Com morte, 11×08 de The Walking Dead foi um desfecho morno

O gosto que essa primeira parte da última temporada da série deixa é de que poderia ter sido melhor.

The Walking Dead 11x08 review

Ai, The Walking Dead, às vezes você me apronta cada uma… Mas, assim como acontece com Grey’s Anatomy, eu continuo passando pano para a série e vou assisti-la enquanto existir.

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Eu comecei essa “última” temporada extremamente empolgado, foram três episódios muito bacanas e de alto nível. Entretanto, aquele quarto com a introdução dos vilões dessa primeira parte mexeu com as estruturas e me acendeu um sinal de alerta. Ainda, assim o quinto e sexto (principalmente este) episódios foram muito bons.. e aí a coisa deu uma derrapada! Semana passada, eu senti que a série andou em círculos e nessa semana, ainda que não seja de forma tão grave, a frustração continuou.

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Mesmo com a conclusão da sua primeira parte, e ainda termos 16 episódios pela frente, The Walking Dead não teve a coragem necessária para fechar o arco de Leah, Pope e sua trupe. E isso me preocupa. Existe uma finalidade para isso? Há alguma chance deles usarem esses personagens (que não nos importamos), no futuro fora deste arco? Eu acho tudo muito vazio nessa parte.

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A história em torno de Alexandria, com a destruição da cidade e a busca por comida, já é um arco muito maneiro. Até porque, se o destino final dos nossos personagens é a Commonwealth, faz todo sentido que, nessa primeira parte, eles focassem no desespero pela sobrevivência. Agora, amarrar isso ao retorno da amada de Daryl, fazer o personagem ficar com os vilões (e aparentemente ninguém questionar muito isso) e a primeira parte terminar dessa forma é muito frustrante.

Daryl x Leah

Já falo que aqui tem spoilers. Alguém ficou surpreso com a morte de Pope ter vindo das mãos de Leah? Acredito que não! Alguém ficou surpreso com o fato de, após isso, ela e Daryl continuarem de lados diferentes? Também acredito que não!

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O fato do personagem já ter uma série confirmada com a Carol coloca uma limitação absurda no seu futuro. Por isso, em momento algum acreditamos que ele e Leah terminarão juntos (ainda bem, porque a química é zero). Assim como também não vamos acreditar (e nesse caso eu lamento) que ele vá ter algum tipo de futuro com Connie. Com o grupo na liderança de Pope, ainda era possível ter algum tipo raso de contexto deles serem como são, dado às questões religiosas do personagem.

The Walking Dead 11x08
Imagem: Divulgação.

Agora, nas mãos de Leah, quais serão as justificativas para tanta crueldade? E nesses 4 episódios, The Walking Dead, de fato, evoluiu a personagem a ponta de colocá-la nessa posição de destaque? Na boa…

Além disso, não há outros destaques nessa parte. Negan figurou no episódio e não mostrou a cara, literalmente. A parte da ação foi até legalzinha, embora mais do mesmo. Aquela armadilha das flechas com fogos de artifício é realmente um achado, embora duas coisas tenham me deixado confuso. A primeira é por que raios o Daryl simplesmente não jogou tudo no chão ou danificou aquilo, quando Leah enganou ele? Afinal, ele sabia que ela a usaria ferreamente e que havia amigos dele ali. Segundo, por que Leah fez exatamente o que o Pope ia fazer e ela ficou contra?

Por fim, Maggie teve uma participação bacana. A personagem realmente é uma sobrevivente e vê-la bolando planos e liderando o caminho é muito interessante para tudo que veremos no futuro (se The Walking Dead seguir os quadrinhos, claro).

Alexandria em The Walking Dead

Foi aqui que eu mais gostei e até me diverti. Temos aqui personagens como Carol, Rosita, Judith e até mesmo Connie que são tão interessantes quanto ou até mais que os citados anteriormente e que não estão tendo o mesmo destaque.

Carol, coitada, não sei porque os roteiristas estão com raiva dela, porque não escrevem nenhuma cena decente para a personagem.

The Walking Dead 11x08
Imagem: Divulgação.

Nesse episódio ela apareceu, deu um “tchauzinho” e sumiu de novo. As demais citadas tiveram praticamente a mesma coisa. Rosita teve uma cena de destaque, na qual ela enfrentou uma horda de caminhantes sozinha, o que lembra um pouco a personagem nos seus períodos de glória.

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Judith também teve um pequeno destaque, coisa que vem acontecendo ao longo dessa temporada. O que eu acho muito bacana, já que a personagem é muito interessante e a atriz bem carismática. A verdade é que Alexandria está caindo aos pedaços e duas pessoas saírem para apagar um incêndio e outras duas para fechar um buraco imenso não me parece muito efetivo ou inteligente.

Da mesma forma, a geografia é outra coisa que The Walking Dead precisa resolver. Alexandria está tão longe assim da base de Pope? Porque em um lugar estava o maior pé d’agua e no outro o céu estava até estrelado. Considerando que os personagens só andam a pé, eles devem ser rápidos mesmo.

Ah e a Commonwealth? Ficou com Deus! Nem ela e nem os personagens que lá estão deram as caras por aqui.

Conclusão

Mesmo tendo boas tramas a disposição e uma trama a finalizar, The Walking Dead escolhe pela covardia e decide não movimentar as suas peças de forma importante. Apesar de bons ganchos para o próximo episódio, o gosto que essa primeira parte da última temporada da série deixa é de que poderia ter sido melhor.

Nota: 3/5