Mix de Estreias: Quais das séries estreantes em JANEIRO que vale assistir?

Imagem: History/Netflix

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Conferimos as séries novas de JANEIRO e lhe dizemos o que vale a pena…

Perdido em meio a tantas séries novas? Procurando uma nova série para assistir? Quer ficar por dentro de todas as novidades da TV? Chegou o seu guia com as estreias do mês.

Aqui temos uma opinião direta e rápida sobre cada série. Além disso, colocamos o status do programa (renovado, cancelado ou indefinido) e uma nota de 0 a 100, que pode ajudar na sua escolha. Embora tenhamos tentado assistir a todas as estreias do mês, alguma coisa pode ter ficado de fora. Ainda assim, não incluímos na lista os reality shows. Algumas animações e séries documentais também fazem parte do pacote.

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Então, aproveite e conheça o Mix de Estreias com as novidades de Janeiro. Ah, e pegue o lápis e o papel. Você talvez precise anotar os títulos de alguma séries.

Imagem: History

Project Blue Book (History)

Status: indefinido
Nota: 75

O interesse do público por histórias supostamente secretas sempre foi grande. E a indústria do entretenimento sabe brincar com a nossa curiosidade. Project Blue Book bebe na fonte dos arquivos secretos americanos para contar histórias até então jamais contadas. O canal History, que se lançou no mundo das séries com Vikings, novamente investe alto: o valor de produção é enorme. A fotografia enche os olhos (as luzes e cores são incríveis) e os efeitos especiais são irretocáveis. Além disso, o esmero técnico é tanto que o CGI da série em nada deve aos grandes blockbusters do cinema. Para quem se interessa em aliens e a convergência destes com o cenário de época, é uma ótima pedida. O programa dá uma esfriada depois do terceiro episódio, mas ainda vale a conferida.

 

Imagem: ABC

Schooled (ABC)

Status: indefinido
Nota: 65

Spinoff de The Goldergs, Schooled tem a mesma vibe nostálgica e o texto leve do programa original. Aqui, uma jovem adulta passando por dificuldades financeiras se vê em um beco sem saída. A última saída é voltar para a escola que sempre detestou. Agora, porém, como professora. Os personagens são carismáticos e as gags bacanas. O mesmo carinho visível em Goldbergs pode ser notado aqui. Saem os anos oitenta, entram os noventa e as referências pulam na tela. Recomendado para quem ainda curte comédias mais básicas, com pezinho no formato clássico das sitcoms. É boa, mas também não é indispensável.

 

Imagem: NBC

Fam (NBC)

Status: indefinido
Nota: 20

Fam representa tudo de ruim que existe nas sitcoms americanas atuais. É a prova (como se alguém realmente duvidasse) de que o formato já está desgastado. Risadinhas no fundo, atuações exageradas e piadas prontas ficaram na década passada. Por isso, Fam parece totalmente perdida no tempo; tanto no período quanto nas batidas do humor. Quase nenhuma piada funciona, e as raras que quase funcionam são óbvias, podendo ser vistas chegando a milhas de distância. Para piorar, Nina Dobrev está em embaraço total, tão fora de tom quanto o programa como um todo. Certamente, fuja!

 

Imagem: Netflix

Sex Educatation (Netflix)

Status: renovada
Nota: 90

A Netflix parece ter abraçado a qualidade das séries britânicas. O resultado é um dos melhores programas de 2019. E olha que estamos falando apenas do mês de Janeiro. Na trama, Otis, um deslocado adolescente filho de uma sexóloga, é incentivado por uma colega de escola a investir em um novo negócio. Trata-se de uma “clínica” de apoio a todos os alunos que sofrem com problemas sexuais. A ideia é apenas o pontapé inicial para um programa de ótimo humor, grandes ideias e coração totalmente no lugar e no momento certo. Os jovens de Sex Education falam e agem como jovens. Seus dramas são reais e suas alegrias contagiam o público. A série burla os problemas típicos das séries da Netflix, fazendo uma temporada curta onde tudo é essencial e nada é dispensável. Imperdível.

 

Imagem: HBO

True Detective (HBO)

Status: série limitada
Nota: 85

Não. Não estamos trapaceando. Embora esta seja a terceira “temporada” de True Detective, trata-se de uma história totalmente nova, com novos personagens. Por isso incluímos o show na lista de estreias de Janeiro. Logo, vale apontar que a série merece uma conferida por aqueles que conhecem e os ainda não familiarizados com o projeto. Desta vez, Nic Pizzolatto entrega um texto muito mais acessível que os anteriores, o que resulta em uma série mais fácil de se acompanhar, sendo mais ágil e compreensível. No comando do elenco, Mahershala Ali está absolutamente hipnótico, tendo uma surpreendente atuação de Stephen Dorff ao seu lado. Como nos anos anteriores, perde um pouquinho do calor na metade, mas ainda vale – e muito – a sua atenção.

