The Voice US – 14×05/06 – Blind Auditions

Imagem: Tyler Golden/NBC/Divulgação

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Chegamos à terceira e última semana de blind auditions. O programa teve na segunda-feira uma prova de fogo e tanto, ao confrontar diretamente com o revival de American Idol.

Algumas performances tenebrosas e difíceis de digerir, enquanto outros que nos deram uma ponta de esperança. Assim foram os momentos finais dessa primeira fase do programa.

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PRIMEIRO DIA

 

Stephanie Skipper – “Piece By Piece”

Bernardo: Vamos ser sinceros aqui, a Stephanie escolheu essa música para entrar no time da Kelly. É só ver como que ela falou o “Hellooooo!” quando as cadeiras viraram. Me desculpe, mas eu achei extremamente apelativo. Dito isso, acredito que a apresentação foi sólida, com alguns erros aqui e outros ali, mas eu entendi o porquê a moça ganhou uma chance. Particularmente eu não teria virado, mas aí já pode ser um certo recalque da minha parte.

Edu: ESSA MÚSICA! É incrível o dom que ela tem de me emocionar, afinal é uma das melhores de rainha Kelly. Talvez tenha sido pelo nervosismo, mas alguns deslizes acabaram acontecendo na performance. Foi emocionante, à sua maneira, porém creio que dava pra ter sido bem melhor, se não fossem tais erros. Com certeza isso fez com que Kelly não virasse sua cadeira, mesmo tendo se emocionado com a apresentação. Aliás, como não chorar vendo-a chorando também? Stephanie foi para o time certo, e creio que Adam fará um ótimo trabalho com ela.

Renata: Stephanie é realmente boa, gostei muito da apresentação num todo. Creio que o nervosismo atrapalhou um pouco, mas dá para construir algo grande a partir daí.

 

Tish Hayne Keys – “Chain Of Fools”

Bernardo: Estava impressionado em não ter visto “Chain of Fools” nessas audições. Embora a Tish não tenha feito nada de surpreendente ou de novo, ela me conquistou. Uma voz aveludada e deliciosa que encantou desde o primeiro segundo. Sabe qual é o melhor de tudo? Ser uma mulher de 37 anos (nem parece, sinceramente) e estar pronta para aprender e sair da zona de conforto. Tô pronto para mais.

Edu: Mais uma música marca registrada nas blinds da franquia The Voice. Achei Tish muito genérica, talvez de tanto que já cantaram a faixa, mas faltou algo. Pra mim soou mais do mesmo e acredito que na próxima fase Adam já possa descartá-la, a não ser que surpreenda.

Renata: Eu adoro voz potente, sério, eu arrepio toda. Mas, essa voz tem que vir acompanhada de algo mais. Não adianta mostrar poder e não cativar. Lembro anos atrás, Regina Love me fazendo chorar junto com Gwen. “Midnight Train To Georgia” ficou na cabeça e no coração por um bom tempo. O que Tish não fez por aqui…mas, vamos da um voto de confiança. Adam sabe o que faz.

 

Bransen Ireland – “Tulsa Time”

Bernardo: Infelizmente nós ainda não tivemos muitos cantores de Oklahoma, o que é uma pena, porque eles sempre chamam atenção. Acredito que “Tulsa Time” é uma ótima homenagem à cidade e ao estado. Bransen canta bem, mostrou que tem talento e mesmo não sendo o melhor country até aqui, chamou atenção pelos motivos certos. Gostei.

Edu: Que embuste, odiei.

Renata: Me lembrou Sawyer Fredericks… então, Deus me defenderay!

 

Teana Boston – “Unfaithful”

Bernardo: Teana parece ter uma história de vida inspiradora e uma companhia ótima para um café depois do trabalho. Como cantora, entretanto, ela não me chamou atenção, confesso que passaria longe.

Edu: Diferente da Re, eu odeio essa música. Teana tem um jeito ok, mas talvez Kelly consiga lapidá-la da forma certa, e com uma song choice mais suportável.

