Crítica: Homem Aranha Longe de Casa é o diferente que dá certo da Marvel

O amigo da vizinhança volta aos cinemas com Homem Aranha Longe de Casa

No meio do cinema, existe aquele tipo de filme que assim que assistimos podemos, se prestarmos atenção, ouvir as risadas prazerosas dos produtores envolvidos na produção. No caso do novo Homem Aranha, Longe de Casa, ouve-se os executivos da Marvel/Sony o tempo inteiro – o que pode nos dar uma sensação de tranquilidade a respeito da duração da parceria entre as duas produtoras.

Ao assistir o querido “De Volta ao Lar”, de 2016, tem-se um sentimento bom. Não há como discutir que é um bom filme, mas o telespectador sente falta de algo. Talvez seja o tamanho da aventura, talvez seja o momento na vida do herói teioso. Essa questão, contudo, parece ter sido resolvida no novo longa num pensamento Marvel de tudo maior e tudo melhor.

Longe de Casa marca a quinta participação de Tom Holland como o Homem Aranha nos cinemas, uma parceria que ainda tem três anos, e parece nunca ser lembrada. Quando vemos o ator em tela, parece a primeira vez que nos encantamos pelo personagem. Tudo isso se junta numa peça no mínimo diferente para o tom usual dos filmes Marvel, muito talvez por ser feito em parceria com outro estúdio.

Longe de Casa

Antes de corrigir os elementos que não funcionaram no primeiro filme, a Marvel investiu em um elemento crucial para o novo tom (sem trocadilhos) do personagem: sua vibe estudantil.

Mesmo que sempre tenha sido um estudante, estamos assistindo a primeira versão do herói que realmente parece ter idade para estar no ensino médio. Bem como se cerca de pessoas com semelhantes características. O filme se beneficia constantemente do ambiente escolar. E isso inclui os dramas que o ambiente traz ao personagem. Assim, parece que as piadas do gênero nunca cansam.

Agora imagine uma reunião de roteiro da Marvel. O foco: alterar o que deu errado na primeira vez. Um desses pontos muito bem amarrados é a participação quase vazia que Zendaya tem no primeiro filme. A atriz volta com uma força cômica e com um peso real no enredo. O que justifica sua declaração feita há quatro anos.

A ação de Longe de Casa chega ao ponto de ser psicodélico. A forma que a ameaça do filme é trabalhada, e como isso mexe com Peter, além de psicologicamente, nos traz cenas físicas incríveis. Além de instigantes a sua atenção, é de grande aflição para quem estiver assistindo. Parece ser a aventura que demore queríamos ter visto o aranha realizar nas telonas.

Em termos técnicos…

A trilha sonora do filme não consegue superar a de De Volta ao Lar. Mas, esse seria um desafio muito grande e desnecessário. Mas tratando-se de um road movie que não se rotula, o filme entrega uma trilha adaptada para cada país visitado. E isso é impagável.

Seria chover no molhado, precisamos ressaltar a atuação e escolha de Jake Gyllenhaal como o vilão Mysteryo. Portanto, o ator está muito confortável no papel e o plot twist do personagem, mesmo que esperado, faz parte de um todo surpreendente.

Jake Gyllenhaal em cena de Longe de Casa. Imagem: Marvel/Divulgação.

Ao invés de elogiar mais de Jake, assim como a dobradinha Jake/Tom, citamos rapidamente Cobie Smulders. A querida ex- How I Met Your Mother mais uma vez vem para um projeto da Marvel como um personagem decorativo. É sempre bom a ver em tela, mas seria bom ter um propósito de vez em quando.

A volta de Samuel L. Jackson ao universo Marvel desde Capitã Marvel, até agora, parece ser mais cômico do que nunca. Engraçado, considerando raro vermos um personagem sendo transformado em cômico sem perder sua veia séria. Isso é fruto de uma escrita maravilhosa – que infelizmente não aconteceu com Thor em Ultimato.

Portanto, Homem Aranha Longe de Casa é uma ótima aventura cinematográfica que surpreendentemente e fecha muito bem a fase atual da Marvel. O futuro guarda grandes e ótimas coisas para o personagem. Vida longa à parceria Marvel/Sony!

Nota do Filme9.5
Crítica do filme Homem Aranha Longe de Casa.
9.5
Guilherme Bezerra

Guilherme Bezerra

Pernambucano estudante de Jornalismo na Paraíba. 18 anos. Fã de séries antes mesmo de entender muita coisa que elas mostravam, aprendi inglês com How I Met Your Mother e a amar viagens no tempo com Doctor Who.

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