AHS Double Feature tem estreia assustadora com 10×01 e 10×02

Com a melhor estreia da série em muito tempo, a décima temporada de AHS tem tudo para ser a melhor da série desde Asylum.

American Horror Story AHS 10x02

Depois de quase dois anos, American Horror Story (AHS) está de volta! E eu não poderia deixar de dizer: Ryan Murphy, querido, quando você quer, você faz muito bem feito, ? Porque há dias você nos apresentou aquela primeira temporada PAVOROSA de American Horror Stories. E agora me vem com essa maravilha como se nada tivesse acontecido… Francamente…

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Como todos nós sabemos e estamos passando, a pandemia global impossibilitou a volta de American Horror Story no ano passado. A primeira vez que não temos uma temporada da série em quase 10 anos. Muito disso se deu ao fato de que, considerando que parte da temporada se passa numa praia, não era possível gravá-la em qualquer época do ano. Ryan até ponderou mudar o tema da temporada, mas ele decidiu adiar a estreia em um ano e manter o tema atual.

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A pandemia também causou outras mudanças na série, como a lendária Kathy Bates, que estava inicialmente escalada para participar, mas acabou sendo substituída pela também super talentosa Frances Conroy. Fora isso, não houve outras mudanças no elenco e, finalmente, a temporada (que será dividia em duas partes) estreou neste mês.

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American Horro Story
Imagem: Divulgação.

A história de American Horror Story Double Feature

Como toda estreia de AHS, houve (e ainda há) muito mistério em volta de tudo. Mas tudo começa com o nosso belíssimo casal de protagonistas, interpretados pelos lindíssimos Finn Wittrock e Lily Rabe, chegando na cidadezinha de Provincetown, que é quase uma cidade fantasma no inverno.

Ela é Doris, uma design de interiores que está grávida e aceita uma proposta de passar 3 meses numa casa e reformar toda a decoração do lugar. Ele é Harry, um escritor para lá de mediano, que aproveita a mudança visando achar inspiração no local para escrever um piloto de uma nova série de TV.

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Junto a eles está a filha de 11 anos Alma, que é aspirante a violinista. Bem aquela família de comercial de margarina, né? Pois bem… Logo de início, tudo parece bem estranho. Como se não bastasse aquela cidade deserta, Doris e Almas são perseguidas por um “viciado” durante um passeio em plena luz do dia.

E, a partir daí, uma história louca, doentia e deliciosamente assustadora se desenrola. Depois de acalmar a mulher e a filha e procurar a polícia que não liga muito para a denúncia, Henry parte sozinho para uma noitada. Lá eles conhecem dois escritores interpretados pelos nossos queridíssimos Evan Peters e Frances Conroy numa cena de karaokê que é um dos pontos altos da temporada até agora.

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Eles fazem a maior propaganda da cidade, diz que ela é ótima, que ele vai conseguir se inspirar rapidamente e, posteriormente, o personagem do Evan dá a Harry umas pílulas e afirma que irá destravar o bloqueio criativo do escritor. Mas, como toda ação tem uma reação e nada vem de graça, realmente a pílula destrava a mente de Harry e ele escreve uma temporada da série dele em uma hora. Deve ter sido assim que Ryan Murphy escreveu American Horror Stories, para ela ser tão ruim. Enfim, acontece que, aliado a isso, a pílula basicamente transforma os seus usuários em vampiros.

Crepúsculo ou AHS?

Então, os vampiros presentes aqui não queimam no sol (ou brilham hahaha), nem quando vê cruzes ou alho,… essas coisas. Mas, quem toma essa droga desenvolve uma absurda vontade de se alimentar de sangue. E é muito interessante a mitologia criada em torno dessa droga e das suas utilizações.

Veja bem, ingeri-la causa sede de sangue, que por sua vez é responsável por manter o efeito. Mas o vício nem é, necessariamente, em um ou no outro, e sim no sucesso que ingerir essa substância trás. Quem já assistiu ao filme “Sem Limites” na hora fez uma conexão com a série, já que a droga aumenta exponencialmente o seu talento para alguma coisa. Seja escrita, pintura, etc. E quem não tem talento? No caso, quem toma basicamente vira um vampiro morto-vivo, digamos assim.

Imagem: Divulgação.

Funciona?

MUITO. Sabemos que as séries do Ryan Murphy são cheias de alegorias e muitas delas, como a busca desesperada pelo sucesso sem medir as consequências, já estão presentes aqui. Contudo, o que eu mais estou gostando até o momento é que Double Feature tem uma história muito contida.

E esses dois primeiros episódios foram muito inteligentes ao apresentar essa história para o público. Não temos aqui diversas tramas ou subtramas, não temos revelações apressadas ou demoradas demais. Meu sentimento enquanto espectador é que tudo foi feito como deveria. A história, seus conceitos e como a dinâmica funcionará foram passados, sem didatismos. Claro, ainda estamos falando de American Horror Story, e existe ainda muito mistério envolvido.

Alguns personagens, tipo os da Sarah Paulson e da Adina Porter, ainda estão meio que avulsos na história e todas as suas aparições foram repetitivas. Não que séries não tenham personagens assim, mas não é isso que esperamos quando tais personagens são defendidas por duas atrizes queridas da franquia.

Sobre o elenco, todo o restante está bem a vontade em seus papéis. O estreante nesse mundo, Macaulay Culkin, caiu como uma luva no seu personagem e parece entender bem o que a mente doentia de Murphy quer dele. Finn Wittrock segura bem a onda de ter os holofotes em cima dele num papel em que, sabe-se Deus porque, não foi para Evan Peters. Infelizmente, Lily Rabe não tem uma personagem muito interessante. Espero que ela cresça com o passar do tempo.

Conclusão

American Horror Story – Double Feature estrou de maneira surpreendente. A série não poupa tempo e nem enrola, apresenta sua história principalmente de forma clara e consegue fisgar o espectador rapidamente. Além disso, a fotografia é uma das mais belas da franquia AHS. E o elenco, como de praxe, faz um excelente trabalho. Vai ser incrível acompanhar a série e compartilhar as minhas impressões com você. Que saudade que eu estava!

Nota: 5/5