Renata: Amo a música e gostei de Teana. Achei super comum, mas às vezes a gente se surpreende. Kelly, talvez dê mais segurança e guie a linda por um grande caminho.

 

Miya Bass – “Issues”

Bernardo: Me perdoe o trocadilho, mas essa apresentação tem muitos, muitos problemas. Tem uma expressão americana que define muito bem o que eu vi nessa performance – uma verdadeira hot mess.

Edu: Óbvio que Adam viraria, afinal de contas é a música de uma de seus queridinhas. Não achei Miya nada excepcional, e mais uma com perfil mais do mesmo. Espero que nas batalhas possa surpreender.

Renata: Está tudo meio mediano nessas blinds. Não me empolgo com quase nenhum candidato. Miya vai ser roubada em algum ponto, porque vai surpreender.

 

Livia Faith – “Dream a Little Dream Of Me”

Bernardo: Uau!!! Eu adorei. Não tivemos apenas uma excelente criatividade para compor essa apresentação, como também pelo frescor do tom e pela confiança que ela apresentou do começo ao fim. Vai com tudo, Livia.

Edu: Linda!! Livia tem um jeito angelical, uma voz que encanta, e se tornou uma adição e tanto ao team Alicia. Não sei se terá vida longa na disputa, mas foi uma das poucas apresentações que salvaram esse quinto dia de blinds.

Renata: Que timbre delicioso de ouvir. Vai ter que fazer uns malabarismos para sobreviver, mas valeu a apresentação e a disputa.

 

Jordan Kirkdorffer – “In a Case You Didn’t Know”

Bernardo: Já perdi as contas de quantas vezes essa temporada já teve pessoas vindo de Nashville. Confesso que estou impressionado com a overdose. Dito isso, tenho que dizer que Jordan é um eye candy, nasceu para aparecer na televisão, mas talento eu ainda não vi.

Edu: Olha… tá difícil, muito difícil.

Renata: O trabalho vai ser grande,mas, Jordan tem algo que mexeu comigo. Não me decepcione, querido!

 

Shana Halligan – “Bang Bang (My Baby Shot Me Down)”

Bernardo: Eu aprecio a criatividade, a versatilidade e do teatro. Mas quando ela combinou tudo isso, foi uma zona total.

Edu: Eu estou simplesmente chocado com essa apresentação, e não sei dizer se é positiva ou negativamente dizendo. Shana soube arrepiar, e por um instante tive um mini infarto. Só achei desnecessário esse teatro, mas já sabemos que das batalhas não passará. Mesmo assim foi algo que no final curti.

Renata: Eu fico bem transtornada quando toca essa música. Achei uma belíssima versão, mesmo achando Shana fraca. Sei que vou torcer para ela sair logo, logo. Alicia tá bem louca nas drogas.

 

Gary Edwards – “What’s Going On”

Bernardo: Gary parece que ainda tem muita coisa boa para mostrar. Ele ainda tem que aprender muito, passar por um certo polimento aqui e ali, fazendo com que eu classifique sua apresentação como “ok”.

Edu: Adam estava com um time tão poderoso na temporada passada, e agora tudo caiu em terra. Outra apresentação esquecível que preencheu vagas de pessoas bem melhores. Ahhhhhh….

Renata: Me dá agonia real tantas firulas, fico aflita. Mas gostei do gingado e da presença. Adam tá com um time bem fraquinho,viu? Quer dizer… nesse ponto não sei quem tá prestando.

 

Mercedes Ferreira-Dias – “All I Ask”

Bernardo: Tudo bem que a noite foi bem fraca para quem procurava grandes vozes, mas a Mercedes avacalhou. Tenho que discordar dos meus colegas dessa vez, em dizer que foi uma das piores que eu tive o desprazer de assistir (e escutar) nesse episódio.

