The Strain – 2×04 – The Silver Angel

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Imagem: IBTimes

 

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Depois de atingir um de seus piores momentos nestas duas temporadas na TV, The Strain parece estar recuperando o fôlego. O curioso é que o quarto episódio parece tentar contornar vários problemas antigos de uma só vez. Três dos maiores tropeços da série parecem receber atenção diferenciada. A falta de urgência e perigo nas ruas, a falta de desenvolvimento de Fet e a chatice de Eph parecem ter sido melhoradas.

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Reclamei várias vezes em diferentes reviews sobre a falta de perigo, de caos, em uma Nova York sitiada por um vírus perigosíssimo. É impressionante, por exemplo, que não vejamos ataques recorrentes à população, ou que haja um medo generalizado nas pessoas. Tudo parece muito bem, muito seguro. Isso, em uma série como The Strain, é o “calcanhar de Aquiles”. O show precisa passar para a audiência uma sensação de urgência, de incerteza. Como podemos temer um universo que não parece estar sob ameaça. Neste quarto capítulo, felizmente, podemos ter um melhor vislumbre do caos: vemos incêndios em prédios, transeuntes sendo atacados, etc.

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Fet, em suas poucas cenas, pôde mostrar aquele bom lado sarcástico que possui nos livros. Ao colocar bombas nas linhas do metrô e brigar com aquele grupo no final do capítulo, Fet retorna às suas raízes literárias: provocador, valente, independente. Eph foi outro personagem que deu passos rumo à harmonia. O personagem, extremamente chato nos últimos episódios, tentou uma aproximação com o filho e parece estar se encontrando na subtrama envolvendo a cura.

Quem está encontrando um bom espaço é Gus. O latino se envolveu na melhor trama recente (os vampiros guardiões/anciões) e parece entrar em uma nova interessante história. Além do carisma do ator, Gus dá um gás ao programa. Enquanto as outras narrativas parecem se enfraquecer, o sujeito enriquece o projeto ou com seu lado cômico ou com suas constantes reviravoltas.

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The Strain é sobre vampiros, eu sei, mas, com o perdão do trocadilho, a série precisa achar seu retorno à luz do sol. E com este bom episódio, parece que as coisas estão voltando aos trilhos. Criar novas ideias e fazer a manutenção das antigas parece uma boa decisão para a criação de Guillermo Del Toro e Chuck Hogan.