Crítica: Jornadas são exploradas no episódio 4×03 de Preacher

A temporada mal começou em Preacher e a jornada de Jesse parece já estar chegando ao fim!

Pelo que vimos nos últimos momentos do episódio, nosso Preacher está bem perto de falar com Deus, de um jeito ou de outro!

A série tem deixado as marcas das jornadas de seus personagens. Estamos vendo o começo do fim e isso faz qualquer pessoa refletir no que viveu até então. Pensando nisso, separei alguns pontos relacionados às jornadas dos nossos personagens.

A jornada do Preacher

Em sua persistente caminhada para encontrar Deus e chamá-lo de irresponsável, Jesse Custer tem mostrado sinais de amadurecimento. Ao longo dos episódios, vimos como ele cresceu e como tem sido um homem mais sábio, mesmo que ao seu próprio modo.

O que tenho sentido até aqui é que o Preacher que temos visto é uma pessoa mais centrada, que usa sua habilidade com mais moderação. Em diversos momentos, ele podia ter terminado tudo com um simples comando verbal, mas decidiu sair na porrada. Parece que o poder da palavra nem sempre traz solução.

Jornadas são exploradas em Preacher. Imagem: IMDb/Divulgação

A cena de luta na casa dos prazeres de Jesus de Sades é muito reveladora. Um personagem tão excêntrico não podia ficar de fora da série, mas confesso que esperava um pouco mais de cenas com ele. Lá dentro, enquanto Jesse buscava salvar a criança, creio que ele usou, mais uma vez, a oportunidade de sair na porrada com alguns caras só para descontar seu estresse. A cena me lembrou muito as lutas que vemos em algumas séries de super-heróis. No fim das contas, a criança morre com uma bala perdida e Jesus cobra Jesse pelo nariz quebrado. Confesso que não imaginei que aquela cena terminaria daquela forma, com o Preacher perdendo o controle. Só quem não perde o controle de nada na série é o próprio Deus.

A jornada infernal

Por outro lado, temos o Santo dos Assassinos e seu fiel companheiro, Eugene. Ambos caminhando rumo a uma vingança… Ou pelo menos a um pedido de desculpas sincero, do fundo do coração. Eugene é, de fato, um rapaz nobre.

Pena que a nobreza do jovem só não é maior que a sua ingenuidade. Aquela cena do banheiro aconteceu muito rápido, mal deu para entender aquilo tudo. Mas pensemos numa simples questão: quem, em sã consciência, colocaria a boca num buraco dentro do banheiro masculino? Principalmente quando falamos de um cara cuja boca não tem semelhança alguma com uma boca, não é mesmo? Graças aos fiscais de relações ilícitas, nada aconteceu. No entanto, pena que o garoto inocente se deu mal na história.

A jornada da introspecção

Parece que as juras de amor “untill the end of the word” estão cada vez menos em vigor. Tulip tem estado dividida, quanto à saída repentina de Jesse e as ações duvidosas de Cass, que se nega a ser resgatado. Isso tem se refletido no semblante dela, cada vez mais triste, mesmo que não perca suas motivações.

Aquela pequena sessão de terapia foi bastante engraçada, mas deu para ver como afetou seu psicológico. O doutor do Graal acertou em cheio ao dar o diagnóstico para ela.

A jornada ao passado

Eu esperei muito por esse momento na série em que Cass contaria sua história. Não faço ideia do quão perto chegou da história dos quadrinhos, mas que foi massa, isso foi!

Quem diria que esse Cassidy que conhecemos era um moço de família, que apenas lutava pela liberdade de seu país. A cena do ataque vampiro foi bem estranha, realmente. Mas ainda assim foi legal de ver!

Algo que tem ficado bem claro para nós é que Cassidy está em uma jornada para o fim. Não quer mesmo a liberdade. As conversas dele com aquele anjo são bem curiosas.

Falando em curiosidade, descobri que esse anjo é o pai da entidade que dá o poder ao Preacher. Pois é, olha como são as coisas, Cassidy é preso pelo Graal e fica na mesma cela que o pai de Gênesis. Acho que em algum momento Jesse promoverá, acidentalmente, o encontro entre pai e filho.

Confesso que fiquei muito curioso para saber o que o vampiro vai fazer com aquela pena. Mas parece que ao lembrar de sua família, um brilho surgiu em seus olhos. Esperemos!

A jornada do Graal

Já no Graal, as coisas estão evoluindo mais do que o esperado. Um novo Allfather com excentricidades mais acentuadas que o antigo. Um novo Hoover entra em cena para preencher o buraco deixado pelo primeiro. E vemos Deus atuando em conjunto com a associação para dar uma lição em Jesse Custer.

Por fim, para nós, fica a jornada de acompanhar o desfecho dessas histórias. Até agora Preacher tem agradado muito. Espero que continue assim.

Até a próxima!

Nota do episódio8.5
8.5
Tags Preacher
Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.

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