Fãs estão desesperados com notícia sobre Sherlock na Netflix

Fãs estão desesperados com notícia sobre Sherlock na Netflix

Série vai sair do catálogo

Os fãs de Sherlock estão desesperados com a notícia que a Netflix confirmou recentemente de que a série britânica irá deixar o catálogo da plataforma.

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Um dos maiores sucessos do catálogo, fruto da parceria entre a Netflix e a emissora inglesa BBC, a atração vai sair do catálogo da gigante do streaming dia 30 de março.

A própria Netflix confirmou a informação e tratou de colocar um aviso na aba da série, dentro da plataforma. Com isso, os fãs terão menos de um mês para maratonarem toda a série e se despedirem.

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Nas redes sociais, inclusive nas do Mix de Séries, os fãs já estão reclamando do fato da Netflix não ter renovado o contrato com BBC. Infelizmente, parece que a série não voltará para o catálogo tão cedo.

Sucesso incomparável

Sherlock é uma série original da BBC e estreou em 2010, com uma temporada de três episódios. Cada um desses episódio, aliás, contendo 90 minutos de duração.

Para quem é acostumado a assistir séries com temporadas maiores, a atração pode até parecer curta. Entretanto é aconselhável olhar para a produção de Steven Moffat e Mark Gatiss com outros olhos.

O formato de telefilme é o ideal para adaptar as histórias de Conan Doyle de forma justa, permitindo um melhor desenvolvimento da narrativa, sem cair na armadilha dos procedurais.

A série, dessa forma, foi um sucesso de audiência e crítica.

séries tipo Lupin

Imagem: Divulgação

Como tudo começou

A série inicia no mesmo ponto dos livros: com o caso de “Um Estudo em Vermelho”, que vira “A Study in Pink” (1×01) na versão televisiva. O episódio mostra de forma muito fiel ao original o primeiro encontro de Sherlock e Watson, interpretados por Benedict Cumberbatch e Martin Freeman. Eles, respectivamente, passam a dividir o apartamento mais famoso da Baker Street.

Claro que a série precisou adaptar alguns fatos e os fãs deram boas vindas a elas. Enquanto no livro a vítima deitada no chão onde tem escrito rache é um homem, na série se trata de uma mulher.

A palavra, em questão, significa coisas diferentes, em ambos os casos. No livro, rache é alemão para “vingança”. Na série, isso vira um recurso narrativo, além de uma bela referência ao livro. No entanto, Sherlock conclui que a vítima apenas tentava escrever seu próprio nome, Rachel.

A produção deu um grande passo para o enredo ainda no episódio inicial, apresentando Mycroft, o irmão de Sherlock. E, ainda, Moriarty, o grande vilão da série. Este, que não existe no romance.

Os outros episódios do primeiro ano adaptam contos como “Os Dançarinos” e “O Vale do Terror”, além de fazerem referência a várias outras histórias, que ganham adaptação nas temporadas seguintes, como “O Signo dos Quatro”, bem como “Um Escândalo na Boemia”. Aliás, é aqui que somos apresentados a Irene Adler, personagem tão importante que volta a ser referenciada em outras histórias.

Apesar de todas as mudanças, e vale dizer, necessárias ao enredo, a série sempre foi muito fiel à essência do personagem.

Quem já leu os livros certamente reconhece a importância de uma boa adaptação, seja entre as mídias, que convenhamos, são completamente distintas, seja pelo contexto histórico. O enorme conhecimento dos roteiristas, Steven Moffat e Mark Gatiss, sobre o assunto permite que a versão da BBC costure várias histórias em um só episódio, além de conseguir usar elementos do mesmo conto em vários telefilmes.

E então, você ficou triste com o fato de que Sherlock deixará a Netflix? Deixe nos comentários e, igualmente, continue acompanhando as novidades do Mix de Séries.

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