Wolf Like Me: vale a pena assistir a série do Prime Video?

Wolf Like Me, da Amazon Prime Video, é uma interessante mistura de comédia, romance e horror. Com Josh Gad e Isla Fischer, série vale a pena?

Wolf Like Me
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Às vezes um nome entrega mais do que o ideal. Wolf Like Me, do Amazon Prime Video, até tenta manter um segredo por dois ou três capítulos, mas é difícil esconder o plot twist quando ele está no título. Ainda assim, a série encontra espaço para fazer graça, deixar o espectador roendo as unhas e apresentar um espaço pouco visto na TV: a zona urbana e interiorana da Austrália. Com Josh Gad (sim, o Olaf de Frozen) e Isla Fischer (sim, a sósia da Amy Adams) no elenco, Wolf Like Me reserva alguns bons momentos e funciona melhor quando sabemos pouco sobre sua trama.

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Lançada no início do ano na Prime Video, Wolk Like Me tem ganhado tração entre o público. Eles têm descoberto a série e ficado por perto, acompanhando os 6 episódios da primeira temporada. Com capítulos de 25 minutos, o show é quase um filme e passa voando. Logo, é ideal para quem quer uma maratona divertida, rápida e descompromissada. Criada por Abe Forsythe (do filme Monstrinhos, com Lupita Nyong’o), Wolf Like Me é uma clássica mistura de comédia, romance e horror. Mas a pergunta realmente é: vale a pena assistir?

A história de Wolf Like Me

Josh Gad é Gary, um viúvo que sofre para tocar a vida em frente. A solidão e a dor não são os únicos problemas. Sua filha de 11 anos, Emma, também tem passado por maus bocados. Além de crises de pânico, a menina não tem mais vontade de viver e passa sempre mergulhada em apatia e medo de ter uma nova crise. Para piorar, Gary e Emma não conseguem conversar. Faltam articulação entre os dois e a perspectiva é que pouco ou nada mude.

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Mas a mudança vem num baque, literalmente. Enquanto andavam de carro, Gary e Emma se envolvem em um acidente. No outro veículo, Mary dirigia e, sem perceber, causou a batida. Mary cai como uma bomba na vida da dupla. A atenção de Gary é fisgada pela beleza, personalidade e sensibilidade de Mary, enquanto Emma se sente confortável depois que a moça lhe ajuda a superar uma crise de pânico. A partir daí, Mary e Gary se encontram e passam a se conhecer.

Mas Mary é uma pessoa complicada. Apesar de parecer normal, ela tem maus momentos, acessos de estranheza que quase põem tudo a perder. Depois de mais um encontro esquisito, Mary vai embora com as chaves de Gary. Ele então vai atrás da moça e, ao chegar na casa dela, faz uma assustadora descoberta.

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Vale a pena assistir Wolf Like Me?

Sem mais delongas, já declaramos: vale a pena assistir Wolf Like Me. Apesar da reviravolta ser óbvia desde o princípio, é impossível não se envolver e gostar de Gary, Mary e a complicada Emma. A série não tem grandes piadas ou gags na comédia ou muitos sustos no horror, mas faz tudo de forma correta e agrada em todas as frentes. Abe Forsythe, que escreve e dirige todos os episódios, já havia subvertido um subgênero do horror em seu longa mais conhecido (os zumbis de Monstrinhos). Aqui, ele faz o mesmo com outro clichê e se sai igualmente bem.

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Um dos grandes motivos é a preocupação em desenvolver seus personagens, sem se limitar ao básico. Gary poderia ser apenas um jovem solteiro, mas é um homem de meia-idade, viúvo, fora dos padrões e pai de uma menina com problemas. Mary, por sua vez, também tem suas cicatrizes e encontra-se em um momento delicado, longe de seu país de origem e de qualquer sinal de família ou amigos. Ao se concentrar nas dores de seus personagens, e em como elas podem diminuir com a ajuda de um ao outro, Wolf Like Me deixa de ser uma sátira banal e torna-se uma história legitimamente interessante.

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Curtinha e bem escrita, Wolf Like Me é a pedida certa para um fim de semana ou uma noite de cinema ou TV. Divertida, a série tem no elenco carismático e no roteiro as suas maiores forças.

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Gaúcho, estudante de jornalismo e viciado em séries. Tem séries pra assistir de mais e tempo de menos. Séries favoritas? Six Feet Under e Breaking Bad.