Crítica: 8×06 de Chicago PD pausou emoções com foco em Jay

Crítica Chicago PD 8x06

Destaque para Halstead em Chicago PD

Após uma série de bons episódios, Chicago PD lançou uma pausa para nossas emoções.

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O sexto episódio da oitava temporada focou em Jay. E adivinhem? Tivemos o personagem metendo novamente o nariz onde não deveria.

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Brincadeiras à parte, Jay se envolve mais do que deveria em um caso, e pareceu ainda assim, vazio. Não entendo muito o motivo, mas quando o episódio foca em Jay, não existe a mesma emoção como quando é focado em Burgess ou Atwater.

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Jay teria menos tempero? Eu diria que sim, vi poucas vezes ele em fortes emoções, ou a beira de perder a linha. Mas qual é o problema então?

História intensa

O episódio, em si, entregou uma história intensa: um pai se infiltra numa gangue de Chicago para descobrir quem matou seu filho, que em nada tinha envolvimento com o mundo do tráfico. Um caso que, da perspectiva de Jay, poderia ter envolvimento pessoal – afinal, o garoto que morreu era negro e de favela.

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Mas o pai deixa claro que o garoto era do bem, muito bom e não tinha qualquer passagem pelo crime. E que como a polícia o tinha visto como “mais um garoto negro baleado”, em nada contribuiu para investigar o caso.

Com o pai já infiltrado, a Inteligência, então, o instiga a trabalhar para a equipe. E o resultado é interessante. Mas o fato de Halstead ter sido o elo principal da história, acabou não gerando tanto apelo.

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Imagem: Divulgação.

Pouca força do personagem

Jay poderia ser muito grande dentro da série, mas falta paixão, falta entrega. Ele parece apenas mais uma peça do time. E isso é uma pena.

Jay Halstead parece sempre estar em cima do muro, não sabemos até que ponto ele iria por alguém que ama. Como todos os outros ali se arriscam, tomam partido, ele fica meio perdido. Realmente dentre tantas personalidades fortes e controversas, ele é mais do mesmo, só que menos. Ele defende sempre os policiais, assumindo que todos são ótimos e honestos. Contudo, vive na aba de um time eficiente, devido ao líder que é conhecido por conduzir meios duvidosos para seus fins.

Ele não pode continuar acreditando e mentindo para as pessoas envolvidas em seus casos. Com todo o histórico da polícia de Chicago, é claro que eles se importam pouco com a causa racista. Fato que não pode se maquiar. Então, enfim, resumindo, se Jay se colocasse mais em evidência, com opiniões e posturas mais realistas, o público gostaria mais dele.

Pois ele irrita, com a desconfiança de sempre. Latrell repetiu várias vezes que Shawn era um ótimo garoto, e Jay continuou tratando ele como se fosse um traficante. Depois não adianta se sentir estúpido quando viu que errou. O “pré-conceito” fica para sempre.

Seguir em frente?

Ao pedir conselho para seu chefe, Jay levou uma lição de Voight.

Voight: Não importa o que eu faria. Somos pessoas diferentes, Jay. Você tem que fazer aquilo que faz sentido para você. Mas qualquer que seja a escolha, tenha certeza que é algo que você poderá conviver para o resto de sua vida.

E, realmente, Jay e Voight são diferentes. Sabemos que em um sobra atitude, e no outro falta. Será que vão mudar a trajetória de Jay em algum ponto? Pois sobre a ineficiência da polícia, quando se investiga casos da comunidade preta, isso sabemos que não vai mudar tão logo.

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