Crítica: O clima pesa no episódio 14×11 de Criminal Minds

Imagem: CBS/Divulgação

Criminal Minds entregou esse episódio com um elemento a mais: a escuridão!

Apesar do enredo dos episódios de Criminal Minds ser o mesmo, com foco na solução de um crime, o elemento surpresa sempre se destaca. Neste caso, o cenário fez com que a atmosfera do episódio fosse mais sombria, tornado-o, então, quase um personagem da trama.

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O episódio Night Lights (luzes noturnas) trouxe de volta um pouco da essência da série. Dessa forma, voltamos um pouco no tempo em que o BAU iniciava suas atividades. O caso da semana se resumiu a um insub com problemas de visão e sua fixação em fazer que suas vítimas se sentissem como ele.

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Nada de vítima

Contrariando os casos dessa temporada, nesse episódio em especial, foi muito difícil ter empatia pelo insub. Logo, dessa vez, não sentimos que ele era mais uma vítima da sociedade.

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Agora com Reid de volta ao trabalho, a atuação em equipe fez toda diferença para a solução do caso. Embora tenha ocorrido um episódio similar no segundo spin-off da série (Beyond Borders). Esse insub era de longe muito mais perturbado.

Além disso, esse episódio ficou na zona de conforto do espectador. Desse modo, tivemos o esperado para uma solução eficiente do caso. Logo, uma conclusão do ponto de vista de Reid, Rossi ou Prentiss, ressaltando que eles são os profilers mais experientes.

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Lewis, Alves e Simmons pareciam capazes de uma conclusão, mas não podemos esquecer que ambos estão na equipe há pouco tempo. Do mesmo modo, não possuem o instinto tão apurado.

Mesmo Simmons, que foi recrutado de outra equipe, não parecia estar muito familiarizado com o ambiente. Muito menos com o jeito de agir do insub. Da mesma forma, Alves está mais familiarizado como sendo um policial do que um agente da BAU. Lewis continua parecendo mais uma professora, do tipo que faz palestras sobre comportamento, e talvez por isso a equipe não esteja sintonizada como a de dez anos atrás;

Outros pontos… 

Garcia ficou um tanto apagada nesse episódio. Além disso, o fato de não ter resolvido o caso como seus truques tecnológicos deixaram o caso mais realista.

As comparações são inevitáveis, uma vez que o espectador acompanha a série de longa data percebe a diferença, bem como pressentia que mudanças poderiam ocorrer.

Talvez por esse motivo, a série caminha para sua 15ª e ultima temporada. Vamos esperar boas conclusões para os agentes do BAU.