Red Band Society – 1×02 – Sole Searching

 

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Somente usando os sapatos do outro, você poderá sentir o peso que ele sente.” Usando uma analogia clássica, Red Band Society traz um segundo episódio tão excelente quanto o primeiro.

O piloto foi uma apresentação rápida dos personagens e do seu pequeno universo, com pitadas de Mágico de Oz e, logicamente, O Clube dos Cinco, como podemos ver aqui. Descobrimos os seus dramas e como que, apesar de todas as dificuldades, eles conseguem vivenciar sua próprias histórias, cada um a sua maneira.

O segundo episódio começou com a cirurgia de Jordi, o garoto corajoso e solitário que foi buscar sua cura. Mas assim como a vida, nem tudo saiu como o esperado. O câncer de Jordi se espalhou, avançando para os tecidos, e a quimioterapia será necessária. Em uma mistura de egoísmo e tristeza, Leo abandonou o amigo, e viveu o ápice de sua rebeldia colocando sua perna mecânica e invadindo a festa da fraternidade universitária, estrategicamente localizada na frente do hospital.

Ele foi acompanhado de Dash, mas para cada um, esse lugar tinha um significado diferente: para Dash era só mais uma forma de se divertir com seu amigo, quebrando algumas regras; mas para Leo era uma forma de se reafirmar como alguém normal. Vivendo sempre em um mundo cercado de proteção, Leo, no fim, é apenas adolescente que mistura uma dose normal de rebeldia, com doses cavalares de medo de mudar, medo desse novo que sempre o assustou.

Muito parecida com Leo, é Kara, a outra adolescente rebelde que se revelou um pouco mais nesse episódio. Pelo que vimos, a sua necessidade de atenção é algo que começou na sua criação, ao ter uma mãe extremamente egoísta, que usa seu tempo em causas sociais, apenas para se tornar uma celebridade engajada. No fim, é com a sua madrasta que Kara consegue se abrir mais, é onde ela consegue forças para reconhecer seus erros. Adoro como Kara e Amy estão se tornando tão amigas, mesmo tão diferentes, e assim como Jordi e Leo, elas se completam. Como precisam uma da outra.

O mesmo sentido de necessidade vimos em todas as relações nesse episódio: em como Britanny precisa da aprovação da enfermeira Jackson, a mãe de Kara da aprovação do mundo para diminuir a dor de ver a filha doente, ou então como Leo precisa da alegria de Dash, e Jordi da experiência e apoio de Leo. Mas assim, como diz Charlie, nosso coma boy, no final, para entender o que o outro sente não precisamos andar com seus sapatos, apenas sentar ao lado dele, acompanhar sua jornada, e estar pronto para estender a mão em todos os momentos. Pois é dessa forma que as relações mais verdadeiras se formam. Mais um episódio que foi uma verdadeira lição de vida.

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Letícia Bastos

Letícia Bastos

Publicitária, social media, mangaká e dançarina em protestos. Também sou apaixonada por séries e admito que novelas são meu Guilty Pleasure. Apaixonada por comédias cult/pop/nerd, ainda pretendo fundar uma seita para os Adoradores de Arrested Development. Aqui no Mix sou editora de Realitys Show e escrevo as reviews de todos os realitys do mundo, como Masterchef BR, The X Factor UK e BR, The Voice US, AUS e BR, BBB e RuPauls Drag Race.