Hulu: Produtora de The Handmaid’s Tale perdeu quase 1 bilhão de dólares em 2017

Imagem: Dan Goodman/Associated Press

Quem quer dinheiro?

Mesmo se tornando uma das grandes vencedoras da mais recente temporada de prêmios, o Hulu acumulou dívidas em 2017. Mais precisamente 920 milhões de dólares. As informações são da Variety.

As perdas do ano passado são quase o dobro do prejuízo de 2016 (531 milhões), mas o que chama atenção é o tamanho do rombo. Isso porque ele aparece mesmo após um investimento de um bilhão de dólares das quatro empresas que comandam a plataforma digital (Comcast, 21st Century Fox, Disney e Time Warner).

Os números foram revelados a partir de uma declaração que a Comcast fez à Comissão de Títulos e Câmbio. O documento também mostrou um prejuízo de 276 milhões de dólares para companhia após um investimento de 300 milhões.

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Segundo estimativas, as perdas do Hulu crescerão 80% em 2018 mesmo com um investimento esperado de 1.5 bilhão das quatro empresas. Vale lembrar que esses números não incluem futuras fusões, seja entre a AT&T com a Time Warner ou entre a Disney e a Fox.

Sucesso Instantâneo.

Sem ter tido um grande sucesso até 2017, o Hulu se viu chamar atenção do público com The Handmaid’s Tale. Depois que venceu diversas premiações consagradas como o Emmy, a série aumentou sua base de fãs e passou a figurar as mais diversas discussões sobre séries de TV. O programa é hoje um dos mais citados nas redes sociais.

Imagem: Hulu/Divulgação

A série aborda temas polêmicos: com as quedas de taxas de fertilidade em todo o mundo, por conta da poluição e de doenças sexualmente transmissíveis, o governo totalitário da República de Gileade – uma teonomia cristã que domina o que um dia foi o território dos Estados Unidos, está em uma guerra civil. A sociedade é organizada por líderes sedentos por poder ao longo de um regime novo, militarizado, hierárquico e fanático, com novas castas sociais, nas quais as mulheres são brutalmente subjugadas e, por lei, não têm permissão para trabalhar, possuir propriedades, controlar dinheiro ou até mesmo ler.

A série discute diversas questões polêmicas a partir dessa infertilidade mundial, que resultou no recrutamento das poucas mulheres fecundas remanescentes em Gileade, chamadas de “servas” (Handmaid), de acordo com uma interpretação extremista dos contos bíblicos. Elas são designadas para as casas da elite governante, onde devem se submeter a estupros ritualizados com seus mestres masculinos para engravidar e ter filhos para aqueles homens e suas respectivas esposas.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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