Tiroteio na escola: veja quais séries de TV já retrataram essa situação

Imagem: WB

Frente ao terrível acontecimento nos Estados Unidos, onde um ex-aluno invadiu uma escola e abriu fogo, matando 17 pessoas, é impossível não lembrar de acontecimentos semelhantes mostrados nas séries de TV.

Em muitas ocasiões, os programas usaram a temática para destacar a violência, dando voz à este assunto que muitas vezes era discutido de forma silenciosa.

Vale lembrar que, nos Estados Unidos, a liberação de compra e venda de armas é um assunto que gera constantes debates, e esses episódios refletem até onde a autorização do porte de armas vale a pena.

Continua após a publicidade

My So Called Life (1994)

My So Called Life abordou o tiroteio na escola no episódio “Guns and Gossip“. Depois de um tiro na escola, Brian Krakow (Devon Gummersall) se sente pressionado a dizer a alguém que o personagem Rickie (Wilson Cruz) trouxe a arma, embora não fosse verdade. Rickie, no entanto, queria que as pessoas pensassem que ele trouxera a arma, pensando que isso impediria que outros o estuprassem por sua sexualidade.

Além de tocar a violência armada, o episódio chamou a atenção para os efeitos potenciais que o bullying pode realizar na mente adolescente.

7th Heaven (1998)

Em “Johnny Get Your Gun”, a série abordou o tema geral da violência entre as crianças. Em uma cena, Simon (David Gallagher) é ameaçado por Johnny (Jake Richardson), um colega de classe e o ex-namorado de sua nova namorada, que diz que ele vai matá-lo. O pai de Simon, Eric (Stephen Collins), aparece tentando proteger seu filho e acaba sendo baleado por Johnny. O episódio finalmente levou para a casa a mensagem “se você vir alguma coisa, diga algo“. Foi extremamente sensível porque lidava com crianças jovens, que sem dúvida nem sempre sabem quão sérias as conseqüências de suas ações podem ser.

“Buffy The Vampire Slayer” (1999)

O episódio “Earshot” foi exibido quase exatamente cinco meses depois que Eric Harris e Dylan Klebold assassinaram 13 pessoas e feriram outras 21 quando abriram fogo na Columbine High School em 20 de abril de 1999 – um dos casos mais famosos nos Estados Unidos.

O tiroteio ainda estava fresco nas mentes da maioria das pessoas quando a série exibiu o episódio no qual sua caçadora de vampiros (Sarah Michelle Gellar) desenvolve a habilidade de ler mentes e descobre que um estudante da Sunnydale High está planejando matar todos. Ironicamente, o episódio não foi uma resposta ao massacre em Columbine, mas originalmente foi programado para ir ao ar uma semana após o tiroteio.

One Tree Hill (2006)

No episódio “With Tired Eyes, Tired Minds, Tired Souls, We Slept,”, One Tree Hill trouxe de volta o personagem Jimmy Edwards (Colin Fickes), que acabou sendo deixado de lado da série após a temporada 1. A raiva de Jimmy em relação ao seus antigos amigos e atormentadores na escola ressoaram profundamente com os moradores de Tree Hill e com a audiência, que haviam esquecido em grande parte de que ele existia.

O episódio, considerado pela crítica como um divisor de águas para a série, é considerado um dos melhores da TV ao abordar o tema.

“American Horror Story” (2011)

Quando somos apresentados a Tate Langdon (Evan Peters) na primeira temporada de American Horror Story, não sabemos que ele está realmente morto. Nós finalmente descobrimos no episódio 6, “Piggy Piggy”, que ele foi baleado pela polícia depois de abrir fogo em sua escola. O episódio é situado em 1994, cinco anos antes do incidentem em Columbine.

O enredo aparentemente criado para chocar, mais do que qualquer outra coisa, funcionou. No entanto, não foi bem recebido pelos críticos, chegando a dizer que a série “foi longe demais“.

“Glee” (2013)

No episódio intitulado “Shooting Star“, os integrantes do New Direction são forçados a se esconderem na sala do coro depois de ouvir dois tiros.

Exceto que não era um tiroteio na escola. Becky (Lauren Potter), uma líder de torcida com síndrome de Down, trouxe uma arma para a escola porque tinha medo do futuro e não queria que a amiga Bretanha se formasse. A treinadora Sylvester (Jane Lynch) assume a culpa da aprendiz Becky, que acidentalmente disparou a arma antes de entregá-la a treinadora; Ninguém foi ferido no episódio.

Tags Especiais
Anderson Narciso

Anderson Narciso

Criador, editor e redator do site Mix de Séries, é apaixonado por séries desde sempre. Fã incondicional de One Tree Hill, ER, Friends, e não perde um episódio da Franquia Chicago.

2 comments

Add yours
  1. Avatar
    BernardoVieira 15 fevereiro, 2018 at 21:50 Responder

    Tem três situações em particular que me chamaram atenção pela maneira na qual retrataram a questão. É verdade que não são, exatamente, um tiroteio na escola, mas mesmo assim.

    Desperate Housewives:
    O episódio traz a participação especial da Laurie Metcalf e foi a primeira vez, quando eu tinha uns 12-13, que o assunto me chamou atenção. Uma vez que a personagem ameaça um banho de sangue num supermercado. Me perguntava sobre a possibilidade de tal ato acontecer na vida real, cheguei a conclusão que não, afinal de contas como que alguém mentalmente instável poderia comprar uma arma. Minha ingenuidade, infelizmente, envelheceu de maneira terrível.

    American Horror Story: Cult:
    Lembro que pouco tempo antes da exibição do episódio, o pior massacre tinha acabado de acontecer em Las Vegas. A TMZ tinha sido a primeira a afirmar que o FX tinha decidio fazer algumas edições, que posteriormente seria confirmad apelo canal. O curioso é que mesmo numa versão “mais light”, a temporada, inspirada nas eleições, falou sobre a loucura ao redor da ideia falaciosa que o lobby promove de auto-defesa.

    Veep:
    Sem falar de massacres, mostrar sangue ou qualquer vítima, a comédia foi pontual na crítica. Durante o desenvolvimento da história da campanha de Jonah Ryan ao Congresso por New Hampshire (um estados mais centristas de todos), o roteiro trouxe um diálogo em que uma das candidatas falava “cuidado, armas podem ser perigosas”. Imediatamente, a NRA levantaria cartazes, colocaria anúncios na televisão para que tal candidata fosse mantida longe de Washington. Eventualmente, ele perderia as eleições.

    A televisão ainda precisa encontrar uma maneira adequada de falar da divisão entre os pensamentos dos moradores urbanos dos rurais e de contar histórias de uma forma mais honesta, sem apostar nos velhos maniqueísmos.

Post a new comment