Crítica: A velha magia de Grey’s Anatomy ressurge no episódio 14×16

Imagem: ABC/Divulgação

A velha Grey’s Anatomy está de volta!

Parece que fazia uma eternidade que eu não ria e chorava num único episódio de Grey’s Anatomy como ri em “Caught Somewhere in Time“. Trazendo a velha fórmula do feijão com arroz, o episódio conseguiu me conquistar de tal forma que ainda estou tentando encontrar palavras corretas para defini-lo. O que eu senti foi que a velha Grey’s Anatomy estava de volta, com gás suficiente para apagar os três últimos episódios de seu currículo.

Tirando o fato de que teremos que aturar Maggie e Jackson como um casal sem sal pelos corredores do hospital, o episódio foi bastante introdutório para o que possivelmente acontecerá com Arizona e April. Afinal, como já fora anunciado por nós do Mix de Séries, as atrizes foram praticamente demitidas do show. Com a aproximação de Sofia, Arizona acabou ganhou um bom destaque no episódio, fazendo com que meu coração se despedaçasse ao ver aos duas trabalhando juntas. Sim, foi lindo e maravilhoso ver Arizona levando sua filha para o hospital e deixando a garota como sua assistente. O amor que ela sente pela garota é raro, e deveria ter sido mais abordado no seriado. Apesar de já termos vistos várias provas de amor da Arizona pela filha de criação, saber o quanto que ela se preocupa com a filha nunca deixará de ser um desperdício.

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A paciente que a Arizona tratou foi um caso delicado, mas que abriu a porta para o projeto secreto e sem investimentos de Alex e Amelia. E isso foi sensacional.

A forma como conseguiram resgatar esse projeto praticamente falido trouxe esperanças para mim sobre o restante dos episódios desta temporada. Sim, eu estava com medo de termos um desastre ambulante, mas ainda bem que este episódio surgiu para fechar algumas peças soltas. Ainda não sei se Alex, Amelia e Arizona conseguirão salvar seus respectivos pacientes, porém, tenho fé e isso, para mim, é algo muito bom. O que eu acredito que acontecerá é que Arizona acabará deixando Seattle em prol da felicidade de Sofia, pois nesse episódio ficou bem claro que ela é uma mãezona.

Se Arizona teve seus momentos maternais aflorados, nossa queridinha ruivinha April continua muito perdida. Foi impossível não perceber o quão devastada ela estava. A forma como ela lidou com os internos, treinando-os, pode ter sido hilária. Mas sabemos que isso tudo só mascarava como ela estava se sentindo. E foram eles mesmos que perceberam que havia algo de errado com ela. Nem Owen percebeu que April estava sofrendo. Na verdade, acredito, que ninguém percebeu o quanto April Kepner anda sofrendo desde que ela reencontrou seu ex-noivo e perdeu todos aqueles pacientes.

Eu vibrei quando Jackson estendeu seu ombro para ela, mas me decepcionei completamente quando ele virou às caras e deixou ela fugir. OK, ela o beijou e, provavelmente, estava à procura de sexo para curar suas dores, mas se eu Gabriella Siggia, PhD em Grey’s Anatomy por 14 anos percebi isso, ele como médico formado não teria percebido tal diagnóstico?

April está perdida!

De qualquer forma, o fato é que April está com sérios problemas e precisando de ajuda o mais rápido possível. E eu temo por ela, pois essa April que eu vi nesse episódio, especialmente nas cenas finais, não é a April Kepner que eu conheci e que me irritava de uma forma deliciosa. Ela está perdida, sozinha, sem amigos e sofrendo muito. Queria tanto estar ao lado dela para dizer que tudo vai ficar bem, mas eu não posso fazer isso. Meu maior receio é que ela descubra que Jackson esteja saindo com Maggie, e isso possa provocar o encontro definitivo da April com a escuridão.

Fico feliz em saber que não só sou eu que não vai com a cara desse namoro entre Jackson e Maggie. Mamãe Avery me representou bastante nesse episódio, apesar de saber que ela agiu daquele jeito mais por ciúmes do que por outra coisa. Porém, foi muito gratificante ver os dois trabalhando juntos e mostrando que não é só a minha família que é complicada. Quem também me surpreendeu bastante nesse episódio foi Jo – e sua insistência em mostrar a Mer que ela pode ser mais do que as pessoas esperam dela. A amizade das duas vem crescendo a cada episódio, e saber que Jo superou seu ciúmes da minha diva é algo bastante positivo. Sem mencionar o quanto estou ansiosa para saber como será essa reviravolta no projeto que as duas estão desenvolvendo.

E o que falar de Owen e Amelia? Eu jurava que teríamos mais um casal ioiô no seriado até que sou surpreendida pelo amadurecimento de Amelia e… Owen percebe que sempre amou a barbie do deserto.

Totalmente insano? Talvez, porém, certeiro. Owen e Teddy sempre foram melhores amigos e é claro que existia uma química entre os dois e tal, e alguém chamada Cristina. Com o tempo eu acabei aceitando amizade dos dois e, confesso, nunca os vi como um casal. Até seria esquisito. É como ver Alex e Meredith namorando; não desce!

Entretanto, eu entendo a lógica dos roteiristas em quererem buscarem a felicidade para Owen Hunt e acredito que Teddy seja a pessoa perfeita para ele. Só espero que disso tudo saia uma despedida do personagem, pois sabemos o quão perdido ele está no seriado e, também, seria uma ótima forma de encerrar a jornada do Dr. Owen Hunt.

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Gabriella Siggia

Quem eu sou? Eu sou uma em um milhão: escritora nas horas vagas, seriadora de coração, cinemática de plantão e amante da literatura. Divertida, alto astral e bastante bem humorada. Só não achei ainda minha outra pessoa. Ah, música faz parte da minha vida.

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