Edu: Estou revoltadíssimo! Mercedes tem uma voz linda, mas que escolheu a canção errada. “All I Ask” é a minha segunda música predileta de Adele, e faltou uma dose certa de emoção. Para uma audição o tempo foi curto demais para executar a canção da forma correta, pois ela é digna de um live show. Quero e muito que Mercedes possa voltar, pois eu simplesmente amei ela de verdade. O motivo da minha revolta? Eles viraram pra tanto embuste, que cantaram de forma pífia, que olha…

Renata: Voz bem mais bonita do que muitos que já foram escolhidos.

 

Hannah Goebel – “If I Ain’t Got You”

Bernardo: Que maneira deliciosa, talentosa e sensacional de terminar essa noite mediana de apresentações. Hannah foi de tirar o fôlego, e eu realmente espero vê-la nessa competição por muito, muito tempo.

Edu: Hannah sendo a salvação disso tudo! Maravilhosa, já adorei sua voz, e é uma forte candidata. Agora, o que foi Kelly com o maior plot twist das blinds? Finalmente alguém que soube usar essa joça na hora certa. Não sei quem se decepcionou mais, a moça que queria ir para o time de Alicia, ou nossa girl on fire sorrindo de nervoso por ter sido tombada. Por dentro com certeza ela queria era mais estrangular nossa original Idol. Espero sobre o que li a respeito de Hannah, que desistiu da competição nas battles seja apenas mais uma notícia tendenciosa, pois ela tem grande potencial para ir muito além dentro da disputa.

Renata: Cantou Alicia, amore, tem que ter coragem! TEM QUE TER! E teve, achei espetacular, não sei se pelo fato da música influenciar. Aff! Quem não ama e canta alto? Temos aqui Kelly, mostrando que não veio brincar.

 

SEGUNDO DIA

 

Genesis Diaz – “Praying”

Bernardo: Primeiro eu tenho que dizer, adorei esse nome. Genesis é um nome sensacional, principalmente para quem está buscando um apelo em rede nacional. Quanto ao que ela apresentou aqui, tenho que confessar que não gostei muito à primeira vista, mas depois foi me acostumando com o que ela mostrava. A boa notícia para essa moça em particular é que caso tudo dê errado, ela ainda pode apelar para o gospel. Win, Win!

Edu: Eu amo essa música numa intensidade sem igual. Pra mim foi uma ótima audição, e eu teria virado a cadeira bem antes para ela. Me deu uma angústia sem fim, ninguém virando para Genesis. Nos 49 do segundo tempo Adam e Blake decidiram dar uma chance a moça, e ainda bem que ela acabou escolhendo o vocalista do Maroon 5. Pra mim se tornou uma adição e tanto ao time, que na minha opinião é o mais fraco até o momento. Espero que Adam lute com unhas e dentes para mantê-la na disputa o máximo possível.

Renata: Acho que se um fanho cantar “Praying” eu viro. Imagine essa lindeza da Genesis, mereceu e muito as duas cadeiras. Eu já estava aqui gritando revoltada com o silêncio de todos.

 

Sharane Calister – “Make It Rain”

Bernardo: Como sempre, as histórias dessas pessoas são melhores e maiores do que a própria apresentação. Há um turbilhão de emoções envolvidas, mas eles, incluindo a Sharane, não conseguem canalizar no grande momento. É uma pena que isso aconteça, realmente, porque eu adoraria ver alguém subir naquele palco e arrasar. Colocar tudo na música.

Edu: Tava demorando para alguém vir cantar essa música. Já podemos mudar o nome do programa para The Voice Of Make It Rain? Apesar disso, eu gostei da apresentação de Sharane. Alguns momentos lembraram a performance feita por Koryn Hawthorne na S8, e houveram pequenos deslizes. Mesmo assim, Sharane mereceu continuar na disputa, e Alicia tem tudo para fazer um ótimo trabalho com ela. Nossa girl on fire fechou seu time com chave de ouro.

Renata: Edu, lembrei da mesma coisa! Koryn não era nem de longe uma das minha favoritas, mas soube me ganhar. Sharane também fez um bom trabalho e mereceu. Alicia é uma grande coach.

