Crítica: As vítimas de Cunanan são retratadas com maestria no 2×04 e 2×05 de ACS

Imagem: FX/Divulgação

Alô Brasil, após nosso breve e querido feriado de carnaval, estamos de volta com a review dos dois últimos episódios de American Crime Story. Aliás, tenho que dizer que senti um pouco de falta de uma maior aparição da família Versace, ainda que por motivos compreensivos.

Em House by the Lake, conhecemos Andrew em suas raízes, juntamente com as primeiras vítimas do serial killer. Não posso deixar de dizer que Darren só se supera na atuação. Meu Deus, ele era bom em Glee, mas eu estou chocada com o talento desse menino.

Se por um lado Andrew nos deixa sem palavras, aquele David foi o cúmulo, , gente. Quem é tão burro para fugir de um assassino assim? Está pior que mocinha em filme de terror. Entendi que ele estava em choque, tentou não se machucar, mas o cara não foge em um restaurante mas quer dar uma de machão no meio do nada? Não dá para te defender, querido.

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O que tocou realmente nesse episódio foi a relação de David com o pai. Que amor, gente. Me emocionei com a cena do pai recebendo-o na cabana enquanto o filho morria. E quando ele contou que era gay? Só amor por esses dois. E com tudo isso, só fortaleceu a ideia inicial.

Cunanan não suporta que descubram suas mentiras, que alguém o veja como o psicopata que ele é.

Imagem: FX/Divulgação

Já Don’t Ask, Don’t Tell voltou um pouco na linha temporal e nos apresentou o Jeff. Gente, que amor esse homem! Foi triste assistir sabendo que ele já estava morto. Se por um lado não entendi o motivo dele culpar tanto o Andrew pela sua saída da Marinha, por outro, o assassino quis revelar a sexualidade do oficial para a família de um péssimo jeito.

A forma como o preconceito é retratado é difícil de assistir. 

A linha temporal nessa temporada tem sido maravilhosa, afinal, desde que começamos a ver a série, quantas vítimas Andrew fez? Porém, nenhuma dela teve destaque, até que o Gianni fosse mais um. A incompetência da polícia nessa série é tão nítida que até dói. Além do preconceito presente quando se tratava de gays.

Versace fez uma leve aparição e foi comparado com Jeff. Os dois resolveram se orgulhar de quem eram, enquanto corriam o risco de perder tudo aquilo que era importante em suas vidas. Enquanto um seguiu com sua vida, o outro teve que desistir de tudo.

Andrew que já estava perturbado não suportou tantas rejeições em um final de semana. Tudo foi premeditado desde sua primeira vítima até eu objetivo final, Gianni. Jeff sabia quem Cunanan era, que nada que vinha dele era verdade, mas abriu mão de sua vida acreditando que podia viver como o suposto amigo.

O que mais doeu nisso tudo foi como a vida do rapaz acabou. Sem poder lutar por quem era, morto por alguém que não tinha nada além de inveja.

Mas o que fica é a pergunta de um milhão de dólares: O que levou Andrew a Gianni desde o início? Porque o assassino já tinha os retratos, reportagens e afins desde muito antes do crime principal. Que na verdade foi só mais um entre tantos que Cunanan cometeu, mas que precisou ter visão para que as outras vítimas tivessem seu nome lembrado.

A retratação dos personagens foi magnífica nesses episódios, tirando Antonio que voltou a ser a planta do início. Penelope só apareceu por uns minutos, mas soube tomar a tela como ninguém, assim como Darren tem feito desde o começo.

Nota: Já comecem a preparar os prêmios para o Darren.

Nota 2: Se o cachorro fosse uma das vítimas, eu não ia superar nunca.

Agora a série entre em uma breve pausa e retorna no fim de fevereiro, mas confiram a promo aqui em baixo e me digam o que esperam daqui pra frente. Até a próxima!

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Gabriela Scampini

Paulista, estudante de Direito e geminiana. Apaixonada por livros e séries, mesmo sem ter tempo pra nenhum dos dois. No Mix, escreve a coluna #MixAudiência, além das reviews de American Crime Story, Black Mirror, Chicago Fire e The 100.

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