Eu Nunca: 2ª temporada é uma das melhores coisas na Netflix | Crítica

Segunda temporada de Eu Nunca é ainda melhor!

Eu Nunca 2 temporada critica

Eu Nunca alcançou um feito que a maioria das séries tenta ao longo de sua jornada: evoluir para melhor. Em um segundo ano despretensioso, a comédia de Mandy Kaling reafirma que é uma das joias raras da Netflix, pronta para ser devorada de uma só vez.

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Após conseguir chamar atenção de dois garotos interessantes, ao final da primeira temporada, Devi tem uma missão importante: escolher com quem ela quer ficar. No entanto, essa decisão não é fácil, principalmente quando ela se vê ameaçada por uma nova garota indiana que chegou no colégio.

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Mas, tirando disputas que, a princípio, podem ser vagas, a série Eu Nunca é extremamente relevante e levanta histórias engraçadas, envolventes e, por vezes, necessárias.

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Por que Eu Nunca atinge o seu melhor na segunda temporada

O texto de uma série é algo que ou melhora ou piora, à medida que ela avança ao longo dos anos. Com Eu Nunca, o segundo ano provou que pode ser ainda melhor que o primeiro.

A história da série conseguiu evoluir algo que já era muito envolvente. Os dilemas de Devi, por exemplo, ser tornam ainda mais engraçados, com a sacadas geniais que a personagem apresenta e a interpretação que a atriz Maitreyi Ramakrishnan nos entrega.

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Diante da escolha entre Ben e Paxton, Devi resolve ficar com dois, mas descobre da pior maneira que é melhor ter um pássaro na mão do que dois voando. A ganância, aliás, é uma das lições que Devi tira nesta temporada. Ela entende que é necessário sempre ter pé no chão, mesmo que o sucesso (ou a popularidade) tente subir à cabeça.

Eu Nunca
Imagem: Divulgação.

Falando de coisa séria

Na primeira temporada, Eu Nunca se propôs a adicionar em seu enredo temas relevantes para a sociedade – e principalmente para o público que a consome na Netflix. Fabiola foi a representante do LGBTQIA+ e que, na segunda temporada, continuou a desbravar o mundo da paixão entre duas mulheres.

No entanto, preciso ressaltar que a trama que mais me chamou atenção foi a anorexia, representada aqui pela nova garota indiana, Aneesa. E a forma como Devi usou essa doença para atingir a personagem, por pura insegurança e ciúme, mostra que ela é uma protagonista passível de falha – mas também de reconhecer o erro.

Inclusive, o pedido de desculpas de Devi, mesmo insensível, rende um dos melhores momentos da temporada, com um flashmob pra lá de hilário.

Outro ponto muito bacana nesta temporada foi a prima de Devi, Kamala, que precisou lutar por um lugar no laboratório em que conseguiu emprego. Mas acabou sofrendo preconceito racial e sexista, sendo vista como uma mulher submissa e sem importância. Tal fato, aliás, foi o que a levou fugir do seu noivado, uma vez que o homem que ia se casar ainda tinha uma visão muito cultural retrógrada sobre o papel da mulher na sociedade.

Team Ben e Team Paxton

A disputa de Devi nesta temporada não foi muito saudável, mas, enquanto no primeiro ano a vimos se aproximar de Ben, até fazendo com que ele nutrisse uma paixão por ela, na segunda temporada, foi a vez de Paxton brilhar. E ele viu que poderia ser um rapaz melhor, graças à garota.

Machucado, ele precisou correr atrás dos estudos, uma vez que conseguir uma bolsa por esporte seria impossível. E, com a família o tempo todo duvidando dele, coube a Devi incentivá-lo a correr atrás de seus sonhos.

Imagem: Divulgação.

Obviamente que isso fez com que o público torcesse por Paxton, mesmo ele sendo meio babaca em alguns momentos. Eu sou time Ben, embora o nerd tenha ficado um pouco a escanteio nesta temporada.

O final culminou em um baile (tão clichê), que trouxe Devi à sua grande escolha: Paxton. Mas Ben ficou boquiaberto ao descobrir, instantes antes, que Devi tendeu a escolhê-lo. Será que teremos uma reviravolta na terceira temporada?

Maratona vale a pena!

Eu Nunca se mostrou uma das melhores séries da Netflix. Vale a pena a cada episódio, e provou que pode ser ainda melhor. A segunda temporada foi um grande acerto da plataforma, deixando o público com um gostinho de quero mais.

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Devi entrou no coração dos fãs da Netflix, e Eu Nunca se tornou aquele tipo de série que, facilmente, é a primeira ser indicada quando lhe pedirem uma sugestão.

Manda mais Netflix, a gente agradece!

Nota: 5/5

Criador do Mix de Séries, atua hoje como redator e editor chefe do portal. Especialista em SEO e construção de textos para internet, também atua como webwriter com foco em textos para o Google. Autor na internet desde 2011, passou pelos portais TeleSéries e Box de Séries. Fã de carteirinha de Friends, ER e One Tree Hill, é aficionado pelo mundo dos seriados. Também é fã de procedurais, sabendo tudo sobre o universo das séries Chicago, Grey's Anatomy, e séries de sucesso como La Casa de Papel e Lucifer. Também é fã da DC Comics, e acompanha produções inspiradas em personagens da editora, como Titans e até o mais recente produto da editora, Sweet Tooth.