 

Imagem: Fox

The Passage (Fox)

Status: indefinido
Nota: 65

The Passage é daqueles programas que talvez tenham chegado tarde demais à televisão. Estreando antes, é possível que a produção da Fox fosse um sucesso. Agora, a impressão é de refeição requentada, ainda que saborosa. Baseada no best-seller homônimo, The Passage acompanha um agente que deve sequestrar uma criança e levá-la a um laboratório para, então, ser cobaia de um experimento. O sujeito se arrepende e decide fugir com a menina. Tem monstros, ameaça de apocalipse e conspiração. Não é ruim, mas precisaria de um pouco mais de tempero para prender a audiência logo de cara. Vale pela curiosidade.

 

Imagem: The CW

Roswell, New Mexico (CW)

Status: indefinido
Nota: 30

Mistura de reboot e remake que não funciona como uma coisa nem outra, Roswell, New Mexico é outra série perdida neste mês de janeiro. Trata-se de um revival que ninguém pediu (com exceção dos fãs. E mesmo assim…) com um elenco de dar pena. É a mesma coisa vista na série original, mas sem o frescor da novidade e sem os rostos já conhecidos. Igualmente, não parece ser o próximo sucesso da CW, mas nunca se sabe o que pode virar hit nas mãos do canal. Recomendado apenas para os fãs fervorosos de Roswell. E ainda assim minha dica é: reveja a original e esqueça esta aqui.

 

Imagem: YouTube Premium

Wayne (YouTube)

Status: indefinido
Nota: 78

O grande público ainda não deu o devido valor às produções originais do YouTube. E a plataforma já provou mais de uma vez que é capaz de produzir coisas muito boas. Depois de Cobra Kai, Wayne promete ser a nova joia do canal. Na trama acompanhamos Wayne, um jovem rebelde que perde o pai e parte em uma perigosa odisseia ao lado de uma garota para reaver um antigo carro. O projeto lembra – muito – The End of the F***ing World, mas mais seco e pirado. Os episódios curtos são rápidos e os personagens envolvem. Além disso, vale para quem procura entretenimento fácil, rápido e de qualidade.

 

Imagem: SyFy

Deadly Class (SyFy)

Status: indefinido
Nota: 58

Deadly Class não é ruim, mas desaponta. Mesmo com uma equipe de respeito no comando, o projeto parece ter vergonha da própria identidade. O roteiro jamais abraça a época, a vibe oitentista ou a insanidade assassina esperada de seus personagens e contexto. Assim, por mais que não seja ruim, é um prato morno e com pouco gosto. Surfando na onda das séries sobre psicopatas adolescentes que matam dezenas e mesmo assim são queridinhos, Deadly Class é uma oportunidade perdida. Ainda assim, vale assistir o piloto e tirar as próprias conclusões.

 

Imagem: Netflix

Carmen Sandiego (Netflix)

Status: indefinido
Nota: 70

A famosa ladra de vermelho retorna aos holofotes em uma bonita animação da Netflix. Os traços são belos e os personagens carismáticos. O texto joga contido, na segurança de que pode agradar uma larga fatia do público. Fica no meio termo, brincando com elementos infantis e investindo de leve em uma trama mais elaborada, que pode agradar de fato apenas os mais velhos. É uma produção inofensiva, curtinha, que serve muito bem para passar o tempo.

 

Imagem: Showtime

Black Monday (Showtime)

Status: indefinido
Nota: 60

O cinema e a TV já provaram inúmeras vezes que o público é inteligente e consegue acompanhar tramas difíceis e personagens pouco simpáticos. Billions, por exemplo, tem feito bonito no Showtime, com uma audiência fiel e um texto denso. Black Monday tenta seguir passos semelhantes, só que injetando humor na mistura. Lembra muito A Grande Aposta, vencedor do Oscar de Roteiro Adaptado há alguns anos. O problema é que o entusiasmo e brilho de Black Monday passam rápido, restando apenas a verborragia desmedida e uma porção de ideias que o espectador não consegue acompanhar. A ambientação é linda, o elenco afiadíssimo, mas a densidade do tema pode afastar as pessoas.

 

Imagem: Netflix

Black Earth Rising (Netflix)

Status: indefinido
Nota: 42

Black Earth Rising tem ganhado burburinho entre a imprensa estrangeira, sedenta por um produto de grife pouco popular para chamar de “favorita”. Só isso para explicar alguns elogios rasgados à enfadonha investida da Netflix. A ideia é bacana e o elenco um arraso, mas há pouca coisa realmente envolvente aqui. É preciso estar muito interessado ou com a cabeça bem livre para comprar o projeto. Com a atarefada vida dos seriadores, Black Earth Rising pode ter pouquíssimo fôlego para ser ouvida e ficar. Em meio a tanta – tanta – coisa, talvez seja melhor deixar esta série passar.

