peter Krause é um bom ator, porém precisa ser desafiado. Ele fez um bom trabalho em Dirty Sexy Money The Catch, mas nada que lhe torne sinônimo de sensacional. Acredito que um pouquinho mais de frescor nessa narrativa envolvendo seu passado, vai tornar a proposta mais interessante.

Os meus leitores sabem que torço muito por Buck e Abby. Não só pela química extraordinária dos dois, mas também pelo fato da TV aberta precisar de um casal como esse no horário nobre. O problema é que o roteiro acaba dando muito mais atenção para o amor do que para os personagens. Alguém lembra do vício em sexo do Buck? Adoraria aprender mais sobre isso. E a mãe de Abby? Não trouxe mais problemas? E o irmão dela que apareceu uma única vez com a sugestão do asilo, desapareceu?

Fico preocupado com alguns desses buracos visto que estamos apenas na primeira temporada e 9-1-1 ainda vai longe. Como estaremos no terceiro ano? Sinceramente, não quero estar assistindo um queijo suíço até lá. Antes de terminar, preciso dar um parabéns especial para a maquiagem. A Vincent Van Dyke Effects caprichou mais uma vez e o resultado não poderia ser melhor.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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