 

Dallas Caroline – “Always On My Mind”

Bernardo: Eu me esforcei, tentei arrancar algo que eu pudesse me orgulhar, extrair uma parte boa para dizer – “Foi ali que ela me ganhou”. Nada. Da mesma maneira que eu entrei foi da mesma forma que eu saí – esperando e querendo mais.

Edu: Que apresentação mais linda!!! Gente, estou até agora apaixonado com essa voz de Dallas. Doce,afinada e na medida certa, ela soube entregar um número impressionante. Viajei aqui com a performance. Achei que viria bomba, mas depois de tantas ilusões, a produção decidiu deixar a nata das blinds para o final. Amei por demais, mas no lugar dela teria escolhido Adam. Medo do Blake descartá-la já na próxima fase.

Renata: Fazia tempo que eu não sentia algo tão real. Fiquei com os olhos lacrimejados, de verdade! Essa música é belíssima e já dá uma nostalgia meio que sem motivo, uma vontade de sentar e chorar com força. Dallas já tem um lugar em meu coração e uma torcida fiel.

 

Allen Pride Bowser – “What You Won’t Do For Love”

Bernardo: Que preguiça do dia de hoje, senhor!

Edu: Aqui, na minha opinião, o problema foi apenas song choice. Ele tem uma voz interessante e uma ótima presença de palco, mas a canção não lhe beneficiou. Não consegui ver para o que ele veio, portanto espero e muito que Allen possa voltar em edições futuras. Uma pena, pois já passaram embustes que se saíram piores nessas blinds da temporada.

Renata: Eu jurava em Cristo Jesus que iam virar. Já vi piores sendo tratados como reis.

 

Jackie Verna – “Peter Pan”

Bernardo: A minha má vontade na segunda noite merece ser estudada. Jackie foi boa, mas não trouxe aquela energia ou aquela explosão que eu esperava na penúltima apresentação da semana. Ela tem o rosto da televisão, acredito que com as pontuações e conselhos do Adam, ela ficará boa.

Edu: Não sei vocês, senti um “quê” de Cassadee Pope em Jackie. Talvez alguns momentos sua voz lembra de nossa princesinha do The Voice US, ou seu estilo. A apresentação em si foi just ok, mas Adam viu potencial na moça. Se ele fechou seu time com chave de ouro não sabemos, mas que Jackie pode ter um futuro na disputa, isso é bem provável.

Renata: Ainnn que fofonilda! Eu queria abraçar bem muito! Não sei o que ela pode apresentar daqui para frente, mas vamos torcer que tenha vida longa no programa.

 

Amber Sauer – “Shape Of You”

Bernardo: Não acredito que a Kelly deveria ter fechado seu time com a Amber. Não me levem a mal, ela é maravilhosa. Meu problema foi com a música. Aprecio a novidade, a vontade de fazer algo diferente e que impressione, mas não funcionou nessa oportunidade. Vou prestar atenção na Amber, com toda a certeza, porém nessa performance em particular ela não me encantou.

Edu: Odiei essa versão da música. Achei a song choice erradíssima, com muitos exageros. Amber tem uma voz incrível, isso é fato, mas Kelly terá que moldá-la demais para que continue na disputa. Ah sim, que venha com canções que combinem melhor com ela. PS: amei a família dela toda indo ao palco, claramente a minha, se eu participasse do programa.

Renata: O que fez com Edi Xérem? Matou o coitado! Sou muito fã das surpresas ao longo do programa. Torço para que Amber seja uma delas, já que, começou com o pé errado.

 

RESULTADOS

Team Adam: Stephanie Skipper, Tish Hayne Keys, Miya Bass, Gary Edwards, Genesis Diaz, Jackie Verna

Team Alicia: Livia Faith, Shana Halligan, Sharane Calister

Team Blake: Bransen Ireland, Jordan Kirkdorffer, Dallas Caroline

Team Kelly: Teana Boston, Hannah Goebel, Amber Sauer

 

O que acharam do final das blinds? Na próxima semana começam as batalhas, e grandes reviravoltas prometem agitar a disputa. Até lá!