Plantão Médico completa 25 anos como uma das melhores séries da TV

Muito antes de Grey’s Anatomy, Plantão Médico foi auge nos anos 1990…

Sou do tempo que ER era Plantão Médico. Que a série passava nos domingos à noite na Globo (dublada, tipo o que fizeram com Revenge, Máquina Mortífera e outras). E parece que foi ontem…

Era uma época longínqua onde George Clooney era só o dr. Doug Ross e nem era tão charmoso assim, e que Julianna Margulies nem de longe parecia a tão boa esposa (referência a série The Good Wife, que deu sucesso para a atriz nos anos 2010). Uma época que ver séries exigia uma dinâmica completamente diferente do que é hoje. Pois é, Plantão Médico fez história na televisão e celebra neste dia 19 de setembro os incríveis 25 anos desde sua estreia. Sem dúvidas, a série é lembrada até hoje e fez escola para muitas que veio depois.

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ER, para aqueles que não se lembram, foi uma série da NBC criada pelo autor literário Michael Crichton (roteirista de Jurassic Park) a partir de um argumento criado por Steven Spielberg (que desistiu da ideia do filme de ER ao conhecer o outro projeto de Crichton, sobre os dinossauros). Foi o suficiente para que a dupla convencesse o canal a apoiar o projeto, após alcançar o topo das bilheterias dos cinemas com Parque dos Dinossauros. Foi uma aposta arriscada, mas que deu certo. A série acabou durando 15 temporadas, indo ao ar de 1994 a 2009. Seu tema era o acompanhamento do dia a dia de médicos, enfermeiros e ajudantes de enfermagem da caótica emergência do County General Hospital, de Chicago. Hoje, pode parecer um tema como, mas acredite nos anos 1990 não era.

Plantão Médico fez escola e lançou desconhecidos ao estrelato

Muito premiada ao longo de sua existência, a série ainda foi responsável por catapultar a carreira do já citado George Clooney, e por revelar nomes como Anthony Edwards, Eriq La Salle, Julliane Margulies e Noah Wyle. A série rendeu vários Emmy’s para o elenco e produção ao longo desses 15 anos.

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Imagem: Divulgação

Quando assistimos aos diversos programas médicos atuais, muito da essência de ER está ali. Isso porque foi ela que inventou esse modo de mostrar a medicina na TV. E ouso dizer que, até hoje, nenhuma chegou aos seus pés. Mesmo sendo feita em 1994, e hoje já ser ultrapassada em muitos métodos médicos, é na forma de contar a sua história que ela encanta o público.

Era aprofundando na história do paciente que o episódio nos prendiam semanalmente. Era com “cenas de ação” (ou quase isso), sem cortes por mais de 4 ou 5 minutos, que perdíamos o fôlego na sala de emergência. No boca a boca, porque naquela época não tinha internet, a série foi sem fortificando e chegou a cravar 42 milhões de espectadores, em um episódio comum, no meio de temporada (marca atingida com o episódio “Hell and High Water“, na segunda temporada, em que o personagem de George Clooney salva um garotinho em um esgoto, no meio de um temporal).

Todo esse combo, incluindo bom roteiro, cenas de ação incríveis e ótimo elenco, contribuiu para episódios épicos. Se ela era exibida nas noites de quinta, nos EUA, na sexta de manhã a caminho do trabalho só se comentava sobre o que acontecerá no episódio anterior de ER. 

Momentos de Plantão Médico que ficaram no coração dos fãs

Falando em episódios épicos, são tantos que é difícil listar. Nesse conjunto de episódios inesquecíveis temo “21 Guns“, o dolorido “All the family“, o inesquecível “On the beach“, e o inovador “Ambush” (um episódio que foi exibido ao vivo para o público, e que precisou ser refeito – logo em seguida, para a transmissão na costa oeste).

Plantão Médico também ousou ao, na oitava temporada, matar um de seus principais médicos com um câncer no cérebro. Anthony Edwards era, não oficialmente, o líder do elenco. Consequentemente, muitos o consideravam o protagonista de Plantão Médico. Sua morte foi sentida pelos fãs, mas trabalhada ao longo de duas temporadas – na sexta, o personagem descobre um tumor cerebral avançado. Quem aí nunca chorou com a carta lida pelo Dr. Carter em “The Letter“, quando a morte do personagem é anunciada? Ou ao ver o Dr. Mark Greene atender seu último paciente em “Orion in the Sky“? E ela nunca deixou o pique cair. Foi inserindo, aos poucos, novos personagens e conseguiu chegar no auge, em seu décimo quinto ano, fazendo uma temporada final de tirar o chapéu.

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Episódio final de Mark Greene é um dos mais emocionantes de ER. Personagem voltou em um episódio de flashback na temporada final. Imagem: Divulgação.

Não podemos esquecer também da galeria de estrelas convidadas, que se digladiavam por aparições inesquecíveis na série e que rendiam, certamente, uma indicação – e até vitória – no Emmy. Inclui-se aí Sally Field, Ray Liotta, Stanley Tucci, entre outros.

Aí você, mais novinho, vai dizer: “ah mas Grey’s Anatomy é melhor e tal“, e eu digo: NÃO É. Aliás, vou ser menos agressiva e dizer, são séries completamente diferentes. Não é novidade que Grey’s foca na vida pessoal de seus médicos, seus envolvimentos românticos nos limites do hospital e etc. Em ER também sabemos das vidas pessoais dos médicos, mas o foco é diferente. Sempre em primeiro plano estava o que acontecia naquela emergência sempre lotada, e tudo que acontecia lá era importante para os rumos de cada um dos personagens.

Aliás, uma dica: sabe esses episódios com bomba, tiroteio, isolamento no hospital entre outras coisas? Pois é, ER já tinha feito isso muito antes, na década de 1990. Memorável e inovadora.

Menos romance, mais drama. Menos fantasia, mais vida real. Um hospital de verdade, com médicos “de verdade” e com dilemas tão verdadeiros quanto possíveis. Essa era ER, ou Plantão Médico, que seja, uma série que DEVE estar no currículo de todos os apaixonados por séries.

Veja como a série era maravilhosa com este trailer, ao som de The Killers, que a Warner Channel fez no penúltimo ano da série.

Letícia Bastos

Letícia Bastos

Publicitária, social media, mangaká e dançarina em protestos. Também sou apaixonada por séries e admito que novelas são meu Guilty Pleasure. Apaixonada por comédias cult/pop/nerd, ainda pretendo fundar uma seita para os Adoradores de Arrested Development. Aqui no Mix sou editora de Realitys Show e escrevo as reviews de todos os realitys do mundo, como Masterchef BR, The X Factor UK e BR, The Voice US, AUS e BR, BBB e RuPauls Drag Race.

3 comments

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  1. Anderson Narciso
    Anderson Narciso 20 junho, 2014 at 11:19 Responder

    Muito bom texto Le. Me lembro como se fosse ontem o “Rede Globo apresenta, Plantão Médico”. Saudades mesmo. 🙂

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