Critica: Lethal Weapon acerta ao falar sobre depressão no episódio 2×13

Imagem: YouTube/Reprodução

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Falar sobre depressão fez desse episódio um dos mais interessantes da temporada. Tratar o assunto de maneira cômica, mas sem deixar de lado sua seriedade não é para qualquer um.

Durante alguns episódios, eu venho analisando o comportamento do detetive Martin Riggs, mas, dessa vez, foi ele quem se analisou. O interessante foi vê-lo tentando fazer com que os outros entendessem que ele havia melhorado com a terapia, mesmo que não fosse algo visivelmente aparente. Na verdade, algumas pessoas, como o capitão Avery, diziam o contrário e isso deixou a Dra. Cahill ainda mais pensativa sobre seus métodos de análise.

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Como o mote desse episódio foi “depressão”, nada mais justo do que colocar uma terapeuta como personagem central. E essa foi uma sacada muito boa. Maureen tinha a decisão de assinar um documento para despachar Riggs ou assumir a responsabilidade sobre ele. Os doentes que estavam dando problema na clínica eram responsabilidade dela. E ser sequestrada por um de seus pacientes apenas a deixou em mais evidência ainda.

Imagem: IMDb/Divulgação

A estratégia da dupla de detetives para colocar Riggs no hospital psiquiátrico foi sensacional. Confesso que duvidei bastante da continuidade dele no departamento, uma vez que a Dra. Cahill estava em crise e ele dava poucos motivos para ficar. O cara surtou na rua, deu um soco no parceiro – ok, eu sei que era para ter sido em outra pessoa, mas o capitão não tem culpa de ter um reflexo tão bom –, causou a morte de um dos pacientes da doutora e, ainda assim, permaneceu. Eu diria que, apesar dos fatos, Maureen fez a escolha certa.

Gostei de ver um pouco de tensão na relação entre Gina e Cahill. Acho que isso contribuiu bastante para vermos como a doutora lida com as pressões do dia a dia. Depois de Better Living Through Chemistry, certamente passarei a prestar mais atenção nas atuações de Jordana Brewster.

A liberação dos sentimentos reprimidos trouxe um grande alívio para a alma de Martin Riggs.

Situações das mais diversas foram cenário para abordar a doença do século. Desde o filho do detetive Murtaugh até uma crise da própria Dra. Cahill sobre a relevância de seu trabalho e até mesmo Riggs, que teve de ser confrontado com seu passado.

Quando Martin se permitiu chorar pela morte da mãe, acho que ele largou um fardo enorme do próprio coração. Parece até poético, mas foi uma verdade bem marcada desse episódio. Os flashes que ele teve também foram muito marcantes, não apenas para o personagem, mas também para quem assistiu, pois explicou o que houve com a mãe do detetive.

Quando vi a carta na mão de Riggs, achei que era a liberação de seu pai. Isso explicaria o porquê dele se lembrar dos acontecimentos da noite passada. Mesmo que essa não tenha sido a razão, creio que a soltura de Nathan Riggs vai abalar ainda mais o psicológico do detetive.

Agorinha há pouco eu descobri que o nome do episódio é o mesmo da canção da banda Queens Of The Stone Age. Achei bem sugestivo, uma vez que Martin sentia-se melhor ficando embriagado e entorpecido. É muito irônico que justo o uso de uma substância fez com que ele se abrisse para a cura interior. Profundo, não?

Até a próxima!

Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.

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