Os bastidores de Dexter: curiosidades por trás das câmeras

Imagem: Showtime/Divulgação

Vamos retomar?

Para o retorno da coluna Bastidores, temos uma proposta que vai agradar (e muito) nossos leitores. Em setembro fará cinco anos que Dexter terminou. Acredita? O que torna o título perfeito para a nossa volta. Até porque sem ela nós não teríamos Michael C. Hall e um final quase tão polêmico quanto o de Lost para debater eternamente.

Não podemos esquecer do quão premiada a série foi. Durante suas oito temporadas, o drama colecionou dez indicações ao Globo de Ouro, tendo vencido em duas oportunidades em 2010. Também foi vencedora do Emmy, mas com destaque para as categorias técnicas uma vez que o drama também era conhecido pelo seu capricho.

Alguns afirmam que, lado a lado com Mad Men, Dexter foi precursora da fase rentável de anti-heróis da televisão americana. Eles abririam caminho para Walter White, Frank Underwood e Ray Donovan, mas também mostrariam que a TV a Cabo não estava brincando e que seria, como acabou sendo, uma grande ameaça para a TV aberta.

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Papéis trocados

Imagem: Redes sociais/Reprodução

Julie Benz (Rita Bennett) fez audição para interpretar Debra Morgan, que eventualmente ficaria com Jennifer Carpenter por ser “mais jovem”. Durante a oitava temporada, Angel Batista não foi sempre interpretado por David Zayas (à direita) (pasmem). Seu filho, David Zayas Jr. (à esquerda), aparece para ajudar seu pai uma vez que os dois são impressionantemente parecidos. Aposto que você nem percebeu.

A melhor moda latina

O nome do personagem do protagonista, Dexter, é uma palavra de original latina que significa “mão direita”. O complemente implícito é o significado latino para “mão direita”, “sinistro” que revela seu lado obscuro. Em 2010, o autor, Jeff Lindsay, confirmou numa conferência em Edimburgo que ele realmente escolheu o nome por ser o antônimo de “sinistro”, refletindo a aparente normalidade do personagem.

Problemas diplomáticos

Imagem: The Australian Prime Minister Office/Divulgação

Não é novidade que o entretenimento possa render problemas internacionais. A Entrevista irritou Kim Jong Un, um filme B causou o ataque à embaixada em Benghazi, enfim, há incontáveis exemplos. Todavia, tenho certeza que você sequer imaginava que Dexter causou problema na Austrália.

O porquê? Num episódio o roteiro traz a informação de que Adelaide, uma cidade no sul do país, tinha o maior número de serial killers per capita do que qualquer lugar no mundo. O problema é que é mentira. Mesmo assim o governo local se sentiu lesado e processou uma afiliada da Foxtel que exibia o drama no país. A disputa judicial fez com que os anunciantes da série fossem banidos de jornais, outdoors e revistas.

Game of Thrones, quem?

Se você pensa que Game of Thrones foi a primeira série a ser ultra violenta e matar personagens inesperadamente, certamente não conhece Dexter. Durante as oito temporadas, ninguém sabia exatamente quem e quando morreria. A produtora executiva Sara Colleton afirma que preferia não contar aos atores se seu personagem estava perto de morrer.

Você não pode contar para eles no início do ano, porque é muito difícil trabalhar sabendo disso. Certamente afetaria o trabalho deles. O que significa que, por boa parte do tempo, aquele que estava para ser morto não sabia até ler o roteiro dias antes da filmagem. Deixando a cena mais autêntica,” diz.

Uma história real

Imagem: Showtime/Divulgação; Sunday Gazzette/Divulgação

A participação de John Lithgow na quarta temporada foi próspera. Pela interpretação do Trinity Killer, o ator ganhou diversos prêmios incluindo um Emmy e um Globo de Ouro. O curioso é que ele foi livremente baseado num assassino em série da vida real. Um dos roteiristas da série, Arthur Mitchell, confessa que eles inspiraram-se em Dennis Rader, mais conhecido como BTK Killer.

O notório assassino compartilha diversas similaridades com o personagem de Lithgow, a começar pela aparência inocente. Ambos eram membros ativos das suas igrejas e inspiravam-se na religião como forma de esconder seus crimes. Eles também tinham “rotinas” semelhantes. O Trinity Killer primeiramente torturava sua vítima e em seguida matava, da mesma maneira que o BTK Killer fazia.

Era para ser um filme….

Imagem: Divulgação

Quando o livro Darkly Dreaming Dexter (ao lado), o primeiro de Jeff Lindsay, foi lançado em 2004 a crítica foi bem positiva. Com a obra se tornando um best seller rapidamente, os direitos de adaptação foram comprados. Inicialmente, Dexter foi planejado como um filme e não como uma série de televisão.

A única razão que fez os produtores mudassem de ideia é que eles não queriam que sua ideia fosse classificada como “mais um filme sangrento”. Além de não ter ninguém para financiar o projeto. Precisando de algo ousado para ser levada a sério mais uma vez, a Showtime não hesitou quando o projeto chegou à porta.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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