Crítica: Mesmo com finale fraca, 3ª temporada de Chicago Med foi a melhor até aqui

Imagem: NBC/Divulgação

Reta final de Chicago Med empolgou!

Chicago Med não havia mostrado a que veio ainda. Achei ela um tanto inconstante nas suas duas primeiras temporadas. Casos um tanto sem graças, muita dependência das outras séries da Franquia Chicago, sendo que ela havia um potencial gigantesco para caminhar sozinha… Pois bem, a terceira temporada veio e colocou ordem na casa.

Comparada às temporadas fraquíssimas que Chicago P.D. e Chicago Fire fizeram este ano, sem sombras de dúvidas, Med ganhou disparado em qualidade.

A série conseguiu equilibrar o pessoal dos médicos, sem torná-la isso o seu ponto principal, com os casos que se tornaram bastante interessantes.

Após o episódio do tiroteio, 3×18, pensei que a série ia deixar a peteca cair, mas tudo seguiu bem. E mesmo com uma finale sem grandes eventos, o ciclo fechou-se muito bem.

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Em 3×19, “Crisis of Confidence”, a dúvida de seus potenciais vem à tona!

Este episódio foi muito bom. Claro, que vir após um episódio estrondoso como o do tiroteio pareceria tudo meio xoxo. Mas os casos foram de extrema importância para a condução da finale.

Gostaria de apontar aqui a trama do Dr. Rhodes. Ele acaba se envolvendo com uma gravidez de risco, que não queria ser interrompida pela mãe. O motivo: o marido havia falecido há 3 meses, e o bebê era tudo que lhe restaria dele. Rhodes, emocional, comprou a briga da paciente. Essa dualidade do personagem me fascina às vezes. Ele parece durão, meio impessoal, mas talvez seja um dos que mais se importa com os pedidos dos pacientes e faz de tudo ao seu alcance para agradá-los. Isso lhe custou, muitas vezes, algumas brigas com os chefes. Nesse caso da grávida, o final não foi muito feliz. E isso certamente o abalou, conduzindo para uma importante história na season finale.

Além disso, uma trama importante foi inserida aqui, aos 45 do segundo tempo: com o pai de Reese sendo o canalha que é, foi colocado como um possível assassino. Sim, o sumiço de algumas universitárias foram ligadas ao personagem e coube ao Dr. Charles investigar isso.

No 3×20, “The Tipping Point”, Rhodes prova o seu valor!

Ok, não foi a season finale que a gente esperava. Mas, ao mesmo tempo, suprimiu o que a gente necessitava. Eu gostei das tramas apresentadas, e a finalização das histórias deixou um gostinho de quero mais. Nem tudo precisa ser explosões e catástrofes para uma série se tornar interessante.

O caso de Rhodes e da Dra. Bekker, obviamente foi o que mais chamou atenção, principalmente por ter se relacionado diretamente com os eventos do anterior. Além disso, as gêmeas siamesas voltaram para a tão esperada separação. O problema é que Connor não se sentiu confiante para realizar o procedimento após perder a grávida no episódio 19, e deixou tudo para Bekker. Esse seria o grande momento de Ava, se no final ele não tivesse resolvido entrar na cirurgia após se dar conta que aquele também poderia ser o seu momento de redenção. Gostei muito dessa jogada, mas quem não curtiu nada nada foi Ava.

Eu não sei se Bekker pensou ter sido tudo armado, mas ela não pensou nos sentimentos de Connor, que estava inseguro quanto a cirurgia. Que ficou parecendo um show, ficou, mas acho que foi tudo muito natural. Connor acabou chamando a atenção dos diretores do hospital, e de pessoas externas ao Med. No final das contas, ele não só ganhou a proposta de trabalhar em uma clínica renomada de Chicago, e parece que a Ava ficou com um certo recalque. Complicado, não? Será que Rhodes vai aceitar?

Pai da Reese, inesperadamente, se torna assassino? 

A história do pai da Reese foi de uma ponta à outra, de forma bem repentina. Nem deu pra processar tudo muito bem. Mas ao mesmo tempo que pensamos que ele fosse morrer da cirurgia do coração, ele consegue sobreviver, e aparentemente com outra personalidade.

Quem não comprou muito bem esse papinho foi Charles. Ele passou a investigar o cara, e descobriu uma ligação dele com o desaparecimento de universitárias. Depois de insistir, acabou tendo provas de que ele poderia mesmo ser um assassino e vendo que Reese estava sendo fisgada pelo pai, o psiquiatra o confrontou. Foi então que ele teve um ataque cardíaco. Será que o psycho killer vai sobreviver? E como Reese, tadinha, reagirá as essas informações? Estou curioso!

Trama dos casais também foram destaque!

Dr. Choi e April tiveram altos e baixos durante a temporada, e na finale, aparentemente se separaram. Após a trama da irmã do Ethan – que foi bem interessante, diga-se de passagem, colocando a garota na rua, junto com outros adolescentes, o médico militar fez o seu papel de irmão mais velho e se propôs a cuidar da garota. Honestamente, acho que April deveria se intrometer menos nos problemas familiares dos outros. O que ela tem com isso? E terminar um relacionamento porque o namorado quer cuidar da irmã? As pessoas não merecem uma nova chance? Poxa April, vacilou!

Já Will e Natalie continuam na mesma “lenga lenga” de sempre. Sério, já tomando ranço desse casal. Entre altos e baixos, finalmente achei que Will ia fazer o pedido de casamento perfeito para a médica. Mas tudo foi estrado quando ela descobre com quem Will dormiu no “tempo que eles estavam dando”. Ela já não sabia que tinha rolado isso? Já não tinha perdoado. Que preguiça…

Na última cena, Will pede Nat em casamento com aquela cara de bunda que ela estava. Não quebra a firma, gente!

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Estou feliz com a temporada que Chicago Med fez, e mesmo não sendo uma finale estrondosa, foi bem melhor que Fire e P.D..

Agora é esperar até setembro para mais casos médicos e descobrirmos o desenrolar dessas histórias!

Anderson Narciso

Anderson Narciso

Mestre em História, apaixonado por mídias, é o editor responsável e idealizador do Mix de Séries. Eterno órfão de Friends, One Tree Hill e ER, acompanha séries desde que se entende por gente. No Mix é editor de colunas e de notícias, escreve a coluna 5 Razões e resenha a série Gotham.

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