Crítica: Krypton explora a mitologia do Superman e da DC Comics com riqueza

Imagem: SyFy/Divulgação

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A primeira temporada de Krypton, a nova série do SyFy, chegou ao seu fim surpreendendo os fãs semana após semana. Com a proposta de explorar o passado e a história do planeta natal do Superman, a série ainda tem apresentado muitos personagens e elementos essenciais do universo do Homem de Aço e até mesmo de outros heróis da DC Comics.

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Krypton é produzida por David S. Goyer, mesmo roteirista de O Homem de Aço (2013) e Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016). Após explorar um pouco a história do planeta em O Homem de Aço, o roteirista viu potencial na história e começou a produzir a série para TV.

Apesar do desenvolvimento tímido em seus primeiros episódios, a segunda metade da temporada surpreendeu quem estava acompanhando a série. Não estávamos apenas vendo a história dos antepassados do Superman e do vilão Zod. Vimos também a inclusão de vários elementos da mitologia do Superman e da Liga da Justiça.

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A começar pelos vilões. Em sua primeira temporada já tivemos Brainiac, Zod e o inesperado Apocalypse. O primeiro foi o escolhido como o grande antagonista da temporada. Tivemos a oportunidade de acompanhar os detalhes da sua chegada a Krypton para levar a cidade de Kandor para sua coleção. A grande surpresa, entretanto, aconteceu em sua season finale. Seg-El consegue impedir seus planos e o leva consigo para a Zona Fantasma. Isso não significa que Brainiac não possa cumprir seus planos no futuro da série.

Imagem: SyFy/Divulgação

Outra surpresa foi a participação de Zod que vem do futuro também para mudar o passado do planeta. Só que, como era de se esperar do vilão, na tentativa de chegar ao poder. Com o desaparecimento de Seg-El, a origem de Kal-El foi “salva”. O problema é que com Zod no poder, o futuro muda. É ele quem vai parar na Terra quando Krypton explode. Parece que não é só em The Flash que ferram com a linha do tempo, não é mesmo?

Tivemos ainda menções a outros membros da Liga da Justiça, como o Lanterna Verde e alguns personagens das histórias de Adam Strange. O que abre um leque gigantesco para futuras aparições dentro da série.

Krypton ainda conta com um elenco de primeira.

Nomes como Ian McElhinney (Game of Thrones), Elliot Cowan (Alexandre), Colin Salmon (Resident Evil) e Ann Ogbomo (Mulher-Maravilha/Liga da Justiça) são alguns bons exemplos da riqueza da série. Isso sem falar nas caras mais novas como Cameron Cuffe (Seg-El), Shaun Sipos (Adam Strange) e Georgina Campbell (Lyta-Zod) que complementam muito bem o elenco.

Essa primeira temporada terminou deixando um excelente pavimento para seu segundo ano.

Seg-El e Brainiac presos na Zona Fantasma, Zod no poder em Krypton, Adam Strange na nave de Brainiac e ainda por cima o despertar e fuga de Apocalipse se sua prisão. Sem contar a ameaça da existência do Superman.

A série tem tudo para decolar ainda mais e mostrar que esta não é uma simples adaptação e prequel de uma grande história. Com uma fonte riquíssima nos quadrinhos para se beber, a série pode explorar muitas tramas e personagens que faz qualquer grande fã da DC aguardar ansioso o próximo episódio. Sem contar os incríveis efeitos visuais para uma série de TV, com ótimo roteiro, direção e cenas de ação. Krypton foi mais um grande acerto da DC Comics para a TV.

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Imagem: SyFy/Divulgação

CURIOSIDADES:

– Quando Seg-El vê a Fortaleza de Solidão, pela primeira vez, um trecho da música tema de Superman (1978) é tocada. Ela toca novamente no mesmo episódio, antes dos créditos finais.

– Nos quadrinhos, Black Zero foi um vilão que causou a explosão de Krypton, que já estava morrendo. Entretanto, na série, a explosão é dita que acontece apenas por um desastre natural.

– Nos quadrinhos, as mulheres kriptonianas levam o nome de seu pai completo como sobrenome. Ex: Kara Zor-El. Na série isso não acontece.

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Álefe Cintra

Jornalista e apaixonado por séries. Tem a mesma profissão de Clark Kent, usa óculos parecido, mas infelizmente não é super-herói. Grande fã de séries de super-heróis e fantasia. No Mix de Séries escreve as reviews de Arrow e The Flash.

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