Crítica: Atypical, série da Netflix, continua emocionante em sua 3ª temporada
Atypical continua adorável e emocionante em seru terceiro ano! Crítica da terceira temporada de Atypical, série da Netflix.
Série prova porque continua sendo umas das melhores produções da Netflix
É seguro afirmar que Atypical é uma comédia familiar que se destaca pela sensibilidade de seu texto e por seus personagens cativantes. A série original da Netflix retornou para sua terceira temporada provando que a família Gardner ainda tem muitas histórias para contar. Nos novos episódios Sam (Keir Gilchrist) finalmente entra para faculdade e precisa aprender a se adaptar ao novo ambiente e aos novos desafios. Casey (Brigette Lundy Paine) sua irmã, está confusa em relação a seus sentimentos e sua identidade, enquanto Doug (Michael Rapaport) e Elsa (Jeniffer Jason Leigh) tentam salvar o casamento e a família.
A cada temporada Sam ganha novos desafios. Na primeira temporada, ele começou a se interessar sobre o amor e cultivar um relacionamento a dois. Enquanto isso, vivia uma paixão platônica por sua terapeuta. Já na segunda temporada, ele buscou sua independência. Então, na terceira temporada, não seria diferente. Sam está determinado a continuar explorando sua independência visando seu futuro.
A série sempre foi sobre a jornada de Sam. Se aventurar na faculdade, significa acima de tudo encarar novos desafios. A descoberta do baixo índice de aprovação de pessoas no espectro é um grande desafio que Sam precisa superar. Ele está sempre procurando uma forma de se reinventar e provar que mesmo vivendo no espectro é capaz de ter uma vida normal como qualquer pessoa. E dessa vez não seria diferente.
Nova temporada explora novos caminhos com muito humor
A terceira temporada está muito mais leve e divertida, mas ainda existe espaço para muito drama envolvendo a família de Sam seus amigos. Em seu processo de independência, Sam logo percebe que precisa encontrar uma forma de equilibrar trabalho, faculdade, seu namoro com Paige e sua amizade com Zahid. Em outras palavras, ele agora é um homem adulto e começa trazer para si mais responsabilidades.
A trama de Casey é tratada com muita sensibilidade e naturalidade. Lidar com novos sentimentos e descobrir sua verdadeira identidade não é algo fácil. Casey começa a questionar seus sentimentos por Evan e por sua melhor amiga Izzie. Essa trama dá a oportunidade para a atriz Brigette Lundy Paine brilhar em seu papel. É interessante a naturalidade que Sam lida com o assunto. Aos fazer uma analogia com um casal de pinguins do mesmo sexo, ele consegue perfeitamente entender sua irmã e para ele não há nenhum problema ver sua irmã com uma garota.
Vale ressaltar também que a nova temporada traz algo impensável: a amizade de Sam e Zahid é testada, o que acaba gerando um desconforto no ambiente de trabalho e uma carência emocional em Sam. Separar os amigos foi uma oportunidade de conhecer como a amizade começou e como o relacionamento deles foi construído. O namoro com Paige também é testado, uma vez que, ele precisam lidar com a distancia. Mas no final das contas, os relacionamentos se fortalecem.
Por falar em relacionamentos, Elsa e Doug percorrem um caminho complicado nos novos episódios. O casal ainda está lidando com a traição de Elsa, enquanto Doug parece se interessar por outra pessoa. Apesar de tudo, eles parecem mais próximos, o que dá a oportunidade para o casal se reconectar e reavaliar sua relação.
Considerações finais
Em conclusão, Atypical consegue muito bem equilibrar o humor e o drama que marcam a vida dos personagens. A série se revela um retrato íntimo sobre família e amizade. Apresenta observações sobre o mundo na visão de quem vive ou não no espectro. Os desafios que Sam enfrenta continuam ajudando em seu processo de formação e amadurecimento.
O final, mais uma vez, é sugestivo para uma nova mudança na vida de Sam. É maravilhoso acompanhar o crescimento dele. Sua jornada em busca do sucesso e independência vai ganhar um novo capítulo e sua mãe com certeza vai surtar com a novidade. Casey finalmente compreendeu seus sentimentos. Fico triste pelo Evan, mas feliz por saber que a personagem foi sincera. Elsa e Doug, após muita reflexão, finalmente superaram os problemas conjugais e se permitiram uma nova chance.
Atypical continua satisfatória e bem-sucedida em deixar o espectador emocionado e com vontade de assistir mais. Porém, chegamos na temida marca das três temporadas e ultimamente muitas séries originais Netflix não tem sobrevivido. A renovação ainda não está garantida, da mesma forma que um cancelamento não seria justo com tudo que foi apresentado até aqui. A jornada de Sam e sua família merece mais!
Precisamos de pelo menos mais uma temporada. Dona Netflix, nunca te pedimos nada!