Crítica: Com um episódio bastante reflexivo, 14×17 de Grey’s Anatomy tenta curar velhas feridas

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É a história mais antiga do mundo: um dia você está em casa, procurando algo para fazer e alguém te diz para assistir um seriado chamado Grey’s Anatomy. E você decide assistir.

Quando você menos espera, está perdido e embarcando nesse carrossel com Meredith Grey e torcendo para que seus personagens favoritos sobrevivem à Shondanás! Pois bem, sabe essa sensação de que algo de muito ruim está para vir em Grey’s Anatomy? Ultimamente, eu vivo tendo-a! Não sei se isso tudo tem algo relacionado com as saídas de Arizona e April. Ou se foi por conta desse último episódio, no qual eu pude sentir, pela primeira vez depois que Derek se foi, uma Meredith pronta para seguir em frente. A verdade é que eu estou com medo do que os roteiristas possam aprontar para a season finale desse seriado que já virou minha cabeça do avesso.

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Eu fiquei encantada com Mer  e com seu paciente Dr. Mars.

Realmente a química entre os dois foi enorme e isso me deixou pra lá de arrepiada. Em todo momento parecia que eu estava vendo minha heroína feliz e sendo merecedora de algo que fora tirado dela. E confesso que nem lembrei do falecido Derek em momento algum, somente quando Mer foi conversar com Alex. Foi nessa hora que eu percebi o quanto eu estava envolvida e shippando Meredith e Nick. Confesso que me senti meia culpada em estar traindo meu amado McDreamy. Porém, eu não consigo deixar de torcer pela Mer e desejar por sua felicidade. E, para mim, Mars trouxe uma esperança que há tempos eu não tinha.

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Eu curti o relacionamento da Mer com Nathan, porque mostrou o quanto ela estava pronta para tentar seguir em frente e, também, eu desejava que deixasse seu lado de luto para trás. Entretanto, com o personagem de Scott Speedman, parece que as coisas parecem sair mais naturalmente. Eu me peguei sorrindo várias vezes, enquanto eles conversavam e rezavam para que Shondanás não matasse esse paciente no seriado. Afinal, minha Mer diva precisava de um pouco de luz em sua vida. De qualquer forma, foi impossível não conter as lágrimas no final do episódio, onde eu pude rever minha amada heroína lá da primeira temporada, com aquele mesmo olha de esperança.

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Se não bastasse tudo isso e eu pudesse reviver minha adolescência como fã de Felicity (só quem assistiu a esse seriado deve ter entendido como foi tudo de bom ter visto Speedman finalmente exercendo seu papel como médico) e ter sentido esperança com Mer, os roteiristas, ainda, me deixam sem ar com o plot da April! Olha, vou ser sincera: uma hora dessas eu irei enfartar aqui com a atuação da Sarah Drew nessa temporada. Ela está arrasando e está sendo difícil de engolir que essa será a sua última temporada.

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O envolvimento dela com o paciente me tocou de tal maneira que foi impossível não me controlar e soluçar quando ela chorou.

É claro que não gostei da forma como ela tratou a Bailey, mas só quem está acompanhando a história dela sabe o que está acontecendo com ela. Vê novamente no bar no início do episódio foi de cortar o coração. E, infelizmente, ela não é única que está sofrendo e nem será a última.

Quantas vezes deixamos de perceber que seu amigo ou amiga mudou? Quantas vezes nós mesmos agimos como Jackson agiu com April no episódio passado? Pois bem, April está passando por uma fase complicada. Ela perdeu a fé e precisa de ajuda urgentemente! Não sei esse paciente foi necessário para que ela acordasse, mas vê-la desabafando para ele e procurando a igreja já foi um começo. Ainda espero que alguém possa acolhê-la antes que ela se perca de vez. Mas até lá vou ficar nessa angustia tremenda por ela.

Como era de se esperar, Owen foi atrás de Teddy.

Eu torci para que ele tomasse vergonha na cara e pudesse virar homem e ser feliz com a mulher que ele sempre amou. Mas parece que Owen continua fazendo as mesmas besteiras e falta muito para ele amadurecer. Kim River é uma diva e rainha que mostrou total amadurecimento de sua personagem. Estou completamente orgulhosa por ela e pela atitude sensata que ela fez em cortar Owen Hunt da sua antes que seu romance virasse uma maria mole como são os romances de Owen. A Barbie do exército não é fraca e deu um chega pra lá na indecisão de Owen que não sabe nunca o que quer.

Acredito que só mesmo Cristina Yang para aturar uma pessoa como Owen Hunt em sua vida e é por esse motivo que eu sou 100% #TeamCrowen. Desculpa, eu sei que muitos fãs se empolgaram com a possibilidade de Teddy e Owen virarem um casal e tal, mas para mim não dá. Na minha perspectiva, Owen e Teddy são amigos e deveriam ter continuado assim, sem a necessidade de envolverem sexo no meio e essa ideia maluca do Owen de achar que seus problemas serão resolvidos se encontrar a garota certa. Ele ainda precisa amadurecer muito até ficar com alguém como Teddy Altman e ele mereceu o fora que ganhou.

Quem sabe esse fora não faz com que ele amadureça para, depois, reconquistar Teddy e ir embora de Seattle de vez? Sonhar não é pecado!