 

Imagem: Netflix

Kingdom (Netflix)

Status: renovada
Nota: 82

A Netflix, como toda empresa gigante, está tentando dominar o mercado internacional. Com isso, tem produzido coisas boas mundo à fora e comprado projetos já prontos, como La Casa de Papel. Agora, a plataforma investe nas mentes criativas da Coréia do Sul e entrega um ótimo produto aos seus assinantes. Na trama, que mistura espadas e zumbis, um príncipe sai à procura de respostas e acaba se deparando com uma mortal e sinistra epidemia. É produção de altíssimo nível técnico e bom apuro narrativo. A segunda temporada deve sair em breve. Vale dar uma chance.

 

Imagem: TNT

I am the Night (TNT)

Status: minissérie
Nota: 40

Grande decepção lançada no final do mês. Com Chris Pine no elenco e Patty Jenkins na direção, a expectativa para I am the Night subiu. O resultado desapontou. A trama não caminha, mas se arrasta. Parece ser daqueles programas que mudam totalmente o tom conforme os episódios avançam (principalmente aqui, em que um elemento criminal será inserido). É uma pena que o piloto não cumpra o prometido e talvez não faça jus à toda história real, que parece incrível.

 

Imagem: BBC

Les Misérables (BBC)

Status: minissérie
Nota: 76

A BBC adora um bom e clássico romance. Quase todos os grandes títulos da literatura já ganharam uma ou mais adaptações pelo canal britânico. De Charles Dickens a Jane Austen, os grandes autores já tiveram suas palavras adaptadas em belas séries e minisséries. Desta vez, Les Misérables novamente ganha as telas em luxuosa releitura. Quem não gosta de musicais, pode ficar tranquilo. Trata-se de um drama, adaptado direto da obra-prima de Victor Hugo, e não do musical aclamado no teatro e no cinema. O visual, como de costume no canal, é belíssimo, e o roteiro respeita o legado do livro e de seu autor. Para os familiarizados com as demais adaptações, a minissérie pode ser repetitiva. Ainda assim, vale uma conferida.

 

Imagem: Netflix

Pinky Malinky (Netflix)

Status: indefinido
Nota: 55

Toda geração tem o seu tipo de animação. E é inegável que o estilo atual é o nonsense. Pinky Malinky segue a vibe de novos clássicos como Hora de Aventura e mescla suas ideias sem pé nem cabeça ao visual arrojado de O Incrível Mundo de Gumball. Animação 2D se mistura a ambientes e objetos reais para contar pequenas aventuras insanas de um grupo de amigos liderado por uma salsicha falante. Não é ruim, mas é ofuscada pelo número enorme de outras produções. Para quem gosta dos desenhos da nova geração, contudo, pode ser uma boa pedida.

 

Imagem: Comedy Central

The Other Two (Comedy Central)

Status: renovada
Nota: 72

Assistir apenas ao piloto de The Other Two é um experiência incompleta. Isso porque o formato reduzido da comédia, que se resolve em menos de meia hora, impede que muita coisa seja desenvolvida. Isso não desqualifica a série do Comedy Central. Assim como Modern Family, Forever e tantas outras séries do gênero, The Other Two une as peças do jogo apenas nos minutos finais do capítulo de estreia. Com isso, é preciso investir em mais um ou dois episódios pra ver se a ideia funciona, pois é a partir daí que a série realmente pode mostrar o que deseja. Os dois protagonistas centrais são carismáticos e os diálogos bacanas. Pode encontrar seu público e crescer. Já foi renovada.

 

Imagem: Channel 4

Pure (Cannel 4)

Status: indefinido
Nota: 87

O Channel 4 é um canal britânico que produz muita coisa boa. A maioria dessas joias passa despercebida pelo grande público. É o provável destino de Pure, um das melhores surpresas do mês. Na trama, uma jovem adentra a vida adulta sem rumo, morando com os pais e com um grande problema: ela constantemente pensa em sexo. Só que é um sexo pesado, sujo, daqueles que podem te fazer ir pra cadeia, como ela mesma descreve. E os pensamentos vêm nos piores momentos, impedindo que a moça tenha uma vida tranquila e normal. Como de praxe, há o bom humor britânico, delineado com uma curiosa linha dramática. Pure faz rir, mas também indica tratar de assuntos sérios, como sexualidade reprimida, o lugar da mulher na sociedade e a dificuldade de se começar uma vida independente e estável. Não perca.

 

Imagem: Netflix

Conversations with a serial killer: The Ted Bundy Tapes (Netflix)

Status: série documental limitada
Nota: 80

A Netflix segue firme na sua caminhada para se tornar o canal/plataforma mais completo no gênero das séries documentais sobre crimes e criminosos. The Ted Bundy Tapes é mais uma investida da empresa que dá certo. Explorando entrevistas reais concedidas pelo famoso serial killer, o programa vai à fundo na psique do assassino, bem como aborda questões sociais, políticas e culturais da época. Contudo, é um projeto denso, perfeito para os curiosos e fãs do gênero. É um ótimo aquecimento para o filme estrelado por Zac Effron que conta a história do assustador psicopata.

 

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