Crítica: Rotas do Ódio surpreende ao ser mais do que um seriado policial brasileiro

Imagem: Universal Channel/Divulgação

Rotas do Ódio é uma grata surpresa aos amantes de uma boa trama de perseguição.

Com um roteiro bastante ágil e uma trama bastante envolvente, o novo seriado brasileiro é a nova aposta do canal Universal Channel.  Ambientando em São Paulo, e mostrando os desafios diários de uma delegacia especializada no combate aos crimes de ódio, somos presenteados com excelentes diálogos e histórias envolventes.

A série tem o objetivo de mostrar a realidade brasileira, além de acompanharmos a difícil tarefa da delegada Carolina em comandar a delegacia e prender duas gangues responsáveis por destilar ódio gratuito contra pessoas.

A trama…

Logo no piloto, conhecemos o líder de uma das gangues, o Gustavo “Jason” Zooter, um cara mimado que poderia muito bem ser um filho perdido do Hittler. E é exatamente essa difícil tarefa que Carolina terá que fazer no decorrer da temporada: prendê-lo e acabar com tanta maldade e ‘ódio gratuito’. Se aquele menino (Dime) que cometeu um grande erro ao entrar na gangue puder reparar esse erro ao ajudá-la, nós ainda não sabemos. Mas o que se dá para sentir é que não vai ser nada fácil para ele trabalhar disfarçado e ser o informante da polícia.

As dificuldades apresentadas pela delegada também foram um dos pontos altos do episódio, pois foram bastante condizentes com a nossa realidade: falta de estrutura e verba. É impressionante o quanto os nossos governadores preferem gastar dinheiro com obras ‘bobas’, enquanto a polícia tem que se virar para prender bandido. Acredito que o seriado conseguirá colocar muitos pingos nos “is”.

Outra coisa interessante foi vermos personagens poucos abordados em filmes, seriados e novelas tendo mais destaques. Em Rotas do Ódio, personagens homossexuais, transexuais e homofóbicos aparecem com naturalidade, sem mencionar o destaque que se dá às pessoas que possuem pouca condições financeiras e que vivem praticamente na miséria. É bom assistir algo que se mostra todos os lados e todas as histórias sem contar um partido de nada e a julgar pelo o que foi mostrado pelo primeiro episódio, o seriado tem tudo para ser um sucesso.

Enfim, eu me senti bastante presa na história e, por muitas vezes, nem parecia que o seriado era uma produção nacional.

A série estreia hoje, 18 de marços, às 23h, no Canal Universal

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Gabriella Siggia

Quem eu sou? Eu sou uma em um milhão: escritora nas horas vagas, seriadora de coração, cinemática de plantão e amante da literatura. Divertida, alto astral e bastante bem humorada. Só não achei ainda minha outra pessoa. Ah, música faz parte da minha vida.

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