The Umbrella Academy: 2ª temporada está impecável | Crítica

Critica The Umbrella Academy 2 temporada

Sucesso entre os fãs, série da Netflix retorna!

Depois de nos entregar uma primeira temporada maravilhosa, The Umbrella Academy retornou com a difícil missão de manter a qualidade apresentada. E o que era bom, com toda a certeza ficou ainda melhor. A disfuncional família Hargreeves volta a Netflix em uma jornada de desencontros e insanidades,  agora situados no ano de 1963, nos dias que antecedem ao famoso assassinato de JF Kennedy.

A convite da Netflix, assistimos a todos os episódios da segunda temporada antecipadamente, e traremos em primeira mão nossas impressões nessa crítica SEM SPOILERS. Então, confira, e fique ainda mais animado!

O dever chama novamente

A última vez que vimos os sete irmãos, Vanya (Ellen Paige) estava com seus poderes fora de controle, explodiu a Lua e causou o fim do mundo. O Número Cinco (Aidan Gallagher) usou seus poderes para proteger a todos e, então, desaparecem.

Os irmãos se separam, não só fisicamente, mas em momentos diferentes do tempo. Algo assim era de se esperar, afinal o Número Cinco nunca soube controlar bem seus poderes. A maior surpresa e o plot da temporada é que, essa viagem no tempo causou estragos na linha temporal, antecipando o fim do mundo para 1963. Cabe agora ao Número Cinco juntar sua família e, novamente, correr contra o tempo.  Só que todos seguiram em frente nessa nova vida e o irmão mais velho tem que por na cabeça da família a responsabilidade com o tempo e a humanidade.

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A vida fora do próprio tempo

Igual a todos nós se voltássemos no tempo, os Hargreeves sabem dos eventos históricos e acabam se inserindo na história, pondo em risco tudo o que conhecemos.

É neste ponto que a série da Netflix mostra toda sua capacidade e, mesmo tratando de viagem no tempo, nos dá um tapa na cara em ousadia e representatividade. Klaus Hargreeves (Robert Sheehan) foi o primeiro personagem LGBTQ+ apresentado na série e com a volta no tempo, ele busca por seu amor, sem pensar em como a homossexualidade era tratada nos anos 60.

Além de Klaus, uma Vanya desmemoriada (sim, achei uma preguiça do roteiro também) acaba sendo acolhida por uma família, Sissy (Marin Ireland), o filho autista, Harlan (Justin Paul Kelly) e o marido abusivo. A interação dessa família é um plot à parte, principalmente para o desenvolvimento de Vanya, se encontrando sentimentalmente e como pessoa.

Além da representatividade LGBTQ+, o racismo é bastante abordado devido a época que a trama passa. Allison Hargreeves (Emmy Raver-Lampman) sente na pele todo o preconceito por sua cor e como as pessoas negras eram tratadas. Existem momentos icônicos na série que, infelizmente, ainda tem traços em nossa realidade, mas que foram cuidadosamente inseridos na trama sem perder o tom de batalha pelos direitos iguais.

Desenvolvimento e ação pra valer

Os primeiros episódios são mais voltados para nos contextualizar a nova realidade da família e explicar o novo plot da temporada (que é o mesmo da anterior, só que 60 anos atrás). Assim temos um início mais lento, com novos personagens sendo apresentados e aprofundando mais ainda nos sentimentos de cada um.

Mas não se enganem, a temporada não tem nada de monótona. Apesar de diversos plots, todos acabam se encontrando. Em especial atenção a Diego Hargreeves (David Castañeda), com sua fixação em fazer o certo com seu jeito durão, mas que acaba encontrando sentimentos em Lila (Ritu Arya), uma paciente de manicômio que ganha o coração de Diego (e o meu) com suas esquisitices.

Um fim quase sem defeitos

Os três últimos episódios têm tudo que foi prometido, e bem mais. A luta contra o tempo para impedir o fim do mundo e a união que surge disso, excede todas expectativas. Um dos pontos altos da temporada é ver Ben Hargreeves (Justin H. Min), o fantasma mais amado da série, em ação. Em contrapartida, tenho de citar que Luther (Tom Hopper) foi um ótimo alívio cômico nessa season, mas infelizmente foi apenas isso. Uma pena, pois foi o único personagem sem um desenvolvimento real.

E sobre a batalha final, apenas digo que, diferente da primeira temporada, toda ansiedade criada em cima dela não faz jus ao que realmente acontece. É muito maior do que o esperado e com surpresas atrás de surpresas.

The Umbrella Academy apresentou uma temporada extremamente superior a sua antecessora e nos faz sofrer torcendo para que a Netflix renove logo para uma terceira temporada. E sim, o cliffhanger final é incrível.

Fique ligado aqui no Mix de Séries que em breve teremos análise da série, com SPOILERS. E você, é fã de The Umbrella Academy? Deixe nos comentários!

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Nota da temporada9.5
Crítica SEM SPOILERS do Mix de Séries para a segunda temporada de The Umbrella Academy, série original da Netflix.
9.5
Arthur Gonçalves

Arthur Gonçalves

Publicitário e roteirista amador que é praticamente uma wikipédia de séries.

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